quinta-feira, 31 de março de 2016

Pós-jogo: Corinthians 2x1 Ponte Preta

Campeonato Paulista 2016 – 13ª rodada

Quando a fase é boa, tudo dá certo, mesmo quando parece que as coisas não vão encaixar.

Ontem, quando enfrentamos em casa a Ponte Preta, estávamos em campo com o time misto e perdemos dois pênaltis: um com Luciano, quando o jogo ainda estava 0x0, e outro com Romero, quando estava 1x1. Pra piorar, Cássio estava em uma de suas noites mais infelizes com a camisa do Timão, rebatendo bolas fáceis, inclusive uma que resultou no gol da Ponte.

Mas não fez a menor diferença, afinal, o mesmo Romero fez o primeiro gol corinthiano e Balbuena marcou o segundo, garantindo nossa vitória por 2x1. Mais uma vitória construída pelos paraguaios do Corinthians, assim como havia acontecido contra o Linense. E mais uma vitória que ajuda o Palmeiras, já que a Ponte, assim como o Ituano, nosso último adversário, são do grupo do rival. Rival que nos enfrenta no próximo domingo, aliás.

Com o resultado, garantimos a primeira colocação geral com duas rodadas de antecedência. É, a fase tá boa, mesmo. Mas precisa manter, pra não nadar, nadar e morrer na praia, como aconteceu no estadual do ano passado.

Próximo jogo: 3/4, contra o Palmeiras, fora de casa, pelo Paulistão.

Veja os gols no vídeo:


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Agenda – 31 de março

No dia 31 de março de:

  • 1954 nasceu Zenon, meio-campista que atuou no Corinthians de 1981 a 1985.
           
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    terça-feira, 29 de março de 2016

    Títulos – Campeonato Brasileiro de 2011

    Parecia que o ano de 2011 seria um desastre. Logo no início da temporada, passamos pela terrível eliminação contra o desconhecido Tolima, da Colômbia, ainda na pré-Libertadores, resultado que custou a cabeça de Ronaldo e Roberto Carlos, os medalhões da equipe. Tudo indicava que custaria também a do técnico Tite, mas surpreendentemente, em uma postura que não se costuma ver no futebol brasileiro, o treinador foi bancado pelo presidente Andrés Sanchez, que dizia confiar no trabalho que vinha sendo feito.

    Com toda essa confiança, os resultados começaram a aparecer. O desacreditado time chegou à final do Paulista, na qual foi derrotado pelo Santos, e estreou no Brasileirão correndo por fora, já que não era apontado como favorito por nenhum dos "entendidos" em futebol da mídia esportiva.

    O time não era de craques e não possuía nenhum jogador brilhante, mas tinha comprometimento, era unido e demonstrava muita força de vontade. Não precisava de mais nada: somando tudo isso à capacidade de Tite de montar um time taticamente sólido, com uma defesa forte e que dificilmente levava gols, o Corinthians começou, degrau a degrau, a sua escalada rumo não apenas ao pentacampeonato brasileiro, mas também à conquista da vaga para o sonho da Libertadores, que finalmente se tornaria uma realidade na temporada seguinte.

    O campeonato era disputado em pontos corridos, com os 20 participantes se enfrentando em turno e returno ao longo de 38 rodadas.

    Logo na estreia, o desafio não poderia ser maior: confronto duríssimo fora de casa contra o Grêmio, adversário sempre complicado para o Timão. Mas mesmo saindo atrás no placar, conseguimos a virada em 2x1, com gols de Liédson e Chicão. Foi um começo com o pé direito, o primeiro de muitos resultados positivos que conseguiríamos na competição: o Corinthians chegou a absurdos 93% de aproveitamento nas 10 primeiras rodadas, com nove vitórias e um empate, sendo sete dessas vitórias seguidas, no melhor início de um clube na história do Brasileirão em pontos corridos. Chegamos, inclusive, a abrir seis pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

