sexta-feira, 31 de julho de 2015

Gols Históricos – Cristian contra o São Paulo no Campeonato Paulista de 2009

Foi um golaço, dando a vitória de virada ao Corinthians nos últimos segundos da primeira partida da semifinal do Paulistão 2009, no dia 12 de abril. Mas histórica mesmo foi a comemoração de Cristian. Quem não se lembra do gesto direcionado à torcida tricolor após o gol?

Veja o gol no vídeo:


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Agenda – 31 de julho

No dia 31 de julho de:

  • 1988 Corinthians venceu o Guarani por 1x0 e conquistou o Campeonato Paulista de 1988, o 20º de sua história.

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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Títulos – Campeonato Paulista de 2009

Após a traumática queda no Campeonato Brasileiro em 2007 e o calvário da Série B em 2008, o Corinthians retomou o caminho para seus dias de glória em 2009, com os títulos do Paulistão e da Copa do Brasil.

A base que trouxe o time de volta à Série A e que havia chegado à final da Copa do Brasil em 2008 foi mantida em 2009, com um reforço que chamou a atenção do mundo todo: Ronaldo Fenômeno, um dos maiores jogadores de todos os tempos, campeão do mundo pela Seleção Brasileira e eleito três vezes o melhor jogador do planeta pela Fifa, foi anunciado como a nova contratação do Corinthians. Houve quem duvidasse de seu desempenho, pois ele novamente se recuperava de uma grave lesão que ameaçava interromper sua carreira e também lutava para se manter dentro de seu peso ideal, mas o trabalho feito pelo departamento médico corinthiano e a força de vontade do atacante fizeram com que ele ficasse 100% para conduzir a equipe a mais um título estadual apenas duas meses depois de sua estreia.

Na primeira fase do Campeonato Paulista de 2009, as 20 equipes se enfrentariam em turno único, com as quatro mais bem posicionadas avançando para as semifinais.

O Corinthians garantiu a terceira colocação com uma campanha apenas razoável (10 vitórias e nove empates em 19 partidas), normalmente vencendo seus jogos em casa e trazendo um empate das partidas como visitante.

O jogo de maior destaque dessa fase inicial foi o clássico contra o Palmeiras, em Presidente Prudente. O Palmeiras vencia por 1x0 até os 47 minutos do segundo tempo, quando Ronaldo, que tinha iniciado a partida no banco de reservas e havia estreado no clube apenas quatro dias antes, marcou de cabeça o gol de empate, após um escanteio cobrado por Douglas. O gol foi importante não apenas pelo resultado e por ser o seu primeiro com a camisa do clube, mas também por permitir que o Corinthians seguisse invicto na competição. Até a comemoração do gol foi inesquecível, com o alambrado se quebrando quando Ronaldo foi celebrar com os torcedores.

Nas semifinais, contra o São Paulo, não faltou emoção – e nem polêmica. Na partida de ida, no Pacaembu, o São Paulo abriu o placar ainda no primeiro tempo, Elias empatou logo em seguida e o 1x1 persistiu no placar até o último minuto de jogo, quando Cristian roubou uma bola no meio de campo e bateu de fora da área, virando a partida em 2x1 com um golaço. Na comemoração do gol, fez o gesto de uma das torcidas organizadas do adversário, a Independente, com os braços cruzados, mas erguendo também os dedos médios, fazendo gestos obscenos aos torcedores são-paulinos. Na partida de volta, no Morumbi, jogando pelo empate, o Timão abriu o placar com Douglas, e dois minutos depois, Ronaldo ampliou, decretando a vitória por 2x0. A comemoração do Fenômeno também foi memorável, imitando o gesto de Cristian, mas com os indicadores erguidos, e não os dedos médios, novamente em provocação aos rivais.

A final, contra o Santos, foi ainda mais memorável. A primeira partida, na Vila Belmiro, vista como um confronto difícil, foi um passeio: 3x1 para o Corinthians, com direito a um golaço de Ronaldo, encobrindo o goleiro Fábio Costa, gol classificado como "digno de uma Copa do Mundo" por ninguém menos que o Rei Pelé – que, aliás, estava presente no estádio mas resolveu ir embora após o terceiro gol corinthiano. Na partida de volta, o Santos precisaria fazer três gols para tirar o título das nossas mãos, mas não foi capaz: o jogo acabou empatado em 1x1. Assim, comemoramos mais um título paulista, e ainda por cima invicto, fato que não acontecia com o Corinthians desde 1938 e na história geral do Paulistão desde 1972.

