quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Títulos – Taça Augusto Henrique Mündell Júnior de 1938

São-paulinos, não adianta tentar negar. Houve sim um dia em que vocês receberam esmola de nós, torcedores do Corinthians (e também do Palestra Itália e da Portuguesa): o dia do famoso Jogo das Barricas.

Pra quem não conhece a história: em julho de 1938, o São Paulo Futebol Clube, que havia sido refundado em 1935 após ter fechado suas portas devido a graves problemas financeiros, resolveu organizar um evento chamado Festival do São Paulo Futebol Clube para arrecadar dinheiro e tentar sair da enorme crise em que se encontrava. Assim, foram convidados para uma disputa o Corinthians, o Palestra Itália e a Portuguesa, equipes mais tradicionais da capital, que se comprometeram a dar uma ajudinha ao "irmão" em dificuldade.

Os torcedores tricolores até tentam argumentar dizendo que esse tipo de festival era comum naquela época, e realmente era, especialmente entre os times pequenos – no mesmo ano de 1938, por exemplo, o Ypiranga organizaria um evento semelhante cujo objetivo era levantar verba para a construção de seu estádio, evento este também disputado e vencido pelo Corinthians. Mas o fato é que não há registros de nenhuma outra equipe que tenha precisado realizar algo parecido pra não fechar as portas. É inegável: fizemos caridade e ajudamos a salvar o São Paulo de mais uma falência.

Os sócios dos clubes participantes tinham direito à entrada gratuita, mas os organizadores do evento fizeram um apelo aos torcedores de Corinthians, Palestra Itália e Portuguesa para que pagassem meia entrada e aos são-paulinos para que pagassem uma entrada inteira. A Liga de Futebol do Estado de São Paulo também fez sua parte na caridade, abrindo mão da porcentagem à qual teria direito com a bilheteria.

Conta-se que os cartolas do São Paulo se esforçaram para arrecadar dinheiro de todas as formas imagináveis: os diretores do clube, por exemplo, se posicionaram estrategicamente nos portões de entrada vendendo cartões de lembrança a todos que quisessem colaborar com a equipe também dessa forma, e faz parte do folclore do futebol brasileiro a imagem do então presidente tricolor Porfírio da Paz, que teria andado no meio das torcidas adversárias com a bandeira de seu clube esticada pra pegar o dinheiro atirado pelos torcedores rivais presentes no estádio. Mas a cereja do bolo foram os barris (também chamados de barricas) colocados nas entradas do estádio para que o povo depositasse mais dinheiro – daí a denominação Jogo das Barricas.

Com tanta bizarrice acontecendo extra-campo, poucos se lembram de contar como foi a história do torneio dentro das quatro linhas. O festival consistia em partidas de menor duração disputadas todas no mesmo dia, em 3 de julho, no Parque Antártica, tendo início já nas semifinais, com os vencedores avançando à final. O sorteio dos confrontos seria feito pouco antes da primeira partida, e a grande expectativa era de que acontecesse um Corinthians x Palestra, que na época já eram as principais equipes da cidade e nutriam grande rivalidade.

Em nossa estreia, o sorteio acabou fazendo a vontade do povo: teríamos pela frente o Palestra Itália, nosso maior rival. O jogo acabou empatado em 0x0, e nos classificamos para a final devido ao número de escanteios (2x0 para o Corinthians), que servia como critério de desempate.

Na decisão contra a Portuguesa, que havia eliminado o São Paulo na outra semi, os gols de Sordi (contra) e Carlinhos deram ao Corinthians a vitória por 2x1 e o título do festival.

Essa conquista rendeu ao Corinthians a Taça Augusto Henrique Mündell Júnior – que segundo a imprensa esportiva da época foi "um mentor do futebol paulistano e santista" –, oferecida pela casa Ao Esporte Nacional, e muito mais do que isso: possibilitou ao Corinthians um motivo eterno para tirar sarro de um de seus maiores rivais.

