sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Títulos – Campeonato Brasileiro de 1998

Para contar a história do Campeonato Brasileiro de 1998, conquistado pelo Corinthians, precisamos voltar para o Brasileirão do ano anterior, 1997, quando fizemos uma das piores campanhas de nossa história na competição e só escapamos do rebaixamento na última rodada, após uma polêmica vitória por 2x0 sobre o Goiás no Serra Dourada acompanhada de gritos de "marmelada" dos torcedores rivais. 

Tamanha vergonha serviu para limpar a casa e fazer com que o time se organizasse decentemente para a próxima temporada. Para isso, a diretoria anunciou como novo técnico Vanderlei Luxemburgo, tido como um dos maiores, ou talvez o maior, treinador à época. Porém, o vice-campeonato paulista de 1998 e as péssimas campanhas em todas as outras competições disputadas na temporada (Torneio Rio-São Paulo, Copa do Brasil e Copa Mercosul) pareciam indicar que o ano seria terrível. Mas o time mostraria sua força no segundo semestre, no Brasileirão, levantando essa taça pela segunda vez em sua história.


O regulamento da competição previa que as 24 equipes se enfrentariam no sistema de pontos corridos em turno único. Após 23 rodadas, as oito equipes mais bem posicionadas avançariam para o mata-mata.

Competitivo desde as primeiras partidas, o Corinthians assumiu a terceira posição na tabela logo na terceira rodada e não deixaria mais o G4, chegando inclusive a liderar o campeonato por 15 rodadas seguidas. Após alguns resultados irregulares, entregamos a liderança de bandeja para os rivais Santos e, posteriormente, Palmeiras, mas retomamos a liderança exatamente na última rodada. 

Em uma época que o formato do Campeonato Brasileiro era misto, ou seja, com primeira fase seguida de mata-mata, ser o primeiro colocado era uma grande vantagem, pois levava o time a enfrentar o oitavo colocado na classificação geral – teoricamente, uma equipe mais frágil – nas quartas de final. Só que nosso adversário seria o ótimo time do Grêmio, que historicamente sempre dá trabalho para o Corinthians em decisões. E, realmente, não foi moleza: na primeira partida, fora de casa, o Corinthians conquistou um excelente resultado, vencendo por 1x0, com gol de Rincón, mas no segundo jogo, o Grêmio conseguiu nos vencer no Pacaembu, por 2x0. Como na época o saldo de gols não era um critério de desempate, foi necessária uma terceira partida, pois o regulamento previa que cada confronto da fase final seria disputado em três jogos, exceto em casos em que a mesma equipe vencesse as duas primeiras partidas, e que, caso houvesse a necessidade desse terceiro jogo, a equipe de melhor campanha teria o mando de campo e a vantagem do empate. Assim, a partida decisiva seria jogada também no Pacaembu, devido à melhor campanha da nossa equipe na primeira fase, e o 1x0, com gol de Edílson, carimbou a classificação corinthiana para a semifinal. 

Enfrentaríamos na semi um rival paulista: o Santos. No clássico alvinegro também não tivemos vida fácil. Na partida de ida, disputada na Vila Belmiro, saímos na frente, com Gamarra, mas sofremos a virada no final da partida, com um gol de Viola, ex-jogador do Corinthians. Vencemos a volta em casa por 2x0, gols de Marcelinho e Edílson, e novamente foi necessário um jogo-desempate para definir quem ficaria com a vaga. No Pacaembu, o Santos saiu na frente, novamente com Viola, mas empatamos com Edílson. Mais uma vez a melhor campanha na primeira fase nos favoreceu, pois o empate já bastava para garantir o Corinthians na finalíssima.

Assim, chegamos à nossa quarta decisão de Campeonato Brasileiro. Nosso adversário seria o Cruzeiro, que embora tivesse feito apenas a sétima melhor campanha na primeira fase, cresceu muito na fase decisiva, tendo eliminado o fortíssimo Palmeiras e a Portuguesa para chegar à final.

