segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Pós-jogo: Sport 2x0 Corinthians

Campeonato Brasileiro 2015 – 37ª rodada

Não é que o Corinthians perdeu?

E não é que perdeu jogando mal, coisa que não víamos há tempos?

Ontem, não teve jeito. O Sport foi bastante superior e se aproveitou para fazer 2x0 no campeão, ambos os gols com ajuda: o primeiro, do apagão da defesa corinthiana, que errou na linha de impedimento, e o segundo, da arbitragem, que não viu posição irregular no lance.

Que seja a última derrota corinthiana no campeonato, pois domingo que vem queremos fechar a conta com recordes de aproveitamento.

Próximo jogo: 6/12, contra o Avaí, em casa, pelo Brasileirão.

Veja os gols no vídeo:


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domingo, 29 de novembro de 2015

Títulos – Campeonato Paulista de 1930

Após quatro anos de racha no futebol paulista, nos quais dois campeonatos eram anualmente organizados por entidades diferentes, novamente o futebol do estado passou por uma unificação, e apenas um campeonato foi disputado em 1930. O torneio foi organizado pela Apea, que reintegrou em seu quadro as equipes que vinham disputando o torneio da LAF, o que aumentou o número de participantes para 14 e tornou o campeonato mais extenso, em turno e returno, com 26 rodadas. O campeão seria o time com menos pontos perdidos.

Mas nem todas as equipes que integravam o quadro da LAF migraram para a Apea. As ausências mais sentidas foram a do Paulistano – na época, o maior campeão do estado – e da A. A. das Palmeiras, que, contrárias à profissionalização iminente no esporte, encerraram as atividades de seus departamentos de futebol.

Por todo o campeonato, o equilíbrio entre os times da ponta da tabela era evidente. Nas primeiras posições sempre vinham emboladas as quatro equipes que atualmente são consideradas as grandes do estado: Corinthians, Palestra Itália (atual Palmeiras), Santos e São Paulo (recém-criado a partir da junção dos departamentos de futebol dos extintos Paulistano e A. A. das Palmeiras).

Tamanho equilíbrio fez com que Corinthians e Santos chegassem à última rodada, exatamente quando se enfrentariam, com chances de título. Conta-se que esse confronto, que seria disputado na Vila Belmiro já no início do ano seguinte, em 4 de janeiro de 1931, apresentou a primeira das muitas "invasões corinthianas", como se veria no Rio de Janeiro, em Buenos Aires, em Yokohama e em diversas outras cidades do mundo nas décadas seguintes. Naquele dia, torcedores corinthianos lotaram 80 vagões de trens que partiram de São Paulo com destino a Santos com a certeza de verem seu time do coração trazendo a conquista para casa. Todo esse esforço não foi em vão: mesmo jogando fora de casa, o Corinthians venceu, e goleando, por 5x2, diante de 20 mil pessoas, a maioria corinthianos. Os gols foram de Gambinha, que marcou duas vezes, Filó, De Maria e Napoli.

A conquista valeu ao Corinthians a posse definitiva do Troféu Washington Luís. Instituída em 1926, essa taça ficaria para sempre com o clube que ganhasse o Campeonato Paulista três vezes seguidas, e coube ao Corinthians essa honra, já que havíamos vencido a disputa também nos dois anos anteriores.

O título de 1930, oitavo paulista da história corinthiana, foi muito especial por diversos motivos. Em primeiro lugar, essa conquista fechou o segundo tricampeonato da história corinthiana, após os títulos de 1928 e 1929. Também foi o último título do clube na era amadora do futebol paulista, que iria aderir ao profissionalismo em 1933. Além disso, foi importante por marcar os últimos momentos de glória do Corinthians antes da grave crise que o clube enfrentaria no início da década de 1930, ocasionada por principalmente pela debandada de Del Debbio, De Maria, Filó e Rato, jogadores fundamentais no elenco, que se transferiram ao futebol italiano para jogar na Lazio. De quebra, ainda foi o último título do grande ídolo Neco, que encerrou sua carreira de jogador nessa temporada, após 17 anos no Corinthians.