    Nesse período, conseguimos um resultado histórico: um humilhante 5x0 sobre o São Paulo, com três gols de Liédson, um de Danilo (carrasco tricolor) e outro de Jorge Henrique – este, em um frangaço homérico de Rogério Ceni. Outra partida marcante foi a vitória fora de casa contra o Botafogo, na qual o goleiro Júlio César, símbolo da raça alvinegra naquele campeonato, se recusou a sair de campo mesmo com uma fratura exposta em um dedo da mão esquerda. Sua justificativa? "Aqui é Corinthians”, conforme declarou em entrevista logo após o jogo.

    No entanto, a partir do momento em que essa sequência invicta se quebrou – na 11ª rodada, em uma derrota em casa contra o Cruzeiro –, aconteceu um fenômeno inverso ao do início do campeonato: uma série de resultados negativos. Nos nove jogos que realizamos até o final do primeiro turno, somamos apenas nove dos 27 pontos que disputamos. Um horror. Mas graças a toda a gordura acumulada no início do campeonato e aos maus resultados dos nossos adversários diretos ao título, que também vinham tropeçando, conseguimos nos manter na ponta da tabela. Assim, levamos pra casa o título simbólico do primeiro turno e o Troféu Osmar Santos, oferecido pelo jornal Lance!.

    No segundo turno, os maus resultados não paravam de acontecer. Pra piorar, o capitão Chicão foi afastado por deficiência técnica antes de um clássico contra o São Paulo e se recusou a ficar no banco, gerando um mal estar entre o elenco. Devido a essa indisciplina, por várias rodadas nem no banco Chicão ficou. Quando retornou, perdeu a titularidade – que só recuperaria no segundo semestre de 2012, com a saída de Leandro Castán – e, consequentemente, a braçadeira de capitão.

    Com a crise batendo na porta, não teve como se segurar na primeira colocação: na 24ª rodada, perdemos a liderança, que foi assumida pelo Vasco, e na rodada seguinte chegamos a cair para a quarta posição. Recuperamos a liderança novamente na 28ª rodada, mas essa situação durou apenas até a 31ª, quando o Vasco nos passou outra vez. Essa dança das cadeiras no topo da tabela persistiu até a 32ª rodada, quando reassumimos a ponta, dessa vez em definitivo. Mas foi sempre no aperto: nossa liderança era dividida com o Vasco, e só tínhamos a vantagem graças ao critério de desempate, que era o número de vitórias (tínhamos uma a mais que a equipe carioca). Foi só na reta final do torneio, na 35ª rodada, que nos isolamos na liderança, com dois pontos de vantagem.

    Em um campeonato disputado ponto a ponto, em que todo jogo parecia uma final, emoção não faltou nas três últimas rodadas.

    Na 36ª, o Pacaembu lotado recebeu um Corinthians x Atlético-MG, e vimos o time visitante abrir o placar. Nosso empate, com Liédson, foi sair apenas aos 33 minutos do segundo tempo, mas o grande momento ainda estava por vir: aos 43 minutos, Adriano, o Imperador, que vinha fazendo um trabalho para a recuperação de sua forma física e raras vezes era visto em campo, veio do banco para fazer o gol da vitória, um golaço, após uma roubada de bola de Leandro Castán e um passe primoroso de Emerson Sheik, mantendo os tão importantes dois pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

    Na 37ª, após a vitória por 1x0 sobre o Figueirense, com mais um gol de Liédson, o Corinthians chegou a ter o gostinho de ser campeão, mas só por alguns minutos... Após o apito final, os jogadores do Corinthians colaram na frente da televisão, como verdadeiros torcedores, para acompanhar os últimos lances do clássico carioca entre Fluminense e Vasco, até então empatado em 1x1. Com o resultado, abríamos quatro pontos de vantagem na liderança faltando apenas três em disputa, o que nos daria a taça por antecipação, mas o valente time do Vasco marcou o gol da vitória aos 45 do segundo tempo, adiando a festa por mais uma semana.