E até os dias de hoje são organizados jogos amistosos entre os torcedores de Corinthians, Palmeiras e Portuguesa pra juntar moedinhas em barris e entregar na porta do Morumbi. A piada jamais vai ter fim...

Time-base: José I; Miro e Carlos; Jango, Tião e Munhoz (Gasperini); Sabratti, Servílio, Teleco, Carlinhos e Wílson. Técnicos: Antônio Pereira e Neco.

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Títulos – Troféu Fasanello de 1938

Dentre os diversos campeonatos curiosos que o Corinthians já disputou em sua história, chama a atenção um em especial, realizado em 1938, que valia o Troféu Fasanello. Essa disputa foi o festival de encerramento da Campanha da Tábua para a construção do campo do Clube Atlético Ypiranga – lembrando que naqueles tempos era comum que os próprios clubes organizassem festivais como esse com o objetivo de levantarem um dinheiro por meio da bilheteria (poucos meses antes, havíamos disputado – e vencido – um evento semelhante promovido pelo São Paulo Futebol Clube, que se encontrava em sérias dificuldades financeiras).

Participaram do torneio, além do Corinthians e do Ypiranga, o São Paulo e a Portuguesa. O sistema de disputa era de mata-mata, com início já nas semifinais, cujos vencedores avançariam para a final.

Em 20 de novembro, no Parque São Jorge, estreamos batendo o São Paulo por 3x1, com dois gols de Teleco e um de Carlinhos.

Na final, teríamos como adversário a Portuguesa, que venceu o Ypiranga na outra semi. E no dia 1º de dezembro, no Parque Antártica, batemos o rival em uma partida emocionante: a Portuguesa vencia até os 41 minutos do segundo tempo, quando Wílson, que veio do banco de reservas, empatou; apenas três minutos depois, Carlinhos fez o gol da virada, garantindo ao Corinthians a vitória por 2x1 e o Troféu Fasanello.

Time-base: José I (Faustino); Miro e Carlos; Munhoz, Brandão e Tião; Lopes, Servílio, Teleco, Carlito (Pellicciari) (Wílson) e Carlinhos. Técnico: Del Debbio.

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Agenda – 23 de dezembro

No dia 23 de dezembro de:


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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Agenda – 22 de dezembro

No dia 22 de dezembro de:


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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Títulos – Taça Competência de 1924

Após alcançar o tricampeonato paulista com os títulos de 1922, 1923 e 1924, o Corinthians chegaria também ao tri da Taça Competência, que já havia conquistado em 1922 e 1923... mas sem entrar em campo. Isso porque em virtude da Revolução de 1924, ou Revolta Paulista de 1924, conflito bélico no qual ocorreram rebeliões e até a tomada de prefeituras em algumas cidades do interior do estado, não foi realizado o Campeonato Paulista do Interior naquele ano. Logo, o Corinthians não tinha quem enfrentar na disputa da Taça Competência, e acabou sendo declarado campeão.

Foi a terceira e última conquista corinthiana na história da Taça Competência. Era para termos enfrentado o São Caetano Esporte Clube em 1928 (não confundir com o São Caetano mais famoso, que até recentemente disputava a primeira divisão dos Campeonatos Paulista e Brasileiro), o Floresta em 1929 e o Amparo em 1930, mas a competição não foi realizada em nenhuma dessas temporadas e acabou extinta no ano de 1932.

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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Títulos – Taça Competência de 1923

Com o bicampeonato paulista conquistado em 1923, o Corinthians se credenciou também a tentar o bi da Taça Competência, disputada contra o campeão paulista do interior.

A partida, realizada no Parque Antártica em 30 de março de 1924 e válida pela temporada anterior, foi contra o Rio Branco, de Americana, que também havia sido o nosso adversário na Taça Competência um ano antes. E novamente vencemos: 2x1 de virada, com gols de Pinheiro e Tatu.

Foi a segunda conquista corinthiana na competição, e de forma consecutiva.