A festa do título foi um tanto quanto constrangedora: o capitão William levantou a taça em uma espécie de guindaste, no qual foram lançados papéis picados e fogos de artifício. Resultado: os papéis picados pegaram fogo e o jogador acabou se queimando também, chegando até a derrubar a taça. Mas foi apenas um susto. Ninguém se machucou com o ocorrido e a comemoração seguiu normalmente.

Entraram na seleção do campeonato feita pelo jornal Diário de São Paulo nada menos do que sete jogadores corinthianos: Felipe, Alessandro, André Santos, Chicão, Elias, Cristian e Ronaldo, além do técnico Mano Menezes. Embora o próprio Fenômeno tenha afirmado que o destaque do Corinthians no campeonato tenha sido o volante Elias, Ronaldo foi eleito o melhor jogador do torneio pela Federação Paulista. Não é pra menos: é a imagem dele que ilustra o título paulista de 2009 na memória dos corinthianos, especialmente devido aos gols marcados contra Palmeiras e Santos.


Time-base: Felipe; Alessandro, Chicão, William e André Santos; Cristian, Elias e Douglas (Boquita); Jorge Henrique, Ronaldo (Souza) e Dentinho (Morais). Técnico: Mano Menezes.

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Pós-jogo: Corinthians 3x0 Vasco

Campeonato Brasileiro 2015 – 16ª rodada

Passeio em Itaquera!

Um Corinthians agressivo, com movimentações intensas e rápidas trocas de passes, mal tomou conhecimento do frágil Vasco da Gama, que apenas luta desesperadamente contra o rebaixamento.

Foi um dia com um olho no peixe e outro no gato: além de fazer a nossa parte vencendo, precisávamos secar o Atlético-MG, que recebia o São Paulo em jogo no mesmo horário, pois uma combinação de resultados poderia nos colocar na liderança. Não adiantou muito, pois o clube mineiro acabou goleando, e assim a ordem do dia passou a ser simplesmente vencer e manter a distância de 2 pontos para o líder. Deu certo: Corinthians 3x0, com gols de Renato Augusto, Gil (este, "meio na cagada", como o próprio explicou depois) e Elias.

Próximo jogo: 9/8, contra o São Paulo, fora de casa, pelo Brasileirão.

Veja os gols no vídeo:


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terça-feira, 28 de julho de 2015

Títulos – Torneio Rio-São Paulo de 2002

O tradicional Torneio Rio-São Paulo teve sua última edição disputada no ano de 2002. Com um nome ligeiramente diferente naquela temporada (Liga Rio-São Paulo), seu regulamento previa que 16 equipes, sendo oito de São Paulo e oito do Rio de Janeiro, se enfrentariam em turno único na primeira fase e que as quatro mais bem colocadas avançariam para as semifinais.

Em um campeonato marcado pelo domínio paulista (nenhuma equipe do Rio se classificou para a fase final), bastou ao Corinthians uma campanha regular (nove vitórias, quatro empates e duas derrotas) para lhe garantir a primeira posição na primeira fase, o que nos colocaria no chaveamento das semifinais contra o quarto colocado, o São Caetano, enquanto Palmeiras e São Paulo fariam o outro confronto.

O caminho do Corinthians para a final não seria fácil, pois o São Caetano atravessava um período excepcional: naquele semestre, chegaria à final da Libertadores e havia sido vice-campeão brasileiro nos dois anos anteriores, 2000 e 2001. Além disso, a equipe do ABC Paulista era uma verdadeira "asa negra" corinthiana e costumava levar vantagem nos confrontos contra o Corinthians.

No mata-mata, não haveria vantagem trazida da primeira fase para o time de melhor campanha; assim, em caso de empate, o que definiria o vencedor seria o aspecto disciplinar, ou seja, qual equipe recebeu menos cartões naquela fase da competição.