    Ficou tudo mesmo para a 38ª rodada, em 4 de dezembro, no Pacaembu, contra o Palmeiras. Mas nem tudo foi alegria. Naquela manhã de domingo faleceu um dos maiores jogadores da história corinthiana, Sócrates – logo ele, que havia afirmado anos antes que queria morrer num domingo com o Corinthians campeão –, e tínhamos um motivo a mais para ganhar o título: prestar uma última homenagem ao grande ídolo. Só dependíamos do nosso resultado para levantarmos a taça, e mesmo uma derrota corinthiana nos daria o título caso o Vasco não vencesse o Flamengo, mas não precisamos da ajuda de ninguém. Em um jogo muito emocionante – no qual jogadores e torcedores ergueram o punho fechado durante o minuto de silêncio, gesto imortalizado pelo Doutor ao longo de sua carreira – e também muito tenso, com direito até mesmo a "chute no vácuo" de Jorge Henrique para ironizar o adversário Valdívia, o 0x0 bastou pra levantarmos outro troféu. Corinthians campeão brasileiro, pela quinta vez.

    Com 71 pontos e 62,3% de aproveitamento, é verdade que o Corinthians campeão de 2011 não fez uma campanha fantástica, mas o título foi mais que justo: nosso time foi o que mais tempo ficou no G4 (37 rodadas), o que mais tempo liderou a competição (27 rodadas), o que mais venceu (21 vitórias) e o que teve a melhor defesa (36 gols sofridos, média de 0,95 por partida). Conquista mais que merecida para uma equipe tão equilibrada.

    Tivemos ainda a dupla de volantes Ralf e Paulinho eleita para a seleção do campeonato.


    Time-base: Júlio César (Renan); Alessandro (Edenílson), Paulo André (Chicão), Leandro Castán (Wallace) e Fábio Santos (Ramon); Ralf, Paulinho (Ramírez) e Alex (Danilo); Jorge Henrique (Morais), Liédson e Émerson Sheik (Willian). Técnico: Tite.

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    segunda-feira, 28 de março de 2016

    Agenda – 28 de março

    No dia 28 de março de:

    • 1966, Corinthians, Santos, Vasco e Botafogo, empatados na liderança do Torneio Rio-São Paulo com 11 pontos, foram declarados campeões devido à falta de datas para partidas-desempate, pois já haviam se iniciado as preparações da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1966. Assim, o Corinthians conquistou o Torneio Rio-São Paulo de 1966, o 4º de sua história.
               
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    Pós-jogo: Corinthians 1x0 Ituano

    Campeonato Paulista 2016 – 12ª rodada

    Classificado com quatro rodadas de antecedência para o mata-mata do Paulistão 2016, o Corinthians entrou em campo contra o Ituano no sábado, em casa, no que poderia ser visto como um amistoso de luxo. Poderia ser visto, mas não foi – afinal, a torcida compareceu em peso novamente (o público desse jogo superou o dos outros três grandes paulistas e dos quatro grandes cariocas SOMADOS), o time colocado em campo foi o titular e o adversário é o líder do grupo do Palmeiras, ou seja, qualquer pisada no freio da nossa parte poderia levantar as famosas suspeitas de "entregada" pra prejudicar o rival.

    Depois de chutar quatro bolas na trave adversária, a persistência corinthiana pela busca do resultado foi recompensada: aos 41 do segundo tempo, após cobrança de escanteio, o zagueiro-artilheiro Felipe colocou pra dentro do gol, justificando mais uma vez sua primeira convocação para a Seleção Brasileira.

    Próximo jogo: 30/3, contra a Ponte Preta, em casa, pelo Paulistão.