Time-base: Tuffy; Grané e Del Debbio; Nerino (Leone), Guimarães e Munhoz; Filó (Nápoli), Apparício (Neco), Gambinha, Rato e De Maria. Técnico: Virgílio Montarini.

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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Títulos – Campeonato Paulista de 1929

Em 1929, ainda se viviam tempos de cisão no futebol paulista. Naquele ano, como vinha ocorrendo desde 1926, foram organizados dois torneios no estado: o da Apea, que contava com as equipes favoráveis à profissionalização no futebol (como o Corinthians), e aquele organizado pela LAF, com os times que lutavam pela continuação do amadorismo no esporte.

Tal divisão fez com que o segundo bicampeonato da história corinthiana fosse conquistado em um torneio-relâmpago: assim como no ano anterior, foram apenas oito as equipes participantes do campeonato da Apea, mas desta vez a disputa em pontos corridos não seria em turno e returno, e sim em turno único, com apenas sete rodadas, já que o calendário foi dividido com o Campeonato Brasileiro e com diversas partidas internacionais disputadas pelos clubes. A equipe que terminasse com menos pontos perdidos seria a campeã.

Desde o início do campeonato, Corinthians, Palestra Itália e Santos se apresentaram como os grandes favoritos ao título, vencendo todas as suas partidas com goleadas sobre seus adversários. Essa situação persistiu exatamente até o confronto entre Santos e Palestra, que ficaram apenas em um empate em 1x1, o que permitiu ao Corinthians assumir a liderança isolada do campeonato.

Não demoraria muito para um dos rivais dar adeus a qualquer pretensão maior no torneio: logo na sequência do campeonato, o Corinthians bateu o Santos por 4x1, resultado que deixou a equipe da Baixada Santista matematicamente sem chances de título.

Na penúltima rodada, a única equipe que ainda podia nos alcançar em pontos era o Palestra, mas já estávamos com uma mão na taça: caso o rival não vencesse o Guarani e o Corinthians derrotasse a Portuguesa, seríamos campeões por antecipação. Porém, mesmo com o atropelo corinthiano por 7x1 sobre a Lusa, que nos deixou ainda mais próximos do título, o Palestra também venceu sua partida, e a definição do campeonato acabou sendo adiada para a última rodada, no dia 1º de dezembro, exatamente no Derby Paulista.

O Corinthians podia até empatar que ainda seria campeão. Para o Palestra, a única opção era vencer para igualar a pontuação do Corinthians e forçar um jogo-desempate. Mas mesmo jogando pelo empate, o Corinthians goleou: 4x1 pra cima do rival, pra fechar o campeonato e comemorar o título em grande estilo.

Dessa maneira, o Corinthians comemorou o seu sétimo título paulista e o segundo bicampeonato de sua história, em uma campanha impecável, com 100% de aproveitamento (sete vitórias em sete jogos), como já havia acontecido em 1914 e 1916.

No ano seguinte, 1930, comemoraríamos o segundo tri.


Time-base: Tuffy; Grané e Del Debbio; Nerino, Guimarães (Amador) e Munhoz (Leone); Filó (Apparício), Peres III (Neco), Gambinha, Rato e De Maria (Rodrigues). Técnico: Virgílio Montarini.

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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Títulos – Campeonato Paulista de 1928

Em 1928, o Corinthians partiu rumo ao segundo tricampeonato paulista de sua história, glória esta que já havia alcançado em 1922-1923-1924.

Nessa época, como havia acontecido na década anterior, dois campeonatos eram disputados no futebol paulista, organizados por duas entidades diferentes: a Apea e a LAF. Esse racha durou quatros anos, entre 1926 e 1929, e foi gerado devido a divergências sobre a adesão ao profissionalismo no futebol, pois as equipes que compunham a Apea, como o Corinthians, eram pró-profissionalismo, enquanto os membros da recém-criada LAF defendiam a continuação do amadorismo.

