segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Pós-jogo: Chapecoense 1x3 Corinthians

Campeonato Brasileiro 2015 – 21ª rodada

Mais uma vitória corinthiana!

Passaram a semana inteira dizendo que a eliminação na Copa do Brasil iria afetar o desempenho do time no Brasileirão, que a Chapeconse em casa é perigosíssima e blá blá blá blá blá blá blá blá blá... Tudo balela. Jogamos bem e vencemos: 3x1, e até Vágner Love fez mais 1 golzinho. Só não foi um dia perfeito porque o Atlético também venceu, e assim nossa vantagem continua em 4 pontos.

Mas nossa sequência no campeonato será duríssima: nos próximos 3 jogos, teremos pela frente Fluminense, Palmeiras e Grêmio, todos na briga pelo G4.

Próximo jogo: 2/9, contra o Fluminense, em casa, pelo Brasileirão.

Veja os gols no vídeo:


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domingo, 30 de agosto de 2015

Títulos – Campeonato Brasileiro de 1999

Detentor dos títulos de campeão brasileiro de 1998 e de campeão paulista de 1999, o Corinthians era o franco favorito a vencer o Brasileirão de 1999 antes mesmo de o torneio começar. A equipe, treinada por Oswaldo de Oliveira, era uma verdadeira seleção, que mantinha a base vitoriosa dos últimos anos, com craques como Marcelinho, Ricardinho, Rincón, Vampeta e Edílson, e contava ainda com os reforços do goleiro Dida, um dos melhores do Brasil na posição, e do centroavante Luizão, matador em todos os clubes pelos quais havia passado. Um timaço!

No dia 25 de julho de 1999, quando o Corinthians fez sua estreia na competição contra o Gama, a expectativa era de um bom início, mas poucos esperavam que aquela partida, vencida por 4x2 (com quatro gols de Luizão), seria o início de uma caminhada praticamente perfeita: naquele dia, o Corinthians chegaria à liderança logo na primeira rodada do campeonato, iniciaria uma sequência de sete vitórias consecutivas e não deixaria a ponta da tabela nem por um momento ao longo do torneio, chegando ao seu terceiro título brasileiro liderando o campeonato de ponta a ponta, em uma das maiores campanhas da história da competição.

De acordo com o regulamento, os 22 clubes participantes jogariam todos contra todos, no sistema de pontos corridos em turno único, classificando-se para a fase final os oito primeiros colocados.

Nossa primeira fase foi disputada sem sustos. Com a já mencionada sequência de vitórias nos sete primeiros jogos, o time acumulou gordura para se manter na liderança rodada após rodada, e nem mesmo um ou outro tropeço nos tirou da ponta, ainda que tenhamos sido acompanhados de perto por Flamengo, Vasco e Cruzeiro, que se alternavam na vice-liderança da competição.

Nos classificamos para o mata-mata com a melhor campanha da primeira fase, o que nos daria a tranquilidade de jogar pelo empate em todas as etapas restantes, já que o regulamento previa que cada confronto da fase final seria disputado em três jogos (a não ser que uma mesma equipe vencesse as duas primeiras partidas) e que, caso houvesse a necessidade desse terceiro jogo, a equipe de melhor campanha teria o mando de campo e a vantagem do empate.

O adversário do Corinthians nas quartas de final seria o oitavo colocado da fase inicial, o Guarani. Na primeira partida, empatamos fora de casa em 0x0; na segunda, vencemos em casa por 2x0, com gols de Marcelinho e Ricardinho. Com um empate e uma vitória corinthiana, seria necessária uma terceira partida, com mando de campo corinthiano, em que poderíamos perder por até dois gols de diferença, mas nem precisou ser tão sofrido: um empate em 1x1, com nosso gol marcado por Luizão, nos classificou para a semifinal, contra o São Paulo.