    Veja o gol no vídeo:


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    quinta-feira, 24 de março de 2016

    Títulos – Campeonato Paulista de 2003

    Em 2003, confirmado o retorno de Carlos Alberto Parreira à Seleção Brasileira após uma curta, porém marcante passagem pelo Corinthians no ano anterior, foi necessário buscar um novo técnico para dar seguimento ao momento vitorioso que o clube atravessava. O eleito foi Geninho, que poucos meses após sua chegada já levaria a equipe a mais uma conquista: o Campeonato Paulista.

    Na curtíssima primeira fase do torneio, as 21 equipes participantes foram divididas em três grupos, e cada uma enfrentava apenas os adversários de seu próprio grupo, em turno único. Oito times se classificariam para a fase seguinte: os dois primeiros de cada grupo e outros dois que fizessem as melhores campanhas dentre os demais. O Corinthians se classificou para o mata-mata como o segundo colocado do Grupo 3, atrás do São Caetano. A equipe do ABC Paulista, aliás, foi o único clube que conseguiu nos vencer em todo o campeonato: eterna asa negra corinthiana, o Azulão nos impôs uma derrota em pleno Pacaembu, por 3x0. De resto, foram quatro vitórias e um empate no grupo, o bastante para que avançássemos para a próxima fase.

    Os confrontos nas quartas foram definidos por sorteio, e nosso adversário seria a grande surpresa da competição, o União Barbarense, que vinha fazendo uma excelente campanha, tendo inclusive conquistado a liderança do Grupo 1. Nessa fase, disputada em jogo único, quase a zebra deu as caras. O União Barbarense saiu na frente, e fomos buscar a virada com dois gols de cabeça, primeiro com Liédson e depois com Fábio Luciano. Vencemos, mas foi no sufoco.

    Na semifinal, agora em partidas de ida e volta, tivemos pela frente um clássico contra o Palmeiras, com as equipes vivendo momento completamente distintos: enquanto o corinthians vinha de uma excelente temporada em 2002, com as conquistas da Copa do Brasil e do Rio-São Paulo, o Palmeiras se preparava para jogar a Série B do Brasileirão após o rebaixamento no ano anterior. Mas tudo isso fica em segundo plano quando se trata de um clássico. No primeiro jogo, o Palmeiras começou muito bem, abrindo 2x0 ainda no primeiro tempo. Tivemos que correr atrás do empate, com Anderson e Liédson, e o 2x2 deixava tudo para ser decidido no segundo jogo. E aí foi um passeio corinthiano: mesmo com o Corinthians jogando pelo empate, aos 15 minutos de partida já vencíamos por 3x0, com um gol de Liédson (aos nove minutos) e dois de Gil (aos 11 e aos 15); no fim do primeiro tempo, Rogério fez mais um, de pênalti, e o placar marcava impressionantes 4x1. No segundo tempo, colocamos o pé no freio e o Palmeiras até fez mais um golzinho, mas a lavada por 4x2 nos colocou em mais uma final de Paulistão, outra vez contra o São Paulo.

    E aí veio a grande polêmica envolvendo o regulamento do campeonato. Donos de campanhas idênticas até então, Corinthians e São Paulo buscaram saber quem levaria vantagem em caso de dois resultados iguais e acabaram descobrindo que o mal-redigido regulamento permitia mais de uma interpretação. Originalmente, era previsto que, em caso de igualdade após as duas partidas da final, o desempate viria pelo critério disciplinar, ou seja, número de cartões vermelhos e, se necessário, de cartões amarelos, o que beneficiaria o Corinthians (que havia levado dois vermelhos na competição, contra três do São Paulo). No entanto, a Federação Paulista e seu presidente Eduardo José Farah resolveram ignorar isso, afirmando que deveriam prevalecer os critérios técnicos. Com o mesmo número de pontos (20) e de vitórias (6), o terceiro critério técnico seria o saldo de gols – e aí a vantagem seria do São Paulo: 17 contra 8 do Corinthians. O mais engraçado é que no Torneio Rio-São Paulo do ano anterior, cuja liga era presidida pelo mesmo Farah, os critérios disciplinares valeram, já que o São Paulo fez pior campanha que o Palmeiras, mas eliminou o rival na semifinal por ter recebido menor número de cartões amarelos. E depois ainda dizem que o Corinthians é beneficiado nos bastidores... Mas isso é outra história.