Alguns dos times mais tradicionais de São Paulo, como o Paulistano – na época, o maior campeão do estado –, o Germânia e a A. A. das Palmeiras eram filiados à LAF, e por esse motivo o campeonato da Apea, disputado pelo Corinthians, se mostrava consideravelmente enfraquecido, ainda que contasse com o rival Palestra Itália e com os perigosos times do Santos e da Portuguesa.

O sistema do campeonato da Apea era bastante simples: os times participantes se enfrentariam em turno e returno, e a equipe que terminasse com menos pontos perdidos se sagraria campeã.

O Corinthians tinha um grande time. Além do veteraníssimio Neco, o destaque corinthiano era o então chamado "trio final", ou seja, os jogadores que jogavam mais recuados: o goleiro Tuffy (famoso por usar um uniforme todo preto, o que lhe rendeu o apelido de "Satanás") e os zagueiros Grané (que devido à potência de seus chutes recebeu a alcunha de "420", nome do canhão de maior calibre da época, fabricado pela Krupp para os alemães na Primeira Guerra Mundial) e Del Debbio (que alguns anos depois seria também treinador da equipe).

Foi nesse campeonato que garantimos a posse definitiva da Taça Ballor, que ficaria com a equipe que vencesse o primeiro turno do Campeonato Paulista por três vezes. Após o Corinthians tê-la conquistado em 1923 e 1924, bastava terminar o primeiro turno do Campeonato Paulista na primeira colocação mais uma única vez para tê-la para sempre em sua sala de troféus. Mas o que é fácil para o Corinthians? Quatro anos depois, em 1928, nada de vencermos o primeiro turno do Paulista novamente... E pra piorar, nesse período o rival Palestra Itália havia levado a Taça Ballor para casa em duas oportunidades, nos anos de 1926 e 1927, empatando a disputa.

Mas quis o destino que as duas equipes se enfrentassem na sétima e última partida do primeiro turno do Paulista de 1928, exatamente um campeonato em que ambas disputavam o título. O Corinthians apresentava 100% de aproveitamento, com seis vitórias em seis jogos; já o Palestra acumulava cinco vitórias e um empate. Quem vencesse levaria a Taça Ballor para casa para sempre, e o Corinthians inclusive jogava pelo empate, mas foi um passeio: goleamos por 3x0.

No segundo turno, foi só administrar a vantagem. A partida que decidiu o campeonato foi realizada em 25 de novembro, no Parque São Jorge, quando uma vitória por 3x2 sobre a Portuguesa, com gols de Neco, Gambinha e De Maria, deu o título paulista para o Corinthians com uma rodada de antecedência. Ms o que realmente entrou para a história nesse dia foi a briga que aconteceu dentro de campo: inconformado com a marcação de um pênalti a favor do Corinthians, Benedito Bueno, diretor da Portuguesa, invadiu armado o gramado do Parque São Jorge. O briguento Neco, conhecido por seu sangue quente, agrediu Benedito Bueno, e só não levou um tiro porque o dirigente foi contido. Quase a festa virou tragédia.

Mas deu Corinthians, campeão paulista pela sexta vez, com 21 pontos conquistados em 24 disputados (10 vitórias e apenas um empate e uma derrota em 12 jogos).

O caminho do segundo tri, que se concretizaria em 1929 e 1930, começava a ser percorrido.


Time-base: Tuffy (Colombo); Grané e Del Debbio; Nerino, Soares (Sebastião) e Munhoz (Rafael); Apparício, Neco, Gambinha, Rato e De Maria (Rodrigues). Técnico: Ângelo Rocco.

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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Agenda – 25 de novembro

No dia 25 de novembro de:

 
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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Técnicos – Carlos Alberto Parreira

Carlos Alberto Parreira, nascido no Rio de Janeiro em 27 de fevereiro de 1943, marcou época no Corinthians, apesar de ter treinado a equipe apenas por um ano, em 2002. Isso acontece não só pela quantidade de títulos e boas campanhas em um espaço tão curto de tempo (foi campeão do Torneio Rio-São Paulo e da Copa do Brasil e vice no Campeonato Brasileiro), mas pelo seu estilo de jogo moderno que, embora fosse considerado um tanto defensivo, priorizava a posse de bola e a troca de passes – o que fez com que o Corinthians fosse um time taticamente muito à frente de seus oponentes.