A decisão, em 13 de dezembro, começou no Mineirão, e o Cruzeiro abriu 2x0 ainda no primeiro tempo. Após a volta do intervalo, Dinei marcou o gol que trouxe o Corinthians novamente para a disputa, e apenas três minutos depois, Marcelinho empatou o jogo em 2x2, o que seria o resultado final. Na segunda partida, no Morumbi, em 20 de dezembro, Marcelinho abriu o placar, mas o Cruzeiro conseguiu o empate pouco depois. Na terceira partida, em 23 de dezembro, novamente no Morumbi, o 0x0 que nos daria o título persistia no placar até os 25 do segundo tempo, quando Edílson fez a Fiel explodir com mais um gol. Dez minutos depois, o também decisivo Marcelinho fez o segundo e decretou o bicampeonato alvinegro. 

Começava assim uma das gerações mais vitoriosas da história do clube e que apresentava um futebol de encher os olhos, jogando em um nível poucas vezes visto nos nossos mais de 100 anos. No ano seguinte, seríamos tri, e, na sequência, campeões do mundo.



Time-base: Nei; Índio, Batata (Cris), Gamarra e Sylvinho; Gilmar (Amaral), Vampeta, Rincón (Ricardinho) e Marcelinho Carioca; Mirandinha (Didi) e Edílson (Dinei). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Pós-jogo: Corinthians 2x0 Luverdense

Copa do Brasil 2013 – Oitavas de final: segundo jogo

Apesar de mais uma exibição bastante abaixo do esperado, o Corinthians cumpriu o seu papel: eliminou o Luverdense pelas oitavas de final da Copa do Brasil e evitou um vexame histórico.

Além das atuações horríveis de alguns jogadores (Guerrero fez, sem nenhuma dúvida, o seu pior jogo com a camisa do Corinthians, além de ter perdido um gol inacreditável), o time teve coragem de tomar sufoco do adversário mais uma vez, como já havia acontecido na trágica partida de ida. Mas no final das contas os gols de Alexandre Pato e Fábio Santos salvaram a pátria.

Nas quartas, nosso adversário será o Grêmio, que passou ontem pelo Santos. Jogando a bolinha que a gente vem jogando, precisamos reconhecer: o favoritismo é todo deles.

Veja o gol no vídeo:

        

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Pós-jogo: Vasco 1x1 Corinthians

Campeonato Brasileiro 2013 – 16ª rodada

Na tarde de ontem, mais uma vez, o Corinthians não conseguiu um bom resultado e desperdiçou uma grande chance de somar 3 pontos – apenas empatou em 1x1 com o Vasco em campo neutro (em Brasília, seguindo o que muitos clubes cariocas vêm fazendo neste Brasileirão). 

Assim que a bola rolou já ficou claro que o Corinthians vinha disposto a apagar a péssima imagem da partida contra o Luverdense. O time já começou diferente: todo mundo correu, se esforçou e demonstrou aquela vontade que tanto cobramos. A recompensa veio logo aos 3 minutos: um golaço de Guerrero.

Aí, o roteiro é aquele que a gente já conhece muito bem: o time diminui o ritmo, deixando o adversário jogar, e começa a tomar a maior pressão. De repente o Vasco começou a gostar do jogo, a coisa foi piorando e a nossa defesa teve que trabalhar sem parar. Ok que ela funciona bem, mas não é intransponível, e de tempos em tempos sofre gols. Ontem sofreu... o Vasco conseguiu o empate, e a reação corinthiana também não é nada surpreendente: parece se contentar em trazer um ponto pra casa, tomando sufoco atrás de sufoco, e quando parte pra cima parte sem um mínimo de objetividade.

Pra piorar, Tite, grande responsável pela atual queda de rendimento da equipe, faz das suas. Além de colocar em campo as mesmas figurinhas carimbadas de sempre (Romarinho e Pato, que parecem competir com Sheik pra ver quem é o atacante mais inútil do elenco), quando quer inventar alguma coisa faz as famosas presepadas de Professor Pardal. Ou será que é normal tirar um centroavante pra colocar um lateral no final do jogo, e ainda por cima um prestes a se aposentar, quando se precisa de um gol pra trazer a vitória, se manter no G4 e brigar pelo título? 