Na partida de ida da semifinal, com mando do São Caetano em pleno Pacaembu, empatamos em 1x1, gol de Ricardinho, resultado que nos obrigava a vencer a partida de volta devido ao número de cartões amarelos recebidos (quatro pelo Corinthians e três pelo São Caetano). A partida de volta, que já seria complicada o bastante, ficou ainda mais difícil após o São Caetano abrir o placar, mas com a expulsão de um jogador adversário, o Corinthians ficou em vantagem não apenas numérica mas também no aspecto disciplinar (um cartão vermelho para o São Caetano e nenhum para o Corinthians). Aproveitamos a vantagem e partimos para a virada: 3x1, com dois gols de Leandro e um de Rogério.

A final, contra o São Paulo, teve um sabor especial: havíamos acabado de eliminar o rival das semifinais da Copa do Brasil, quatro dias antes, em 1º de maio. Assim, enquanto eles buscavam revanche, nós procurávamos impor ao rival mais uma derrota em jogos decisivos. Na partida de ida, em 5 de maio, vitória corinthiana por 3x2, de virada, com um gol de Deivid, um de Leandro e um de Gil; na finalíssima, dia 12 de maio, o São Paulo até chegou a abrir o placar logo aos dois minutos de jogo, mas um golaço de falta de Rogério no segundo tempo empatou a partida em 1x1 e deu o 5º título do torneio para o Corinthians – recorde, junto com Palmeiras e Santos.

Treinado por Carlos Alberto Parreira, o time corinthiano de 2002 marcou época não apenas pelos resultados, mas principalmente por seu futebol eficiente, com valorização da posse de bola. A fase era tão boa que três dias depois do título do Rio-São Paulo já tínhamos uma nova final para disputar: a da Copa do Brasil, contra o Brasiliense, e novamente fomos campeões. Não é comum que equipes consigam vencer dois títulos na mesma temporada, e mais incomum ainda foi a façanha alcançada pelo Corinthians em 2002: dois títulos na mesma semana, sendo que no final do ano ainda seríamos vice-campeões brasileiros.


Time-base: Dida; Rogério, Fábio Luciano, Ânderson e Kléber; Fabrício (Fabinho), Vampeta (Batata) e Ricardinho; Leandro (Renato), Deivid e Gil. Técnico: Carlos Alberto Parreira.

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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Pós-jogo: Coritiba 1x1 Corinthians

Campeonato Brasileiro 2015 – 15ª rodada

Como dá raiva saber que mais uma vez, por pura covardia do nosso treinador, deixamos de somar 3 pontos fora de casa contra uma equipe fraquíssima, que tem tudo pra ser rebaixada! Recuar pra tentar segurar vitória por 1x0 contra time fraco quando se luta pra ser campeão é algo que eu nunca vou entender.

Desta vez, a caridade foi feita contra o "poderosíssimo" Coritiba, que atualmente ocupa a inglória 19ª colocação na tabela e, cá entre nós, vai jogar a Série B ano que vem, sem choro nem vela. Quando digo que fizemos uma "caridade", não estou escondendo o fato de que o Coritiba jogou muito bem, sufocando o Corinthians na 2ª etapa, e que mereceu até mesmo virar a partida. Estou simplesmente afirmando que se o Corinthians tivesse atuado com um mínimo de hombridade, não teria pensado 2 vezes em matar o jogo, fazendo 2x0, para aí sim começar a se defender.

Aliás, professor Tite, vai aí um recado que provavelmente ninguém te deu no seu estágio de 1 ano nos melhores clubes da Europa: não se planta um time na retranca quando o resultado está apenas 1x0. Quando se adota essa postura, pode acontecer exatamente o que vimos ontem: sofrer o empate aos 47 do 2º tempo. Fomos castigados por pura burrice, por pura teimosia.

São outros 2 pontos que vão fazer falta lá na frente, como já havíamos falado no empate contra o Goiás, pela 11ª rodada, também fora de casa. Enquanto isso, o Atlético-MG, com um futebol ofensivo, não dá um vacilo e continua somando pontos e aumentando o seu saldo. Assim fica difícil de correr atrás, não é mesmo?

Próximo jogo: 29/7, contra o Vasco, em casa, pelo Brasileirão.

Veja os gols no vídeo:


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sábado, 25 de julho de 2015

Agenda – 25 de julho

No dia 25 de julho de:

  • 1950 nasceu Vanderlei Eustáquio de Oliveira, o Palhinha, atacante que atuou no Corinthians de 1977 a 1980 e treinador do clube em 1989.