Em 2002, com uma carreira de mais de 3 décadas, Parreira já havia treinado vários clubes do Brasil e do mundo e também diversas seleções nacionais. Técnico de sucesso, já tinha em seu currículo naquele momento quatro participações em Copas do Mundo: com o Kuwait, em 1982; com os Emirados Árabes Unidos, em 1990; com o Brasil, em 1994 – quando conduziu a Seleção ao tetracampeonato –; e com a Arábia Saudita, em 1998, e foi contratado junto ao Corinthians com a dura missão de substituir Wanderley Luxemburgo, cuja passagem havia sido muito bem sucedida.

A chegada de Parreira não foi muito comemorada. Apesar de campeão do mundo pela Seleção Brasileira, o treinador sempre foi favorável a um estilo de jogo mais pragmático, que buscava o resultado, e não o espetáculo. Mas o estilo de Parreira deu mais certo do que se imaginava. Partindo do princípio de que ”quanto maior a posse de bola, menor é a chance de o adversário fazer alguma coisa”, o Corinthians de Parreira era arrasador. Logo em seu primeiro semestre no clube, foi campeão duas vezes na mesma semana: venceu o Rio-São Paulo sobre o São Paulo no domingo e a Copa do Brasil em cima do Brasiliense na quarta-feira. Além disso, levou o Corinthians a mais uma final de Campeonato Brasileiro, na qual foi derrotado pelo Santos.

Porém, naquele mesmo ano o treinador recebeu a proposta de substituir Luiz Felipe Scolari na Seleção Brasileira. Assim, Parreira se despediu do Corinthians e voltou à Seleção, com a qual venceria a Copa América de 2004 e a Copa das Confederações de 2005 e disputaria sua 5ª Copa do Mundo em 2006. Ele ainda foi treinador da África do Sul no mundial de 2010, alcançando o recorde de seis Copas do Mundo como técnico, e coordenador-técnico da Seleção Brasileira na Copa de 2014, totalizando sete experiências em mundiais.

Pelo Corinthians:

Títulos:
Copa do Brasil: 2002
Torneio Rio-São Paulo: 2002

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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Pós-jogo: Corinthians 6x1 São Paulo

Campeonato Brasileiro 2015 – 36ª rodada

Cara, eu não tô acreditando nisso até agora...

Na quinta-feira, a gente pôde comemorar o título com o empate contra o Vasco porque o São Paulo derrotou o Galo. E como a gente retribui essa gentileza dos nossos rivais? Enfiando 6x1 neles!

Foi lindo.

Quem achava que a partida serviria apenas para a entrega das faixas viu um jogo histórico, a maior goleada da história do confronto – e ainda teve um pênalti defendido pelo Cássio, pra aumentar a festa.

Se em 2011 comemoramos nosso 5º título passando pelo São Paulo por 5x0, nada mais justo que um 6x1 na festa da nossa 6ª conquista.

E olha que a gente jogou com o time RESERVA! Dos atletas que vinham atuando como titulares, só jogaram Cássio, Felipe e Ralf. E não vencemos qualquer um: vencemos um grande rival que tinha a obrigação de ganhar para seguir na busca por uma vaga na Libertadores.

Agora é buscar recordes. Já garantimos a melhor campanha em tudo: melhor ataque, melhor defesa, melhor mandante, melhor visitante, campeão do primeiro turno, campeão do segundo turno... Mas dá pra conseguir a melhor campanha DA HISTÓRIA DOS PONTOS CORRIDOS. Nem é tão complicado: desde que são 20 as equipes participantes, o recorde de pontos foi alcançado pelo Cruzeiro de 2014, que foi campeão com 80 pontos – exatamente a pontuação que temos hoje após 36 rodadas. Isso quer dizer que se somarmos apenas um pontinho dos seis que ainda disputamos, batemos mais esse recorde. Mas isso não basta para termos o maior aproveitamento da história dos pontos corridos: em 2003, o mesmo Cruzeiro foi campeão com 100 pontos, números que jamais serão superados porque na época os participantes eram 24 e faziam 46 rodadas – oito a mais do que temos hoje –, e portanto disputavam 24 pontos a mais. Mas o aproveitamento do clube mineiro naquela temporada foi de incríveis 72,5%, números jamais superados. No momento, temos 74,1% de aproveitamento. Se somarmos pelo menos três dos seis pontos que nos restam, entramos para a história também nesse aspecto. Será que conseguimos?