    O que importa é que quando chegou a data da primeira partida da final, 16 de março, enquanto o São Paulo entrou em campo com o regulamento debaixo do braço, o Corinthians desde o primeiro minuto buscou resolver a parada dentro das quatro linhas, pra não deixar dúvidas da legitimidade do título que estava por vir. Em um jogo apertado, os gols foram saindo lá e cá: Rogério abriu o placar em uma cobrança de pênalti, mas o São Paulo empatou logo em seguida; Fábio Luciano fez 2x1, mas a equipe do Morumbi empatou novamente. Foi só no finalzinho, aos 40 do segundo tempo, que o jogo se decidiu: Gil manteve sua fama de carrasco são-paulino ao marcar o golaço da vitória por 3x2.

    Para a finalíssima, disputada em 22 de março, o principal jogador são-paulino, Kaká, era desfalque por contusão. Mas o outrora ídolo corinthiano Ricardinho estava ali, desta vez para defender a camisa tricolor.

    Só que antes da bola rolar, mais polêmica: o Corinthians já havia procurado o STJD para fazer valer o que está escrito no regulamento, mas a decisão poderia demorar até 15 dias para ser declarada. Por isso, se o São Paulo vencesse por um gol de diferença, ninguém poderia comemorar o título até que a questão fosse resolvida na Justiça.

    Com tanta confusão nos bastidores, o Majestoso decisivo começou ainda mais tenso do que de costume. Logo aos dois minutos de jogo, estourou uma confusão generalizada, resolvida pelo juiz com uma expulsão pra cada lado, Kléber e Reinaldo, pra acalmar os ânimos – embora Luís Fabiano, que havia agredido Kléber, tenha permanecido em campo. Então, novamente, a solução encontrada pelo Corinthians foi esquecer o regulamento e simplesmente jogar bola. Com um gol de Liédson e outro de Jorge Wagner ainda no primeiro tempo, parecíamos ter colocado uma mão na taça, mas o São Paulo teve forças para empatar a partida e trazer de volta o fantasma de um campeonato decidido nos tribunais. Isso até Jorge Wagner, o herói da noite, marcar mais um, aos 43 minutos, e fechar a conta.

    E a piada inevitável era a de que o São Paulo era o campeão, afinal, eles jogavam por dois resultados iguais e perderam as duas vezes por 3x2...

    Os destaques foram o goleiro Doni, que embora fosse bastante criticado, fez uma partidaça nesse dia, Liédson, que oito anos depois voltaria ao Parque São Jorge para alçar voos ainda mais altos (seria campeão brasileiro em 2011 e da Libertadores em 2012) e Jorge Wagner, que anos mais tarde atuaria pelo próprio São Paulo.

    Para completar a festa, a conquista proporcionou ao Corinthians a posse definitiva do Troféu Palácio dos Bandeirantes. Colocado em disputa desde o Paulista de 1990, o previsto era que o clube que vencesse a competição três vezes consecutivas ou cinco vezes alternadas ficaria com a sua posse para sempre. O Corinthians já havia levantado a taça em 1995, 1997, 1999 e 2001; o São Paulo, em 1991, 1992, 1998 e 2000. Portanto, a final de 2003 foi decisiva também por esse motivo.

    Assim, com a nossa 25ª conquista estadual, comemoramos mais um título no Morumbi (nosso salão de festas) e impusemos a terceira derrota do São Paulo em jogos decisivos contra o Corinthians em menos de um ano, após a final do Rio-São Paulo e a semifinal da Copa do Brasil em 2002, aumentando a freguesia em níveis insuportáveis (insuportáveis para eles, é claro).