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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Pós-jogo: ABC 0x1 Corinthians

Amistoso

Sem compromissos oficiais no meio de semana, o Corinthians foi convidado pelo ABC, do Rio Grande do Norte, para uma partida muito especial na noite de ontem: um amistoso de comemoração do centenário da equipe potiguar.

Poucas pessoas estão familiarizadas com a história dos clubes que não são dos grandes centros, mas o ABC é um dos times mais tradicionais do Nordeste e ostenta dois recordes bastante interessantes: é uma das únicas equipes, juntamente com o América-MG, a vencer 10 títulos estaduais na sequência (seu decacampeonato foi conquistado entre os anos de 1932 e 1941) e possui o maior número de títulos estaduais dentre todos os clubes do Brasil, sendo campeão potiguar 52 vezes.

Para nós, o jogo foi uma oportunidade de testar peças diferentes – Tite levou 9 garotos da base e escalou vários jogadores que não têm muitas oportunidades no time principal, mas não só isso: foi mais uma prova da importância do Corinthians aos olhos dos adversários. Convites não faltam, seja para inaugurar o estádio do Atlético-PR no ano passado, seja para fazer jogo de festa no centenário do ABC ontem, atitudes importantíssimas para manter o nome do Corinthians sempre no topo, já que não é só pelo desempenho dentro de campo que se mede a grandeza de um clube.

Veja o gol no vídeo:


Próximo jogo: 26/7, contra o Coritiba, fora de casa, pelo Brasileirão.
      

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Agenda – 22 de julho

 No dia 22 de julho de:

  • 1928 ocorreu a inauguração da Fazendinha, em um amistoso contra o América-RJ. Placar: 2x2.
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  • 1950 nasceu Nelson Baptista Junior, o Nelsinho Baptista, treinador do Corinthians de 1990 a 1991, de 1996 a 1997 e em 2007.

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domingo, 19 de julho de 2015

Pós-jogo: Corinthians 1x0 Atlético-MG

Campeonato Brasileiro 2015 – 14ª rodada

O jogo era fundamental, de 6 pontos, contra o líder do Brasileirão, o Atlético-MG. Jogo que pode mexer com a história do campeonato, que dá moral pra quem ganha e abala a confiança de quem perde, que faz o torcedor da equipe vencedora acreditar ainda mais em um bom desempenho na busca do título. E deu Corinthians: 1x0, gol de Malcom.

Agora, ocupamos a vice-liderança, com 29 pontos – temos a mesma pontuação do próprio Atlético, mas nosso saldo de gols é menor. E o mais importante: estamos jogando bem. Tomamos um baita sufoco, é verdade, mas seguramos o adversário, honrando a melhor defesa da competição, e quando tivemos a oportunidade de abrir o placar, abrimos. É assim que tem que ser.

Veja o gol no vídeo:


Próximo jogo: 22/7, contra o ABC, fora de casa, em amistoso.

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sábado, 18 de julho de 2015

Agenda – 18 de julho

No dia 18 de julho de:

  • 1922 nasceu Cláudio, atacante que atuou no Corinthians de 1945 a 1957.

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    sexta-feira, 17 de julho de 2015

    Títulos – Campeonato Paulista de 1924

    Após conseguir o seu primeiro bicampeonato com os títulos de 1922 e 1923, o Corinthians partiu em direção a um inédito tri em 1924, campeonato que acabou ficando marcado por uma interrupção de um mês e meio devido à Revolução Tenentista, que estourou na capital paulista em julho daquele ano.

    O torneio, que seguia a fórmula de disputa dos dois anos anteriores, era disputado em dois turnos. No primeiro, cada uma das 12 equipes enfrentaria os demais adversários ao longo de 11 rodadas; as oito melhores avançariam para o segundo turno e se enfrentariam novamente, com os mandos de campo invertidos em relação ao primeiro turno. O campeão seria definido após a soma da pontuação das duas fases. E assim como havia acontecido no ano anterior, a Taça Ballor foi colocada em disputa, sendo oferecida à equipe que vencesse o primeiro turno da competição.