Curiosamente, apesar de ser um clássico, esse confronto foi o único da fase de mata-mata em que não não foi necessário o terceiro jogo, já que o Corinthians se classificou para a final com duas vitórias. A primeira partida foi histórica. O zagueiro Nenê abriu o placar para o Corinthians; Raí empatou, justificando a fama de carrasco corinthiano; porém, apenas dois minutos depois, Ricardinho fez um golaço, colocando o Corinthians à frente novamente; mas Edmílson empatou outra vez – tudo isso apenas no primeiro tempo! Na segunda etapa, as penalidades foram protagonistas. Primeiro, Marcelinho, de pênalti, colocou o Corinthians em vantagem outra vez. Depois, o árbitro inventou um pênalti para o São Paulo, cobrado por Raí, e Dida saltou para uma defesa espetacular. Nos acréscimos, o juiz marcou outro pênalti para o São Paulo, outra vez Raí partiu para a cobrança e Dida, perfeito, defendeu novamente. No rebote, o goleiro corinthiano ainda foi atingido por Raí e, com o joelho sangrando, teve que ser substituído, mas a heroica vitória por 3x2 já estava garantida. Uma semana depois, em uma partida bastante equilibrada, Ricardinho e Edílson fizeram os gols da vitória por 2x1 que levaram o Corinthians a mais uma final de Campeonato Brasileiro, a quinta de sua história.

Assim como havia ocorrido em 1998, nosso adversário na decisão seria um clube mineiro: desta vez, o Atlético. E foi um confronto duríssimo. Na primeira partida, disputada no Mineirão em 12 de dezembro, o atacante Guilherme – que posteriormente seria jogador do Corinthians – fez os três gols atleticanos (um deles aos 15 segundos de jogo), mas Vampeta e Luizão descontaram para o Timão. A vitória do Atlético por 3x2 reverteu a vantagem para a equipe mineira, que passaria a jogar por dois empates. Mas na segunda partida, no Morumbi, em 19 de dezembro, o Corinthians venceu por 2x0, com dois gols de Luizão, e arrancou outra vez a vantagem de jogar pelo empate no terceiro e decisivo confronto. Só que teríamos um importantíssimo desfalque: o próprio Luizão, que passou de herói a vilão na mesma partida ao ser expulso nos acréscimos do segundo tempo. Bastava um empate na partida decisiva para que o Corinthians se sagrasse campeão, e foi exatamente assim que o campeonato acabou, no dia 22 de dezembro. Foi um jogo emocionante – teve bola na trave chutada por Marcelinho, defesas milagrosas tanto de Dida como de Velloso e expulsão do atleticano Belletti –, mas ficou mesmo no 0x0. Era o que precisávamos.

Desse modo, comemoramos o nosso bi/tri campeonato: bi, por termos sido campeões brasileiros duas vezes consecutivas, e tri, porque chegávamos ao terceiro título de nossa história, após 1990 e 1998.


Time-base: Dida (Maurício); Índio, João Carlos, Márcio Costa e Kléber; Vampeta (Gilmar), Rincón (Edu), Ricardinho (Marcos Senna) e Marcelinho Carioca; Edílson (Dinei) e Luizão. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

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sábado, 29 de agosto de 2015

Agenda – 29 de agosto

No dia 29 de agosto de:

  • 1954 nasceu Wladimir, lateral-esquerdo que atuou no Corinthians de 1972 a 1985 e em 1987.

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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Pós-jogo: Corinthians 1x2 Santos

Copa do Brasil 2015 – Oitavas de final: jogo de volta

Deu o óbvio. Trazendo uma excelente vantagem construída na partida de ida, o Santos conseguiu uma nova vitória na noite de ontem e eliminou o Corinthians nas oitavas de final da Copa do Brasil. Terceira eliminação corinthiana em casa no ano, aliás.

Até começamos bem a partida, buscando o resultado desde o 1º minuto, mas o que já estava difícil ficou ainda pior logo aos 14 do 1º tempo, com quando o Santos abriu o placar. Curiosamente, ficamos na exata situação que o Atlético-MG se encontrava contra a gente na Copa do Brasil do ano passado: precisar de 4 gols para se classificar. Mas se no ano passado o Corinthians foi um time apavorado contra um Atlético motivado que conseguiu a inacreditável virada, ontem não houve surpresa. O Santos ainda ampliou, e um golzinho de Romero já no final da partida não trouxe nenhuma diferença no final das contas.

Não dá pra se queixar de falta de vontade. O time tentou, se doou, mas simplesmente não deu pra vencer. O Santos tem um mérito gigantesco nessa história, pois jogou muito bem nos 180 minutos, e é necessário ser justo em uma hora como essas: venceu quem mereceu.