Agora é torcer pra não ver um vexame histórico na quarta-feira e esperar que a gente consiga pelo menos uma vaguinha na Libertadores do ano que vem. Porque quando a gente vê uma atitude tipicamente covarde como essa, já dá pra ter certeza que taça não vem. 

Veja os gols no vídeo:


       

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Pós-jogo: Luverdense 1x0 Corinthians

Copa do Brasil 2013 – Oitavas de final: primeiro jogo

Ridículo. Patético. Vergonhoso.

Dê o nome que quiser, mas o fato é que o Corinthians perdeu para o graaaaaaaaaande Luverdense em sua primeira partida na Copa do Brasil.

Sim, o graaaaaaaaaande Luverdense, do Mato Grosso – um estado com tradição quase zero no futebol –, que joga a série C do Campeonato Brasileiro, que foi fundado há apenas 9 anos, que preparou um show e instalou arquibancadas móveis para ampliar a capacidade do estádio em um simples jogo de oitavas de final da Copa do Brasil.

Mas o pior de tudo é que o resultado foi mais que justo. Não parecia Luverdense x Corinthians, parecia Luverdense x Luverdense. Aliás, parecia que os times tinham trocado de camisa: enquanto o Luverdense jogou com inteligência e realmente acreditou que pudesse vencer, o Corinthians se comportou como time pequeno e adotou uma postura passiva durante os 90 minutos. Merecemos perder.

A verdade é que o Corinthians achou que ganharia o jogo na hora que quisesse. Isso já ficou claro desde a escalação do Tite, que resolveu poupar alguns titulares. Quem entrou não teve o menor comprometimento com o time ou respeito com a camisa, e ainda é um mistério o que caras do nível de Ibson estão fazendo no Corinthians. Mais misterioso ainda é o futebol apresentado por Emerson, Danilo, Romarinho e Pato. Quando esses caras vão voltar a jogar decentemente (ou, no caso do Pato, COMEÇAR a jogar)?

O Emerson, aliás, é um caso a parte: de que adianta dar selinho em amigo pra mostrar que não tem preconceitos e depois querer dar uma de machão em campo arrumando briga e acabar sendo expulso? Já Pato, sem comentários. Como um jogador que custou 40 milhões não consegue dar um único drible em zagueiros de terceira divisão?

Mas verdade seja dita: o gol dos caras foi irregular. O atacante dominou a bola com a mão antes de finalizar. Só que não tem perdão. Time do nível do Luverdense a gente não pode deixar nem pegar na bola.

O Corinthians é movido a críticas, isso todos já sabemos. Foi preciso um Tolima para ganharmos o Brasileirão de 2011, foi preciso uma Ponte Preta para ganharmos a Libertadores em 2012. Talvez o vexame de ontem dê um chacoalhão no elenco e faça os caras jogarem pra vencer tanto o Brasileirão como a própria Copa do Brasil.

Vergonha na cara é o mínimo que o torcedor corinthiano exige do time, e é fato: isso tem faltado nos últimos meses.

Veja o gol no vídeo:

   

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Pós-jogo: Corinthians 1x0 Coritiba

Campeonato Brasileiro 2013 – 15ª rodada

Se foi ou não foi pênalti ninguém vai entrar em um acordo nunca, mas o fato é que o Corinthians venceu o Coritiba em casa, somou 3 pontos e já ocupa a 4ª posição no campeonato.

É claro que já começou o mimimi de apito amigo a favor da gente. Mas do pênalti inexistente a favor do São Paulo e do gol impedido do próprio Coritiba na rodada passada, ninguém fala.