Time-base: Colombo; Rafael e Del Debbio; Gelindo, Rueda e Ciasca; Peres, Neco, Pinheiro, Tatu e Rodrigues. Técnico: Guido Giacominelli.

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Títulos – Taça Competência de 1922

Criada pela Apea em 1918, a Taça Competência era um confronto organizado anualmente em que o clube vencedor do Campeonato Paulista, o qual era disputado pelos times da capital e da cidade de Santos, enfrentava o campeão do Campeonato Paulista do Interior. A taça era, portanto, oferecida ao campeão dos campeões do estado de São Paulo.

A primeira oportunidade do Corinthians na competição se deu em 1922, após o importante título no Campeonato Paulista daquele ano, quando se comemorava o Centenário da Independência. Em partida realizada no estádio da Floresta no dia 3 de maio de 1923, valendo pela temporada anterior, o Corinthians teve como adversário o Rio Branco, de Americana, e não perdoou: aplicou uma goleada por 5x0, com três gols de Neco, um de Peres e um de Gambarotta.

Com o resultado, levantamos a Taça Competência pela primeira vez em nossa história.

Time-base: Mário; Garcia e Del Debbio; Leone, Amílcar e Ciasca; Peres, Neco, Gambarotta, Tatu e Rodrigues. Técnico: Guido Giacominelli.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Pós-jogo: Cruzeiro 3x2 Corinthians

Campeonato Brasileiro 2016 – 38ª rodada

E um campeonato patético de uma temporada patética só poderia terminar com uma partida patética: perdemos para o Cruzeiro por 3x2 após ficarmos em vantagem duas vezes no placar, e assim jogamos no lixo a última chance de disputarmos a Libertadores do ano que vem. Detalhe: não dependíamos só do nosso resultado, pois Botafogo ou Atlético-PR precisavam tropeçar, e o último realmente tropeçou, mas nossa incompetência não permitiu que aproveitássemos também essa oportunidade. Pra um time que chegou a liderar a competição próximo ao fim do primeiro turno, chega a impressionar o quanto caímos de produção. Afinal, quase fizemos campanha de rebaixado no segundo turno: enquanto fechamos o primeiro turno em terceiro, apenas dois pontos atrás do líder, fomos apenas o 16º colocado do returno. No geral, alcançamos apenas a sétima posição, com 55 pontos, EXATOS 25 PONTOS ATRÁS DO CAMPEÃO PALMEIRAS. Que piada.

Pra piorar, quando era G4, caímos para quinto; assim que virou G6, caímos para sétimo. A impressão que dá é que se virasse G15, ficaríamos em 16º... Simplesmente não merecemos a vaga na Libertadores.

Assim, fechamos o ano com uma eliminação vexatória no Paulista contra um time desconhecido, mais uma queda em casa nas oitavas da Libertadores, uma participação medíocre sem passar das quartas da Copa do Brasil e um desempenho pífio no Brasileirão. E com problemas nos bastidores, dificuldades financeiras, elenco limitado e mais uma troca de treinador, 2017 promete fortes emoções.

Sem contar o futsal, que fez um ano brilhante apesar das dificuldades financeiras e desmanches que sofreu graças a um grupo competente e que honra a camisa, apenas o torcedor corinthiano está de parabéns em 2016. Mesmo com todos os problemas, tivemos a maior média de público do país na temporada.

Por fim: já foi dito aqui que este espaço trata unicamente do Corinthians, mas não posso deixar de comentar o lindo rebaixamento do Inter. Por tudo que vocês fizeram em 1976, naquela sacanagem da final do Brasileiro contra a gente; por tudo que vocês falaram em 2005, no Brasileirão dos jogos anulados; por tudo que vocês não jogaram em 2007, na partida contra o Goiás que decretou a nossa queda; por tudo que vocês choraram em 2009, na final da Copa do Brasil (a do DVD); por cada "time grande não cai" que vocês falaram nos últimos anos e, principalmente, por toda a arrogância que vocês demonstraram ao longo da história, BEM FEITO. Nada como um dia após o outro.