Aliás, olhando pelo lado do "copo meio cheio", essa eliminação talvez seja um mal que venha para bem. Nosso rival direto ao título do Brasileirão, o Atlético-MG, também foi eliminado ontem na Copa do Brasil, e virá com foco total no único torneio que sobrou no ano. Talvez se a gente tivesse seguido na Copa do Brasil as nossas atenções ficariam divididas e faltaria perna na reta final do Brasileirão, especialmente pelo fato de estarmos com o elenco reduzido após vendermos tantos atletas.

Torcer para o Corinthians está longe de ser uma questão de "vencer ou vencer". Nada muda em caso de derrota. A torcida, aliás, deu um show à parte em Itaquera: mesmo com a eliminação já batendo no pescoço, não paramos de cantar e de apoiar o time nem por 1 segundo. Não é uma eliminação, ainda que dolorida, que vai mudar o sentimento. Por mais que a torcida santista estivesse comemorando uma mera classificação contra o rival como se fosse um título de Copa do Mundo, a gente tem mais o que fazer no ano. E agora vamos para o tudo ou nada no Brasileirão.

Próximo jogo: 30/8, contra a Chapecoense, fora de casa, pelo Brasileirão.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Pós-jogo: Corinthians 3x0 Cruzeiro

Campeonato Brasileiro 2015 – 20ª rodada

Atropelo corinthiano em Itaquera!

A rodada já tinha começado boa, com o tropeço do Grêmio, um dos candidatos ao título, que empatou com a Ponte Preta. Aí, era hora de fazer a nossa parte, e fizemos, com sobras: 3x0 sobre o atual bi-campeão brasileiro, que já havia sido derrotado por nós no 1º turno. E ainda por cima com 2 gols de Vágner Love, pra dar moral para o atleta, ainda mais agora que sabemos que é dele a vaga no ataque após a lesão de Luciano.

Podia ter sido ainda melhor se o Palmeiras, que saiu vencendo outro candidato ao título, o Atlético-MG, tivesse segurado a vitória, pois nossa distância para o segundo colocado aumentaria. Mas é claro que eles tomaram a virada, e assim a nossa vantagem no topo continua de 4 pontos. Mas tá de bom tamanho: depender das próprias pernas é o caminho para ser campeão em pontos corridos.

Próximo jogo: 26/8, contra o Santos, em casa, pela Copa do Brasil.

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domingo, 23 de agosto de 2015

Agenda – 23 de agosto

No dia 23 de agosto de:

  • 1930 nasceu Cabeção, goleiro que atuou no Corinthians de 1949 a 1966.

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sábado, 22 de agosto de 2015

Agenda – 22 de agosto

No dia 22 de agosto de:

  • 1930 nasceu Gylmar, goleiro que atuou no Corinthians de 1951 a 1961.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Pós-jogo: Santos 2x0 Corinthians

Copa do Brasil 2015 – Oitavas de final: jogo de ida

É, parece que a participação do Corinthians na Copa do Brasil 2015 vai ser bem curta. Logo na estreia – um clássico na Vila Belmiro, contra o Santos –, fomos dominados pela equipe da baixada e tomamos aquele 2x0 difícil de reverter.

Próximo jogo: 23/8, contra o Cruzeiro, em casa, pelo Brasileirão.

Veja os gols no vídeo:


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Corinthianos Famosos – Cid

Blogueiro dono do Não Salvo, site de humor com número absurdo de acessos no país, e apresentador do Não Salvo na Mix, Cid, nascido em Santos em 1º de abril de 1985, é o tipo de torcedor corinthiano que leva o apelido de "louco" às últimas consequências.

Dois episódios protagonizados por Cid e relacionados ao Corinthians se tornaram célebres na internet: no primeiro, em 2011, Cid invadiu o site oficial do Santos, que possuía alta vulnerabilidade, e plantou a notícia falsa de que o jogador Paulo Henrique Ganso estava de contrato assinado com o Corinthians; no segundo, em 2012, Cid foi entrevistado pelo Rede TV! Esporte na despedida do Corinthians para o Japão e fez o papel do típico "corinthiano louco".

Ate a barba do cara é promessa de corinthiano: a ideia era que se o Corinthians ganhasse a Libertadores, ele ficaria sem fazer a barba até o 1º jogo da Libertadores seguinte, mas ele acabou curtindo o visual e deixou a barba em definitivo.