    Com seis vitórias seguidas nas primeiras seis partidas, incluindo as goleadas de 5x1 sobre a Portuguesa na estreia, 6x2 sobre o Internacional, 7x2 sobre a Associação Atlética das Palmeiras e 6x1 sobre o Santos, parecia que o título seria conquistado sem nenhuma dificuldade. Porém, a história começou a complicar a partir de então. Embora o Corinthians tenha conseguido vencer o primeiro turno da competição com sete vitórias e três derrotas em 10 jogos – e, consequentemente, tenha conquistado a Taça Ballor pela segunda vez em sua história –, o time atravessou uma sequência de jogos muito ruim, sendo derrotado quatro vezes em cinco partidas, uma delas exatamente pelo Paulistano, o seu principal adversário na competição, que acabou assumindo a liderança. Mas foi só um susto. O time voltou a jogar bem e os resultados tornaram a aparecer.

    Quis o destino que a última rodada do segundo turno, já em 11 de janeiro de 1925, fosse exatamente contra o Paulistano, a única equipe além do Corinthians que ainda tinha chances de título. Assim, a partida foi uma verdadeira final, na qual quem vencesse seria o campeão. E quem venceu foi o Corinthians, por 2x0, chegando assim ao seu quinto título paulista e alcançando o tricampeonato pela primeira vez.


    Time-base: Colombo; Grané e Del Debbio (Pinheiro); Gelindo, Gambarotta e Ciasca (Rafael); Peres, Neco, Rueda, Tatu e Rodrigues. Técnico: Guido Giacominelli.

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    quinta-feira, 16 de julho de 2015

    Títulos – Campeonato Paulista de 1923

    O ano de 1923 se iniciou para o Corinthians com a conquista do Campeonato Paulista de 1922 – pois o torneio se estendeu e acabou decidido apenas no dia 4 de fevereiro de 1923 – e terminou com outro título estadual, o Paulista de 1923, no primeiro bicampeonato de nossa história.

    A fórmula de disputa do torneio foi a mesma do ano anterior: o campeonato era disputado em dois turnos, com as 12 equipes enfrentando cada adversário uma única vez no primeiro turno e as oito melhores avançando para o segundo turno, no qual se enfrentariam novamente, também uma única vez, com os mandos de campo invertidos em relação ao primeiro turno.

    Esse campeonato apresentou uma particularidade: foi colocada em disputa a Taça Ballor, troféu que seria oferecido ao campeão do primeiro turno do Campeonato Paulista ao longo de boa parte da década de 1920.

    Essa prática era bastante comum nos torneios da época. No Paulista de 1922, por exemplo, tal medida já havia sido experimentada: o Corinthians recebeu a Taça Cidade de São Paulo pela conquista do torneio e também o Troféu Doutor Otávio Egídio por terminar o primeiro turno do campeonato na primeira colocação.

    No caso da Taça Ballor, havia um elemento que tornava tudo ainda mais interessante: a equipe que a levasse para casa por três vezes teria direito a sua posse definitiva. E logo no primeiro ano em que esse troféu estava em jogo, deu Corinthians, e com folgas: após nove vitórias e apenas um empate nas 10 partidas realizadas no primeiro turno do Paulista de 1923, conquistamos a Taça Ballor pela primeira vez.

    Com a base campeã do ano anterior mantida, não houve sustos na campanha vitoriosa. O Corinthians enfileirou vitórias arrasadoras, incluindo uma sequência de goleadas: 9x0 no Internacional, 5x2 no Germânia e 6x1 no São Bento, sem contar o 4x1 sobre o rival Palestra Itália.

    Como o primeiro turno foi vencido pelo Corinthians e a pontuação das duas fases era somada, trouxemos uma grande vantagem para a fase final, e o campeonato acabou se decidindo com quatro rodadas de antecedência, no dia 2 de setembro. O Corinthians fazia uma campanha quase perfeita, com 11 vitórias em 12 jogos, e venceu novamente – desta vez, o São Bento, por 3x0. Esse resultado, somado à derrota do Sírio, que era a única equipe que ainda poderia alcançar o Corinthians em pontos, nos deu nosso quarto título paulista e o inédito bicampeonato. No ano seguinte, chegaríamos ao inédito tri.


    Time-base: Colombo; Rafael (Pinheiro) e Del Debbio; Gelindo (Leone), Amílcar e Ciasca; Peres, Neco, Gambarotta (Apparício), Tatu e Rodrigues. Técnico: Guido Giacominelli.