    A taça pôs fim a um período extremamente vitorioso do Corinthians no Paulistão, marcado pelo "Ano sim, ano não, Corinthians campeão". Foram cinco conquistas em nove temporadas, em todos os anos ímpares entre 1995 e 2003.


    Time-base: Doni; Rogério, Anderson, Fábio Luciano e Kléber (Roger); Fabinho (Fabrício), Vampeta e Jorge Wagner (Renato); Leandro (Fumagalli), Liédson e Gil. Técnico: Geninho.

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    Pós-jogo: São Bernardo 0x3 Corinthians

    Campeonato Paulista 2016 – 11ª rodada

    Novamente o Corinthians não tomou conhecimento do time da casa e aplicou uma bela goleada por 3x0, exatamente como havia acontecido há duas rodadas, contra o Botafogo. Dessa vez a vítima foi o São Bernardo, derrotado com dois de Rodriguinho (quem diria!) e um de Lucca.

    OK, só começamos a produzir alguma coisa no segundo tempo, quando o time do ABC já contava com um jogador a menos, expulso no final da primeira etapa, mas não se pode criticar um time que continua somando pontos e vem se encontrando cada vez mais a cada rodada. Somos os líderes na classificação geral e estamos no caminho certo.

    Próximo jogo: 26/3, contra o Ituano, em casa, pelo Paulistão.

    Veja os gols no vídeo:


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    terça-feira, 22 de março de 2016

    Agenda – 22 de março

    No dia 22 de março de:

               
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    domingo, 20 de março de 2016

    Pós-jogo: Corinthians 4x0 Linense

    Campeonato Paulista 2016 – 10ª rodada

    Jogando em casa na tarde de ontem, o Corinthians teve uma das suas melhores atuações no ano, mesmo com os reservas em campo: goleada sobre o Linense, por 4x0.

    Destaque para os paraguaios Balbuena, que fez seu primeiro gol com a camisa corinthiana, e Romero, que marcou dois.

    Próximo jogo: 23/3, contra o São Bernardo, fora de casa, pelo Paulistão.

    Veja os gols no vídeo:


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    quinta-feira, 17 de março de 2016

    Pós-jogo: Corinthians 2x0 Cerro Porteño-PAR

    Libertadores 2016 – Fase de grupos: 4ª rodada

    Agora sim!

    Sem expulsões desnecessárias, como havia ocorrido na partida de semana passada, jogando muita bola e ainda contando com o apoio da torcida, deu Timão: 2x0 sobre o Cerro.

    Agora, restando dois jogos, voltamos à liderança do grupo 8 da Libertadores. Estamos com a classificação encaminhada.

    Próximo jogo: 19/3, contra o Linense, em casa, pelo Paulistão.

    Veja os gols no vídeo:


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    segunda-feira, 14 de março de 2016

    Pós-jogo: Botafogo 0x3 Corinthians

    Campeonato Paulista 2016 – 9ª rodada

    Depois de duas derrotas consecutivas, voltamos a jogar muita bola na tarde de ontem. E não estamos falando apenas do resultado alcançado, uma vitória maiúscula fora de casa, por 3x0, contra o Botafogo, e sim do desempenho da equipe, que em alguns momentos chegou a lembrar o time do ano passado.

    Que o futebol da equipe cresça a cada partida, até porque o mata-mata logo está batendo na porta, e não há espaço pra vacilos.

    Próximo jogo: 16/3, contra o Cerro Porteño, em casa, pela Libertadores.

    Veja os gols no vídeo:


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    domingo, 13 de março de 2016

    Agenda – 13 de março

    No dia 13 de março de:

    • 1974 nasceu Marcos André Batista Santos, o Vampeta, meio-campista que atuou no Corinthians de 1998 a 2000, de 2002 a 2003 e em 2007.