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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Pós-jogo: Avaí 1x2 Corinthians

Campeonato Brasileiro 2015 – 19ª rodada

E o Corinthians é campeão do 1º turno do Brasileirão!

Quem poderia imaginar, naqueles momentos de puro pessimismo de alguns meses atrás, que terminaríamos na liderança do campeonato após as 19 rodadas iniciais e conseguiríamos conquistar o título simbólico do 1º turno, o terceiro Troféu Osmar Santos, oferecido pelo jornal Lance!?

Ontem, colocamos mais 3 pontos na conta: até saímos perdendo contra o Avaí, mas conseguimos a virada com 2 golaços de Luciano, que vive uma fase iluminada.

Mas não dá pra deixar de falar da arbitragem, que vem sendo uma mãe para o Corinthians nas últimas rodadas, criando uma polêmica inacreditável entre os torcedores, a mídia em geral e até mesmo os dirigentes dos clubes. Nos nossos últimos 3 jogos, deixaram de dar um pênalti a favor do São Paulo no clássico de domingo passado, marcaram um pênalti a nosso favor em um lance bem menos escandaloso na rodada seguinte, contra o Sport, e ontem teve um gol do Avaí anulado que não deu pra confirmar até agora se o jogador estava impedido ou não. Também é inegável que o Atlético foi prejudicado em suas 2 últimas partidas: contra o Grêmio, na quinta-feira, mais um lance de pênalti em mão na bola não foi marcado a favor da equipe mineira quando a partida ainda estava 0x0, e ontem o gol da vitória da Chapecoense foi absurdamente irregular. Mas o fato é que fomos prejudicados em outras partidas (em especial, no clássico contra o Santos) e não vi ninguém reclamar em nenhum dos jogos em que a arbitragem deu uma força pro Atlético. Ou seja, erros há para todos os lados. Às vezes se é prejudicado, às vezes se é beneficiado, mas quando quem é ajudado é o Corinthians, todo mundo chora. Mas na boa, pode chorar todo mundo. Mas chora alto, porque daqui da liderança eu não tô escutando ninguém.

Próximo jogo: 19/8, contra o Santos, fora de casa, pela Copa do Brasil.

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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Agenda – 14 de agosto

No dia 14 de agosto de:

  • 1966 nasceu Rincón, meio-campista que atuou no Corinthians de 1997 a 2000 e em 2004.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Pós-jogo: Corinthians 4x3 Sport

Campeonato Brasileiro 2015 – 18ª rodada

Foi um jogaço!

Abrimos o placar com Luciano, o Sport empatou; Luciano fez mais um e chegamos a 3x1 após o gol contra de Samuel Xavier. Jogo encerrado, então? Nada disso. O bom time do Sport fez mais um, após recuo bizarro do lateral-esquerdo Guilherme Arana, que tinha entrado no lugar de Uendel, e chegou a empatar, novamente em uma bobeira da nossa zaga. Mas Guilherme Arana se redimiu: em uma bela jogada pela esquerda, acabou arrancando um pênalti, convertido por Jadson, e vencemos: 4x3, no sufoco.

Quanto ao pênalti, não foi NADA MESMO, de jeito nenhum. Se o lance a favor do São Paulo no domingo foi "meio" pênalti, o de ontem foi "um terço" de pênalti. É claro que isso já basta para que todas as teorias da conspiração do tipo "o campeonato está comprado para o Corinthians" comecem a sair da boca dos "anti" que vivem em função da gente – como se eles se esquecessem do quanto estamos sendo garfados nos últimos 2 anos –, mas precisamos ser justos: se não foi marcado nada na rodada passada, não deveria ter sido marcado nada ontem também.

Polêmicas à parte, agora somos líderes do campeonato – pelo menos até hoje à noite, quando o Atlético-MG enfrenta o Grêmio e pode retomar a ponta. Vamos secar!

Próximo jogo: 16/8, contra o Avaí, fora de casa, pelo Brasileirão.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Títulos – Campeonato Paulista de 1995

Após um período difícil, pode-se dizer que 1995 foi o ano da virada para o Corinthians. Nas temporadas de 1993 e 1994, até montávamos times fortes e conseguíamos realizar boas campanhas, mas, na hora de decidir o título, acabávamos batendo na trave. Foram três finais consecutivas (Paulista de 1993, Rio-São Paulo de 1993 e Brasileiro de 1994), todas elas contra o Palmeiras, e perdemos todas. Parecia que nunca chegaria a nossa vez.