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    quarta-feira, 15 de julho de 2015

    Títulos – Campeonato Paulista de 1922

    Em 1922, com 12 anos de existência e tendo conquistado os Campeonatos Paulistas de 1914 e 1916, o Corinthians entrou em uma de suas fases mais vitoriosas e gloriosas. O terceiro caneco de sua história, o Campeonato Paulista de 1922, foi memorável não apenas pelo título em si, mas pelo fato de iniciar tanto o nosso primeiro tricampeonato estadual (1922-1923-1924) como o domínio corinthiano na década de 1920 (venceríamos nosso segundo tri em 1928-1929-1930), com a impressionante marca de seis Paulistas conquistados em nove disputados. Com o terceiro tri, em 1937-1938-1939, chegaríamos a números jamais superados, apenas igualados recentemente pelo Santos: um tri-tri.

    Além disso, vencer o Paulista de 1922 iniciou outra tradição corinthiana: a de ser campeão dos torneios centenários. Em 1922 se comemorava o centenário da independência do Brasil, e futuramente venceríamos também os Paulistas de 1954, no IV centenário da fundação da cidade de São Paulo, e de 1988, no centenário da abolição da escravatura.

    O torneio era disputado em dois turnos. No primeiro, as 12 equipes se enfrentariam no sistema de todos contra todos; após 11 rodadas, as oito melhores avançariam para o segundo turno e se enfrentariam novamente, com os mandos de campo invertidos em relação ao primeiro turno. Quem obtivesse a maior pontuação somadas as duas fases seria o campeão.

    Apesar de termos em campo grandes jogadores do início de nossa história, como Neco, Tatu, Del Debbio e Gambarotta, e das goleadas que aplicamos nos adversários, como o 9x0 no Internacional e na Portuguesa, o 7x0 no São Bento e o 7x2 no Minas Gerais, não tivemos vida fácil na campanha de 1922. Começamos muito bem, já que vencemos o primeiro turno da competição com nove vitórias e apenas um empate e uma derrota em 11 jogos, o que nos garantiu a posse do Troféu Doutor Otávio Egídio, que homenageava Octávio Egydio de Oliveira Carvalho, importante jogador da década de 1910 que atuava como zagueiro pela A. A. das Palmeiras e pela Seleção Brasileira. Mas quase vimos tudo ir por água abaixo no final do segundo turno após sofrermos uma derrota para o Palestra Itália, clube que rodada após rodada se mantinha na briga com o Corinthians pelo título. Após essa derrota, não adiantava apenas vencer nossos jogos para sermos campeões: era preciso também secar o rival, que nos ultrapassou na tabela. No entanto, após três vitórias corinthianas seguidas, incluindo um sofrido 1x0 sobre o Sírio, e com a ajuda do Paulistano, que goleou o Palestra por 5x1 na penúltima rodada do campeonato, voltamos a depender apenas das nossas forças, pois bastava ao Corinthians vencer o próprio Paulistano na última partida do torneio para conquistar a taça. Foi exatamente o que aconteceu: já no começo do ano seguinte, em 4 de fevereiro de 1923, os gols de Tatu e Gambarotta deram ao Corinthians a vitória por 2x0, a Taça Cidade de São Paulo, oferecida pelo prefeito Firmiano Pinto ao vencedor do torneio, e o título de campeão do centenário da independência.

    Ainda tivemos o artilheiro da competição: Gambarotta, com 19 gols.


    Time-base: Mário; Rafael (Nando) e Del Debbio (Garcia); Gelindo, Amílcar e Ciasca; Peres, Neco, Gambarotta, Tatu e Rodrigues. Técnico: Guido Giacominelli.

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    segunda-feira, 13 de julho de 2015

    Pós-jogo: Flamengo 0x3 Corinthians

    Campeonato Brasileiro 2015 – 13ª rodada

    Ao longo dos últimos dias, muito se falou do confronto de ontem, que seria o 1º Corinthians x Flamengo após a equipe rubro-negra contratar os ex-jogadores corinthianos Guerrero e Emerson Sheik. Porém, devido a um acordo entre as diretorias dos dois clubes, foi decidido que os atletas não entrariam em campo. Talvez tenha feito falta para o Flamengo, pois o Corinthians aplicou uma sonora goleada: 3x0, fora o baile.