Próximo jogo: 29/11, contra o Sport, fora de casa, pelo Brasileirão.

Veja os gols no vídeo:


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sábado, 21 de novembro de 2015

Pós-jogo: Vasco 1x1 Corinthians

Campeonato Brasileiro 2015 – 35ª rodada

É CAMPEÃO!

Próximo jogo: 22/11, contra o São Paulo, em casa, pelo Brasileirão.

Veja os gols no vídeo:


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Agenda – 20 de novembro

No dia 20 de novembro de:

  • 1967 nasceu Ronaldo, goleiro que atuou no Corinthians de 1988 a 1998.

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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Títulos – Copa do Brasil de 2002

O título mais importante conquistado pelo Corinthians em 2002 – ano em que também vencemos o Rio-São Paulo e fomos vice-campeões do Brasileirão – foi a Copa do Brasil.

Na época, nosso time não tinha muitas estrelas. Talvez seus jogadores mais consagrados fossem Dida, Ricardinho e Vampeta, que conquistariam o pentacampeonato pela Seleção Brasileira naquele mesmo ano. No entanto, a chegada do técnico Carlos Alberto Parreira deu padrão de jogo à equipe, que passou a apresentar um futebol moderno, que valorizava a posse de bola e tinha como principal arma a troca precisa de passes, armando as jogadas pacientemente, à espera do momento certo. Esse elogiado estilo de jogo acabou revelando aquele que foi chamado pelo próprio Parreira de "o melhor lado esquerdo do mundo", com o lateral Kléber, o meia Ricardinho e o atacante Gil, jogadores de ótimo nível técnico, que apresentavam um entrosamento perfeito e infernizavam as defesas adversárias. Nada mais justo que essa ótima equipe fosse coroada com um título nacional – e, de quebra, uma vaga na Libertadores do ano seguinte.

O regulamento da Copa do Brasil de 2002 já seguia os padrões atuais: em partidas eliminatórias de ida e volta, as equipes participantes se enfrentariam no sistema de mata-mata até a final, quando se conhece o campeão.

O Timão já estreou na competição com o pé direito: vencemos fora de casa o River, do Piauí, por 2x1. Conforme previa o regulamento, nas duas primeiras fases, uma vitória do visitante por dois ou mais gols de diferença eliminaria a partida de volta. Como vencemos por apenas um gol de diferença, foi necessário outro jogo, no Pacaembu, que também vencemos, por 2x0.

Na segunda fase, nosso adversário foi o Americano, do Rio de Janeiro, e dessa vez não houve surpresas: goleamos por 6x2. Assim, nem foi necessária a partida de volta.

Aí o campeonato começou a engrossar. Nas oitavas de final, teríamos pela frente o Cruzeiro, e, pior: decidindo fora de casa. Na primeira partida, disputada no Pacaembu, uma vitória parcial por 2x0 parecia indicar que a lição de casa vinha sendo feita, mas o Cruzeiro correu atrás do empate em 2x2, com dois gols em oito minutos. O jeito foi decidir no Mineirão, e, surpreendentemente para quem joga fora de casa, o Corinthians passou o trator: em 14 minutos, entre os 15 e os 29 do segundo tempo, fez três gols. No finalzinho da partida, precisando de quatro gols, o Cruzeiro resolveu acordar, marcando uma vez aos 41 e outra aos 44, mas tudo ficou mesmo no 3x2, e avançamos.

Nas quartas, pegaríamos o Paraná Clube. Vencemos a primeira, em casa, por 3x1, vantagem que dava a falsa impressão de tranquilidade rumo à semifinal. Só que na segunda partida o Paraná abriu o placar e passou a precisar de apenas um golzinho para nos eliminar, graças ao seu gol marcado em São Paulo. Apesar do susto, o jogo acabou 1x0, o suficiente para avançarmos mais uma vez.