No Campeonato Paulista, em especial, fazia sete anos que o Corinthians não conseguia ser campeão. Desde o último título, em 1988, as campanhas corinthianas nos estaduais também ficavam no "quase": fomos vice em 1991 e 1993 e terminamos na terceira colocação em 1989, 1990, 1992 e 1994.

Mas em 1995, ano em que tudo deu certo desde o início (com os títulos da Copa São Paulo de Juniores e da Copa do Brasil, passando até mesmo pelo Carnaval de São Paulo com a Gaviões da Fiel), conseguimos quebrar estas duas escritas: derrotar o Palmeiras em uma final e acabar com o curto, porém incômodo jejum de títulos estaduais.

O regulamento do Paulistão de 1995 previa que na primeira fase as 16 equipes se enfrentariam no sistema de pontos corridos em turno e returno. Apenas os sete melhores se classificariam para a fase seguinte; estes, somados ao primeiro colocado da segunda divisão paulista daquele mesmo ano, formariam o grupo das oito equipes que disputariam a segunda fase.

O Corinthians fez uma campanha bastante irregular nesta etapa, se classificando apenas na sexta posição, com 42 pontos em 30 jogos, mas a esperança era de que a equipe crescesse nos momentos decisivos, como costuma acontecer.

Na segunda fase, os oito clubes classificados foram divididos em dois grupos. Cada equipe enfrentaria seus adversários do grupo em turno e returno, e os vencedores de cada grupo fariam a grande final.

O Corinthians jogou no Grupo 2, junto com a Portuguesa, que inclusive havia feito a melhor campanha geral na primeira fase, mais Santos e União São João, e, como se esperava, cresceu muito de rendimento, tendo inclusive realizado a melhor campanha dentre as oito equipes. Assim, classificou-se para a final, que seria contra o Palmeiras, vencedor do Grupo 1, e com uma vantagem: jogaria pelo empate, exatamente por ter feito a melhor campanha da segunda fase.

Enfrentar o Palmeiras nessa final teve um sabor especial não apenas pela possibilidade de uma revanche, mas sobretudo porque aquele título valia a soberania em estaduais: empatados com 20 títulos paulistas, Corinthians e Palmeiras teriam a chance de decidir qual equipe chegaria à 21ª conquista, estabelecendo o recorde isolado no estado de São Paulo.

Ambas as partidas da final foram disputadas em Ribeirão Preto. No jogo de ida, em 30 de julho, saímos na frente, com Marcelinho, mas o excelente time do Palmeiras conseguiu o empate nos acréscimos do segundo tempo. Na segunda partida, em 6 de agosto, o Palmeiras abriu o placar, mas logo empatamos o jogo: outra vez Marcelinho fez o dele, em uma falta cobrada com perfeição, no ângulo direito do goleiro Velloso. Após dois resultados iguais, o regulamento previa que o campeonato seria decidido na prorrogação, na qual o Corinthians jogaria pelo empate por ter feito melhor campanha na fase anterior. Faltando dois minutos para o título, quando boa parte da torcida palmeirense já estava indo embora do estádio, Elivélton jogou a pá de cal: soltou uma bomba de pé esquerdo, de fora da área, que morreu no fundo do gol de Velloso. Um golaço! Gol da vitória, gol de campeão.

Foi a primeira vez que o Corinthians derrotou o Palmeiras em uma final direta (já havíamos sido campeões em cima deles na rodada decisiva do Campeonato Paulista de 1954, mas o torneio era disputado em pontos corridos), e, de quebra, ainda evitamos o tricampeonato do rival, que havia vencido os Paulistões de 1993 e 1994.