Veja os gols no vídeo:


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Agenda – 16 de dezembro

No dia 16 de dezembro de:



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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Agenda – 15 de dezembro

No dia 15 de dezembro de:

  • 1915 nasceu Servílio, atacante que atuou no Corinthians de 1939 a 1949.

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Agenda – 14 de dezembro

No dia 14 de dezembro de:


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Agenda – 12 de dezembro

No dia 12 de dezembro de:


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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Agenda – 5 de dezembro

No dia 5 de dezembro de:

   
  • 1976 ocorreu a histórica Invasão Corinthiana ao Maracanã na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976, contra o Fluminense

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domingo, 4 de dezembro de 2016

Agenda – 4 de dezembro

No dia 4 de dezembro de:

  • 2005 o Corinthians perdeu para o Goiás por 3x2 mas, mesmo com a derrota, conquistou o Campeonato Brasileiro de 2005, o 4º de sua história. 


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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Títulos – Torneio Início de 1955

O nono e último Torneio Início vencido pelo Corinthians foi o de 1955, 11 anos após a conquista anterior, em 1944.

Realizado no Pacaembu em 24 de julho, seu sistema de disputa era aquele já conhecido das edições anteriores: jogos eliminatórios de menor duração nos quais as equipes participantes se enfrentavam até a definição do campeão.

Estreamos vencendo o Guarani por 1x0, com gol de Paulo.

Posteriormente, empatamos em 0x0 com o XV de Jaú, mas levamos a melhor pelo número de escanteios, que era o critério de desempate, por 1x0.

E na partida decisiva, goleamos o Linense por 4x0, com gols de Paulo, Jansen e dois de Simão.

Com o resultado, o Corinthians foi campeão do Torneio Início pela nona vez – um recorde – e levou para casa a Taça Roberto Gomes Pedrosa, troféu em homenagem a um ex-jogador e dirigente de futebol, que inclusive na década seguinte daria nome a uma competição considerada a precursora do Campeonato Brasileiro que temos nos dias de hoje: o Torneio Roberto Gomes Pedrosa.

Com seu prestígio já em declínio, o Torneio Início deixaria de ser disputado já no final da década de 1950, voltando a ser realizado apenas em ocasiões esporádicas. E o Corinthians, com seus nove títulos na competição, detém um recorde que jamais foi ou será superado, e nem mesmo igualado.

Time-base: Valentino; Álvaro e Alan; Olavo, Goiano e Walmir; Simão, Moreno, Paulo, Rafael e Jansen. Técnico: Oswaldo Brandão.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Títulos – Torneio Início de 1944

Uma semana antes do início do Campeonato Paulista de 1944, foi organizada no Pacaembu mais uma edição do Torneio Início. A competição, realizada em 12 de março, consistia em jogos eliminatórios de menor duração disputados no mesmo dia até a definição do campeão.

Estreamos contra a Portuguesa, mas não passamos de um 0x0. O critério de desempate era o número de escanteios, e levamos vantagem em 2x1.

Em seguida, batemos o rival Palmeiras por 1x0, com um gol de Milani.

E na partida final, um novo empate contra o Ypiranga, em 2x2, com gols de Agostinho e Milani, exigiu novamente o desempate nos escanteios, critério no qual outra vez levamos a melhor por 4x3.

Bastou para que o Corinthians levantasse a taça do Torneio Início pela oitava e penúltima vez em sua história.

Time-base: Rato; Ariovaldo e Aldo; Jango, Juper e Pellicciari; Agostinho, Geraldino, Teleco (Tino), Nino e Milani. Técnico: Mário Miranda Rosan.

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Agenda – 1º de dezembro

No dia 1º de dezembro de:

  • 1918 ocorreu a primeira partida interestadual do Corinthians, e também a primeira vitória: 2x1 sobre o Flamengo, no Rio de Janeiro.

  
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