A semifinal do torneio foi mais um capítulo da rivalidade extrema entre Corinthians e São Paulo que vinha se intensificando na época devido a diversos confrontos decisivos que vinham acontecendo entre as duas equipes desde o final dos anos 90. No primeiro jogo, disputado no Morumbi, vitória corinthiana por 2x0. Mas, antes do jogo de volta, um tempero: foram disputadas também as semifinais do Torneio Rio-São Paulo, quando o Corinthians eliminou o Santos e o São Paulo passou pelo Palmeiras, ou seja, foi decidido que a final daquele campeonato seria entre Corinthians e São Paulo, o que fez com que as equipes viessem para a partida de volta da Copa do Brasil sabendo que se enfrentariam novamente na decisão de outro torneio poucos dias depois. Em partida também disputada no Morumbi, mas com mando de campo corinthiano, não teve jeito para o São Paulo: perdemos por 2x1, mas com o 3x2 no resultado agregado, avançamos pelo saldo de gols.

O curioso é que as semifinais foram disputadas em 24 de abril e 1º de maio, e nos dias 5 e 12 de maio enfrentaríamos os rivais novamente na final do Rio-São Paulo. Isso quer dizer que em menos de 20 dias foram disputados quatro jogos decisivos entre Corinthians e São Paulo. E não é que, como já estamos acostumados, levamos a melhor sobre o rival nos dois campeonatos?

Pela terceira vez – e segunda consecutiva – o Corinthians estava classificado para uma final da Copa do Brasil. A disputa trazia uma surpresa: nosso adversário seria o Brasiliense, até aquele momento um verdadeiro desconhecido no futebol nacional e que não possuía nem dois anos de existência, mas que para chegar à decisão havia eliminado equipes tradicionais como Atlético-MG e Fluminense. Vencemos a partida de ida, em 8 de maio, no Morumbi, por 2x1, mas como costuma acontecer quando o adversário é o Corinthians, não faltou reclamação em relação à arbitragem: desta vez, a alegação do Brasiliense era de que Carlos Eugênio Simon deveria ter assinalado uma falta na jogada que originou o segundo gol corinthiano e que não foi marcado um pênalti a favor da equipe do Distrito Federal. Na partida de volta, no dia 15 de maio, o Corinthians jogava pelo empate, mas viu o Brasiliense abrir o placar no final da primeira etapa. O jeito era correr atrás de pelos menos um golzinho, que veio aos 20 minutos do segundo tempo, e segurar o 1x1 até o apito final. Deu certo: o empate deu ao Corinthians a segunda Copa do Brasil de sua história e sua segunda festa na semana, apenas três dias após o título do Rio-São Paulo.

Com 13 gols, o artilheiro foi Deivid, até hoje o único jogador do Corinthians a conseguir ser o marcador máximo em um campeonato nacional. Sempre decisivo, Deivid fez mais da metade dos gols do time na competição (13 de 25), incluindo o primeiro e o último gol da campanha. Ele deixou a sua marca pelo menos uma vez contra cada adversário e fez, inclusive, todos os gols corinthianos nas semifinais e nas finais. Seus 13 gols foram recorde em uma mesma edição da Copa do Brasil até que Fred, do Cruzeiro, superasse esses números ao balançar as redes adversárias 14 vezes em 2005.


Time-base: Dida; Rogério, Fábio Luciano, Ânderson e Kléber; Fabrício (Fabinho), Vampeta e Ricardinho; Leandro (Renato), Deivid e Gil. Técnico: Carlos Alberto Parreira.

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Agenda – 19 de novembro

No dia 19 de novembro de:

  • 1912 nasceu Domingos da Guia, defensor que atuou no Corinthians de 1944 a 1948.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Agenda – 16 de novembro

No dia 16 de novembro de:

  • 1965 o Corinthians representou a Seleção Brasileira em um amistoso contra o Arsenal, da Inglaterra. Resultado: Corinthians 0x2 Arsenal.