    Embora o jogo tenha sido disputado no Maracanã, parecia que jogávamos em casa tamanha era a facilidade com que nossa equipe passeava em campo. A vitória, que não vinha no Maracanã desde 2007, em um 3x2 contra o Botafogo (contra o Flamengo no estádio, não vencíamos desde 2002) foi a primeira após a reforma do Maraca e teve um sabor especial: foi demais ver o Guerrero na torcida, olhando tudo com aquela cara de "Ai meu Deus, olha a besteira que eu fui fazer...".

    Nitidamente o Corinthians voltou a jogar bem nas últimas partidas. Pode não ser aquele futebol envolvente do começo do ano, mas as trocas de passes, a movimentação dos jogadores e, principalmente, a qualidade do meio-campo voltaram a funcionar. É isso que queremos ver.

    Seguimos no G4 – atualmente, estamos na 3ª posição. E semana que vem tem o jogo mais importante do campeonato até aqui: o pega é contra o líder, Atlético-MG, na nossa Arena.

    Veja os gols no vídeo:


    Próximo jogo: 18/7, contra o Atlético-MG, em casa, pelo Brasileirão.

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    sábado, 11 de julho de 2015

    Agenda – 11 de julho

    No dia 11 de julho de:

    • 1920 ocorreu a histórica goleada de 11x0 sobre o Santos, a maior da história do confronto.

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      sexta-feira, 10 de julho de 2015

      Pós-jogo: Corinthians 2x0 Atlético-PR

      Campeonato Brasileiro 2015 – 12ª rodada

      Parece que o fator casa voltou a fazer a diferença no Timão: desta vez, a vítima na Arena Corinthians foi o Atlético-PR, derrotado por 2x0.

      Entramos no G4, seguimos a 3 pontos do líder e continuamos mostrando cada vez mais força. Vamos passo a passo.

      Agora o adversário será o Flamengo, no domingo, mas sem as presenças de Guerrero e Sheik, novas contratações rubro-negras, devido a um acordo entre as diretorias dos dois clubes.

      Veja os gols no vídeo:


      Próximo jogo: 12/7, contra o Flamengo, fora de casa, pelo Brasileirão.

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      Agenda – 10 de julho

      No dia 10 de julho de:

      • 1954 Corinthians venceu o Palmeiras por 1x0 e conquistou o Torneio Rio-São Paulo de 1954, o 3º de sua história.
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      quarta-feira, 8 de julho de 2015

      Ídolos – Zé Maria

      Alguns jogadores se destacam por sua técnica; outros, pela raça. Mas há casos especiais em que as duas qualidades se fundem em um só atleta. É o caso de Zé Maria – ou José Maria Rodrigues Alves, nascido em Botucatu, no interior de São Paulo, no dia 18 de maio de 1949.

      Considerado o maior lateral-direito do Corinthians em todos os tempos, Zé Maria era técnico e habilidoso o suficiente para ter defendido a Seleção Brasileira por 10 anos, de 1968 a 1978 (foi campeão mundial em 1970, titular na campanha brasileira na Copa de 1974 e só não disputou o Mundial de 1978 porque se machucou às vésperas do torneio), mas também tinha a raça e a determinação como algumas de suas principais qualidades, que, aliadas a um invejável porte físico e um fôlego interminável, lhe renderam os apelidos "Super Zé", "Muralha" e "Cavalo de Aço" (este, em alusão a uma novela da Rede Globo dos anos 70) e lhe garantiram um lugar eterno na galeria dos Deuses da Raça corinthianos.

      Torcedor corinthiano desde criança, Zé Maria chegou a declarar que jogaria no Corinthians até mesmo de graça. Seu pai também era corinthiano, e Zé Maria lhe prometeu que um dia defenderia seu clube do coração e que conquistaria pelo menos um título para ele.

      Sua carreira profissional começou na Ferroviária de Botucatu. Depois, jogou na Portuguesa, clube de onde veio para o Corinthians após uma negociação conturbada, em 1970. Em tempos de jejum, suas primeiras campanhas de destaque no Timão foram os vices no Paulista de 1974 e no Brasileiro de 1976, mas já no ano seguinte seria um dos principais nomes da campanha histórica no Paulista de 77, no qual ocorreu a quebra do jejum de títulos. Inclusive, o gol da redenção surgiu de seus pés: foi Zé Maria quem cobrou a falta e alçou a bola na área para que, após um bate-rebate, Basílio marcasse o gol que nos tirou da fila de 23 anos.