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    quinta-feira, 10 de março de 2016

    Pós-jogo: Cerro Porteño-PAR 3x2 Corinthians

    Libertadores 2016 – Fase de grupos: 3ª rodada

    Primeira derrota corinthiana na Libertadores. Contra o Cerro Porteño, fora de casa e com menos jogadores em campo praticamente o segundo tempo inteiro, não deu pra segurar o resultado.

    É necessário ressaltar que há muito tempo eu não via o Corinthians se comportar em campo de uma maneira tão burra. Enquanto os defensores, como um bando de baratas tontas, davam todos os espaços do mundo aos rápidos e inteligentes atacantes da equipe paraguaia, os jogadores que atuam do meio para a frente voltavam para ajudar na marcação de uma forma que pode ser definida como simplesmente desastrosa. Parecendo não se lembrar de que carrinho por trás deve ser punido com cartão e não reparar que o juizão estava em cima de todos os lances, marcando TUDO que deveria ser marcado, nossos atletas se comportaram da forma mais displicente possível, levando um cartão atrás do outro. Inclusive aqueles que já estavam pendurados na partida continuavam distribuindo bordoadas nos adversários como se não houvesse amanhã.

    Numa dessas bordoadas, André, autor do primeiro gol do Timão, tomou cartão amarelo. Em outra, tomou o segundo. Precisa avisar pros caras que dois amarelos significam um vermelho, por acaso? O mesmo quase aconteceu com Guilherme, que fez uma falta por trás quando já estava amarelado e, sei lá por que cargas d'água, não foi advertido e acabou vendo Rodriguinho tomar um amarelo em seu lugar. Bom sinal, já que Guilherme pôde ser substituído antes que cometesse outra bobagem? Não necessariamente, pois Rodriguinho fez outra lambança poucos minutos depois e também foi expulso, deixando o time com dois a menos.

    Aí não teve jeito. O Cerro, que nessa altura já tinha empatado, fez mais dois e somou três pontos em cima da gente. Nem mesmo um pênalti beeeeeeeeeeeeeeeeeem mais ou menos que o juiz marcou a nosso favor já no finzinho da partida, convertido por Giovanni Augusto, fez alguma diferença.

    Com a derrota, caímos para a segunda posição do grupo, com seis pontos, atrás exatamente do Cerro Porteño, que tem sete. Mas ainda faremos dois jogos em casa nessa fase. Tenho certeza de que a vaga virá, e na primeira posição do grupo.

    Próximo jogo: 13/3, contra o Botafogo, fora de casa, pelo Paulistão.

    Veja os gols no vídeo:


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    segunda-feira, 7 de março de 2016

    Pós-jogo: Santos 2x0 Corinthians

    Campeonato Paulista 2016 – 8ª rodada

    Perdemos a primeira no campeonato.

    Perdemos, aliás, para um adversário que foi bastante superior e que soube, acima de tudo, aproveitar as lambanças do nosso time em ambos os gols.

    Mas faz parte. Clássico, fora de casa, contra uma equipe mais entrosada e com mais talentos individuais que a nossa, as chances estavam mais pra eles do que pra nós, mesmo. E uma hora a nossa invencibilidade teria mesmo que cair.

    Só gostaria de saber os motivos dessa predileção da Federação Paulista em marcar quase todos os jogos entre Corinthians e Santos na primeira fase do Paulistão, que é disputada em turno único, na Vila Belmiro. Nos últimos 10 anos, foram 7 jogos com mando deles e só 3 com mando nosso. Para os que adoram levantar suspeitas sobre "a força do Corinthians nos bastidores do futebol", gostaria de saber: cadê o equilíbrio? Não que isso sirva de muleta para a nossa derrota, mas é algo que deveria ser pelo menos pensado.

    Próximo jogo: 9/3, contra o Cerro Porteño-PAR, fora de casa, pela Libertadores.