Time-base: Ronaldo; André Santos (Vítor), Célio Silva, Henrique e Silvinho; Zé Elias, Bernardo (Ezequiel), Marcelinho Carioca (Elivélton) e Souza (Marcelinho Paulista); Viola (Fabinho) e Marques (Tupãzinho). Técnico: Eduardo Amorim.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Pós-jogo: São Paulo 1x1 Corinthians

Campeonato Brasileiro 2015 – 17ª rodada

Podia ter sido uma rodada desastrosa. Enquanto nós tivemos como compromisso um clássico fora de casa, o Atlético-MG, nosso adversário direto ao título, tinha uma partida teoricamente muito mais fácil, contra o Goiás, atual 17º colocado na tabela. Portanto, se tudo desse muito errado – ou seja, se a gente tivesse perdido e o Atlético tivesse ganho – eles abririam 5 pontos de vantagem sobre nós.

Mas até que não foi de todo mal. Empatamos o nosso, eles empataram o deles, e segue tudo igual.

Quanto ao nosso jogo, pouco a dizer. Abrimos o placar com Luciano, após uma belíssima jogada pela esquerda de Uendel, e sofremos o empate, como sempre, com Luís Fabiano, que adora fazer gol no Corinthians. E que falha bizarra do Cássio no lance, espalmando para frente! Nas últimas rodadas, nos acostumamos com Walter no gol corinthiano, e realmente acho que ele merece a titularidade, pois vive uma fase muito superior à de Cássio. No fim ainda teve um pênalti polêmico não marcado a favor do São Paulo e a expulsão de Felipe. Foi isso: 1x1, e o nosso jejum de clássicos no ano só aumenta – não vencemos nenhum neste 1º turno.

Próximo jogo: 12/8, contra o Sport, em casa, pelo Brasileirão.

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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Ídolos – Ronaldo

Para muitos, o maior goleiro da história do Corinthians – e talvez do futebol nacional – foi Gylmar dos Santos Neves. Mas um dos maiores do Corinthians na posição em todos os tempos e sem sombra de dúvidas aquele com maior identificação com o clube é Ronaldo Soares Giovanelli, por sua raça, pelos 10 anos em que defendeu o gol corinthiano e principalmente por seu amor incondicional pelo Corinthians.

Nascido em São Paulo no dia 20 de novembro de 1967, Ronaldo iniciou nas categorias de base do Corinthians em 1979, após passar em uma peneira, e teve a oportunidade de fazer sua primeira partida no time principal em 1988, em um amistoso contra o São José. Terceiro goleiro corinthiano na época, era difícil para Ronaldo ter chances na equipe, pois os dois outros jogadores da posição eram atletas consagrados que haviam sido os titulares da Seleção Brasileira nas 2 Copas do Mundo anteriores: Valdir Peres, em 1982, e Carlos, em 1986. Com Valdir Peres dispensado e Carlos machucado, Ronaldo foi alçado à condição de titular na estreia do Paulistão de 1988, em um clássico contra o São Paulo, e de imediato virou herói: defendeu um pênalti do ídolo são-paulino Darío Pereyra, o que garantiu a vitória corinthiana por 2x1. Com o retorno de Carlos, Ronaldo voltou para o banco, mas por pouco tempo, pois uma nova contusão de Carlos, e sua posterior transferência para o futebol turco, recolocaram Ronaldo na meta corinthiana, desta vez em definitivo.

Já titular absoluto e acumulando excelentes exibições, conquistou em 1988 o seu primeiro título, o Campeonato Paulista. Dois anos depois, em 1990, operando verdadeiros milagres, especialmente nas partidas decisivas, Ronaldo se destacava como um dos jogadores de categoria, juntamente com o meia Neto e o zagueiro Marcelo, em uma equipe apenas esforçada, mas que fez história na inesquecível conquista do 1º título brasileiro do Corinthians. No ano seguinte, conquistaria mais um título nacional: o da Supercopa do Brasil de 1991.

Ronaldo também conquistou os títulos da Copa do Brasil de 1995, quando foi o destaque de uma defesa extremamente eficiente, que levou apenas 3 gols em 10 jogos; do Paulista daquele mesmo ano, quando finalmente conseguimos vencer uma final contra o Palmeiras, que vinha sendo uma pedra no nosso sapato nos 2 anos anteriores; e do Paulista de 1997, seu último com a camisa do Corinthians, tendo inclusive feito contra o São Paulo uma defesa em cima da linha na partida final, o que garantiu o título. Ronaldo também foi fundamental durante a péssima campanha corinthiana no Brasileiro de 1997: na última partida, contra o Flamengo, novamente fez uma defesa em cima da linha e evitou um resultado negativo que rebaixaria o Corinthians para a Série B.