      Outro momento marcante de Zé Maria com a camisa do Corinthians ocorreu na primeira partida da final do Paulista de 1979, novamente contra a Ponte Preta, quando ele acabou sofrendo um sangramento devido a um corte profundo no supercílio. Zé Maria se recusou a deixar o gramado, literalmente dando o sangue pelo Corinthians. A imagem do Super Zé com a camisa ensanguentada é, até hoje, símbolo máximo da raça corinthiana em todos os tempos, tendo inclusive recebido uma homenagem no Pacaembu anos depois, em 2013, e merecido o lançamento oficial de uma réplica na loja oficial do clube.

      Após os títulos paulistas de 1977 e 1979, Zé Maria voltou a vencer um estadual em 1982, época da Democracia Corinthiana, e em 1983, ano em que chegou a parar de jogar e foi eleito democraticamente por seus colegas o novo treinador da equipe. Mas, após 10 jogos no comando, ele entregou o cargo a Jorge Vieira e voltou para os gramados, tornando-se campeão paulista como jogador pela quarta vez.

      Alem de títulos, Zé Maria também tem conquistas individuais, tendo recebido a Bola de Prata da revista Placar como melhor lateral-direito do país em 1973 e 1977.

      O final de sua carreira foi emocionante. Na despedida, enquanto a torcida tirava a sua camisa, Zé Maria afirmou: “Estão tirando um pedaço de mim”. A paixão de Zé Maria pelo Corinthians é tão grande que no memorial corinthiano está exposta uma camiseta sua com a frase “a esse clube que durante muitos anos foi a minha própria vida”. Sua despedida oficial foi em um Corinthians x Palmeiras, no Morumbi, mas Zé Maria nem chegou a entrar em campo. Apenas deu a volta olímpica, e foi aplaudido pelo estádio todo, inclusive pelos torcedores rivais.

      Pelo Corinthians:

      Jogos:
      595

      Gols:
      17

      Títulos:
      Campeonato Paulista: 1977, 19791982 e 1983

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      terça-feira, 7 de julho de 2015

      Agenda – 7 de julho

      No dia de julho de:

      • 1968 nasceu Pedro Francisco Garcia, o Tupãzinho, meio-campista que atuou no Corinthians de 1990 a 1996.

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        segunda-feira, 6 de julho de 2015

        Pós-jogo: Goiás 0x0 Corinthians

        Campeonato Brasileiro 2015 – 11ª rodada

        Como era de se esperar, o Corinthians não conseguiu vencer uma equipe da parte inferior da tabela: ficamos apenas no 0x0 com o fragilíssimo Goiás. Mas até que não jogamos mal, e o que importa é que seguimos a 3 pontos de distância do líder.

        Próximo jogo: 9/7, contra o Atlético-PR, em casa, pelo Brasileirão.

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        sábado, 4 de julho de 2015

        Agenda – 4 de julho

        No dia 4 de julho de:

        sexta-feira, 3 de julho de 2015

        Pós-jogo: Corinthians 2x0 Ponte Preta

        Campeonato Brasileiro 2015 – 10ª rodada

        Lição de casa feita: em duas partidas seguidas jogando na nossa arena, somamos os 6 pontos que, cá entre nós, eram obrigação.

        O mais incrível é ver nosso querido técnico recuar o time nas duas partidas após marcarmos o 1º gol. Detalhe: não estávamos enfrentando o Bayern de Munique fora de casa, mas os todo-poderosos Ponte Preta e Figueirense NO NOSSO ESTÁDIO! Ontem quase o tiro saiu pela culatra, pois a Ponte começou a querer mandar no jogo e se não fossem as atuações excepcionais de Gil e Cássio, que seguraram tudo lá atrás, a gente tava ferrado.

        Domingo tem jogo contra o Goiás, que atualmente se encontra na zona de rebaixamento. Não se surpreendam se a gente não pontuar.

        Próximo jogo: 5/7, contra o Goiás, fora de casa, pelo Brasileirão.

        Veja os gols no vídeo:


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