    Veja os gols no vídeo:


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    Agenda – 7 de março

    No dia 7 de março de:

    • 1895 nasceu Necomeio-campista que atuou no Corinthians de 1913 a 1930 e treinador do clube em 1920, 1927 e de 1937 a 1938.
                   
    • 1930 nasceu Luís Trochillo, o Luizinhomeio-campista que atuou no Corinthians de 1948 a 1962 e de 1964 a 1967.

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    domingo, 6 de março de 2016

    Agenda – 6 de março

    No dia 6 de março de:

    • 1968 o Corinthians venceu o Santos por 2x0. É o fim do tabu de 11 anos sem vencer o rival no Campeonato Paulista.

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    sábado, 5 de março de 2016

    Títulos – Torneio Rio-São Paulo de 1953

    O Torneio Rio-São Paulo de 1953 foi mais uma das inúmeras conquistas do Corinthians no início dos anos 50 alcançadas pela fantástica geração de Cláudio, Luizinho e Baltazar, considerada uma das melhores da história do clube.

    Bicampeão paulista em 1951 e 1952, reza a lenda que o Corinthians abriu mão de ser tri estadual em 1953 para se preparar melhor para o histórico Campeonato Paulista do Quarto Centenário, que seria disputado – e conquistado – por nós em 1954. Mas isso não quer dizer que o ano de 1953 tenha passado em branco, pois mais dois importantes títulos foram conquistados pela equipe nessa temporada: o Rio-São Paulo e a Pequena Taça do Mundo, esta disputada na Venezuela.

    As equipes participantes do Rio-São Paulo eram apenas 10, sendo cinco de São Paulo e cinco do Rio de Janeiro. Essas equipes se enfrentariam no sistema de pontos corridos em turno único, e após nove rodadas se conheceria o campeão.

    A campanha do Corinthians no torneio foi muito irregular. Apesar de resultados como uma goleada histórica por 6x0 sobre o Flamengo, alguns tropeços também faziam parte da rotina corinthiana no campeonato. O problema é que não havia muito tempo para recuperação, pois se tratava de um torneio de tiro curto.

    O nível do campeonato era bastante equilibrado. Por isso, mesmo após alguns vacilos cometidos pelo Corinthians, vínhamos conseguindo nos manter na liderança. No entanto, a taça pareceu escapar de nossas mãos exatamente quando não podíamos errar: na nossa última partida na competição, quando um empate bastava para sermos campeões, mas sofremos uma derrota fora de casa para o Vasco, nosso concorrente direto ao título, que tinha um jogo a menos e ainda podia nos ultrapassar na tabela. Existia ainda a chance de sermos alcançados pelo São Paulo, que também tinha um jogo a menos e empataria com a gente em número de pontos caso vencesse sua última partida. Tudo parecia perdido, mas em 4 de junho, data das duas partidas decisivas, nossos rivais diretos ao título foram derrotados: o Vasco perdeu para o Santos por 3x2 e o São Paulo caiu diante da Portuguesa por 1x0. Assim, mesmo sem entrar em campo, o Corinthians conquistou o Torneio Rio-São Paulo de 1953, o segundo de sua história.


    Time-base: Cabeção; Homero e Olavo; Sula (Idário), Goiano e Julião (Roberto) (Lorena); Cláudio, Luizinho (Gatão), Baltazar (Nardo), Carbone e Souzinha (Mário). Técnico: Rato.

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    quinta-feira, 3 de março de 2016

    Pós-jogo: Corinthians 1x0 Santa Fe-COL

    Libertadores 2016 – Fase de grupos: 2ª rodada

    Foi mais uma vez no sufoco, e de novo com uma vitória magrinha. Mas de qualquer forma, é bom perceber que os resultados continuam vindo mesmo sem o novo time ter engrenado.

    Próximo jogo: 6/3, contra o Santos, fora de casa, pelo Paulistão.

    Veja o gol no vídeo:


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