Extremamente carismático e com um estilo próprio, adorando valorizar as suas defesas e fazendo pontes às vezes até um pouco exageradas e desnecessárias, Ronaldo era ídolo por natureza – qual criança corinthiana que cresceu nos anos 90 nunca gritou "Ronaaaaaaaaaaldo!" após uma defesa nas peladas de rua? No entanto, apesar de ídolo, seu temperamento difícil muitas vezes criava problemas para o próprio time. Não era incomum Ronaldo se envolver em algum tipo de confusão com adversários, com companheiros do próprio Corinthians e com a arbitragem – até com gandulas ele já discutiu durante as partidas – e acabar sendo expulso, prejudicando a equipe.

Exatamente pelo aspecto disciplinar, Ronaldo teve poucas oportunidades na Seleção Brasileira, apesar de ser um excelente goleiro. Há quem diga que seu temperamento difícil tenha sido a principal razão de suas poucas convocações e que talvez Ronaldo pudesse ter tido melhor sorte, mesmo com a alta concorrência de grandes goleiros na época. Além de ser convocado para poucos amistosos, participou de apenas um torneio oficial pela Seleção, como 3º goleiro: a Copa América de 1991, na qual foi vice-campeão.

Como quase todos os ídolos corinthianos, Ronaldo deixou o clube pela porta dos fundos: ainda que estivesse há 10 anos na equipe principal e fosse o capitão do time, após a chegada de Vanderlei Luxemburgo, em 1998, seu contrato não foi renovado, mesmo depois de o treinador ter garantido a Ronaldo que ele seria o pilar de sustentação de seu trabalho no Corinthians. Após sua saída, Ronaldo rodou por diversos clubes, mas jamais se firmou. Não tinha como – seu lugar sempre foi, e sempre será, a meta corinthiana.

Ronaldo também realizou outras atividades além do futebol profissional: fã de Elvis Presley, Ronaldo chegou a montar uma banda de rock, Ronaldo e os Impedidos, que teve suas músicas veiculadas com certa frequência nas rádios do país na 2ª metade da década de 90. Posteriormente, integrou a equipe de showbol do Corinthians, e nos dias de hoje é comentarista esportivo.

Ronaldo é o 3º jogador com mais partidas pelo Corinthians (601), atrás apenas de Wladimir e Luizinho, e o goleiro que mais vezes atuou pelo clube. Além disso, ganhou a Bola de Prata da revista Placar como melhor goleiro do país em 1990 e 1994.

Pelo Corinthians: 

Jogos:
602

Gols sofridos:
571

Títulos:
Campeonato Brasileiro: 1990
Copa do Brasil: 1995
Supercopa do Brasil: 1991
Campeonato Paulista: 1988, 1995 e 1997
Taças dos Invictos: 1988 e 1990
Troféu Ramón de Carranza: 1996
Copa Bandeirantes: 1994
Taça da Solidariedade: 1994

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Agenda – 6 de agosto

No dia 6 de agosto de:

  • 1995 Corinthians venceu o Palmeiras por 2x1 e conquistou o Campeonato Paulista de 1995, o 21º de sua história.
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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Corinthianos Famosos – Luan Santana

Nascido em Campo Grande-MS no dia 13 de março de 1991, o cantor Luan Santana, maior nome do sertanejo universitário, também é corinthiano roxo.


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Corinthianos Famosos – Pe Lanza

Outro corinthiano de sucesso é Pe Lanza, nascido em São Paulo no dia 14 de abril de 1992, vocalista e baixista da extinta banda Restart.


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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Corinthianos Famosos – Édgar Vivar, o Seu Barriga

Tudo começou devido a um episódio do Chaves em que Seu Barriga e Seu Madruga discutiam a respeito de futebol. No original, Seu Barriga é torcedor do Monterrey e Seu Madruga torce para o Guadalajara. Já na tradução brasileira, Seu Barriga é corinthiano, enquanto Seu Madruga é palmeirense. Foi o bastante para que o intérprete de Seu Barriga, o mexicano Édgar Vivar (nascido na Cidade do México em 28 de dezembro de 1944), fosse sempre associado ao Timão em todas as visitas que faz ao Brasil, e, consequentemente, acabasse criando um carinho pelo nosso Corinthians.


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