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sábado, 14 de novembro de 2015

Agenda – 14 de novembro

No dia 14 de novembro de:

  • 1975 nasceu Luizão, atacante que atuou no Corinthians de 1999 a 2002.

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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Agenda – 12 de novembro

No dia 12 de novembro de:

  • 1913 nasceu Uriel Fernandes, o Teleco, atacante que atuou no Corinthians de 1934 a 1944.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Títulos – Torneio Rio-São Paulo de 1950

Em 1950, o Corinthians enfrentava nove anos de jejum: desde a conquista do Paulista de 1941, nenhum outro título oficial foi comemorado no Parque São Jorge. Na época, o único torneio de ponta que as equipes disputavam era o estadual, ou seja, não ser campeão paulista significava ficar mais um ano na fila. Mas a partir de 1950, um novo campeonato começou a ser disputado: o Torneio Rio-São Paulo, o que possibilitava que cada equipe disputasse dois títulos de primeira grandeza por temporada. Oficialmente chamado Torneio Roberto Gomes Pedrosa, sua proposta era medir forças entre as principais equipes de São Paulo e Rio de Janeiro, na época os grandes centros futebolísticos do país.

Na verdade, o Torneio Rio-São Paulo não surgiu em 1950. Sua primeira edição foi disputada em 1933, mas com um sistema diferente, no qual os pontos conquistados em partidas entre os times do mesmo estado valiam tanto para o Rio-São Paulo como para os campeonatos Paulista e Carioca. Também foram realizadas edições em 1934 e 1940, mas ambas foram interrompidas em suas fases iniciais e não houve campeão. Assim, a edição de 1950 foi o primeiro Torneio Rio-São Paulo em sua era regular, com o campeonato sendo disputado anualmente, o que aconteceu até 1966 (a partir de 1967, a disputa também incluiu clubes de outros estados, sendo considerada o embrião do Campeonato Brasileiro).

Apenas oito clubes disputaram o campeonato em 1950, sendo quatro da capital paulista e quatro da capital fluminense. O sistema era de pontos corridos, em turno único, e ao final de sete rodadas a equipe com mais pontos seria declarada campeã.

A estreia corinthiana foi péssima – uma goleada de 6x2 sofrida para o Flamengo –, mas seria a única derrota do Corinthians em toda a competição. A reabilitação veio nas rodadas seguintes, com vitórias sobre os rivais São Paulo (4x1) e Palmeiras (3x2), o que deu moral para derrotarmos também Vasco (2x1), Fluminense (3x1) e Portuguesa (5x3). Com cinco vitórias em seis jogos, chegamos à rodada final contra o Botafogo dependendo apenas de nossas forças para levantarmos a taça. Nosso adversário direto ao título, o Vasco, até colocou pressão sobre a gente em sua última partida ao vencer o Palmeiras e chegar a 10 pontos, exatamente a pontuação do Corinthians até aquele momento, mas tínhamos um jogo a menos, o que significava que bastaria um empate contra o Botafogo para comemorarmos o título. No dia 15 de fevereiro, no Pacaembu, nosso ponta-esquerda Noronha abriu o placar aos dois minutos de jogo; o Botafogo até empatou no finalzinho da partida, mas não fez diferença. Com o empate, chegamos a 11 pontos e levantamos a taça do Torneio Rio-São Paulo pela primeira vez.

Nosso centroavante Baltazar foi o artilheiro do campeonato, com 9 gols.

A conquista interestadual – o mais próximo de um título nacional que se podia comemorar na época – é também simbólica por ser a primeira da geração de Idário, Cláudio, Luizinho e Baltazar, que tantas alegrias dariam ao torcedor corinthiano nos próximos anos.


Time-base: Bino; Newton e Belfare; Idário, Touguinha e Hélio; CláudioLuizinho, Baltazar, Nelsinho (Edélsio) e Noronha (Colombo). Técnicos: Christino Calaf e Manoel dos Santos.

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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Agenda – 10 de novembro

No dia 10 de novembro de:

  • 1897 nasceu Grané, defensor que atuou no Corinthians de 1924 a 1934.

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