Veja o gol no vídeo:

     

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Pós-jogo: Fluminense 0x0 Corinthians

Campeonato Brasileiro 2013 – 14ª rodada

Empate com o Fluminense no Maracanã, na teoria, até pode ser considerado um bom resultado. O que não dá mais pra aturar é outro empate contra equipes caindo aos pedaços, como já havia acontecido com Santos e São Paulo, e a apatia que toma conta de nosso elenco ao longo desse campeonato.

É impossível não elogiar uma equipe que sofreu apenas 6 gols em 14 partidas, mas não há como deixar de enxergar a deficiência técnica de grande parte dos jogadores e principalmente a falta de capacidade do nosso ataque em colocar a bola pra dentro. Será que vale a pena ter a melhor defesa do campeonato e o 3º pior ataque? Mais uma vez somos o time que mais empata no campeonato (7 empates, exatamente metade das partidas disputadas), igual aconteceu no Paulistão deste ano. Só que no Brasileirão não existe boi de se classificar em 5º e definir no mata-mata como ocorreu no estadual. Pontos corridos premia a regularidade – e regularidade, definitivamente, não é o ponto alto deste Corinthians.

Nosso próximo compromisso é no domingo, contra o Coritiba, no Pacaembu.
         

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Corinthianos Famosos – Tom Zé

Um dos maiores nomes da música nacional, o baiano Tom Zé, nascido em Irará no dia 11 de outubro de 1936, não poderia ter escolhido melhor o seu time do coração.

Fanático pelo Timão, Tom Zé já escreveu várias músicas relacionadas ao clube. Veja a seguir:

Corinthians, Hino do Centenário

As fadas, musas, olímpias,
Todas elas se dizem Corinthians
Eratos, Euterpes, Urânias
Quietinhas, mas corinthianas

Dia de jogo logo cedo
O que se passa comigo é segredo
Coração bate que pula
Senhor São Jorge é quem me segura
Mas o Corinthians vai crescer, crescer, crescer
Com a vibração daquela fé
Tenha ela o nome que quiser
Força, magia, tradição
Porque se o inimigo tem truque nos pés o Corinthians tem 1910

Ê Coringão, vambora meu Coringão
Ê Coringão, 100 anos de tradição
Ê Coringão, vambora meu Coringão
Ê Coringão, guerreiro, time, Timão


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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Pós-jogo: Corinthians 2x0 Vitória

Campeonato Brasileiro 2013 – 13ª rodada

Há tempos não víamos uma rodada tão corinthiana: antes de seu início estávamos na 8ª colocação – o tal do G8 que Tite estabelceu como meta inicial para a nossa recuperação no campeonato –, mas aí a rodada começou e vimos TODOS os times que estavam na nossa frente tropeçando, TODOS, sem exceção (até mesmo os líderes Botafogo e Cruzeiro empataram). O mais importante de tudo foi fazermos a nossa parte: 2x0 no Vitória, vencendo e convencendo, com um futebol de qualidade.

Com o resultado, garantimos 10 dos últimos 12 pontos disputados e chegamos ao G4, o que era o passo seguinte estabelecido por nosso treinador. A 4 pontos dos líderes, agora a meta é o topo da tabela.

Veja os gols no vídeo:

         

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Pós-jogo: Santos 1x1 Corinthians

Campeonato Brasileiro 2013 – 12ª rodada

A arrancada do Corinthians rumo ao topo da tabela foi interrompida na noite de ontem, quando apenas empatamos em 1x1 com o Santos na Vila Belmiro.

Não podemos dizer que um empate fora de casa em um clássico é um mau resultado, especialmente contra um time que tomou de 8 do Barcelona e voltou pra casa mordido pra mostrar serviço. O problema foi o nosso desempenho: tivemos as manhas de abrir o placar aos 3 minutos de jogo, dominamos o primeiro tempo – mas não ampliamos – e fomos martelados durante toda a segunda etapa, até que sofremos o empate. O time se comportou de forma apática, não partiu pra cima na busca da vitória e, pra piorar, as alterações não surtiram o menor efeito (Pato entrou em campo mas não deu um mísero chute a gol, e não era o único culpado – a bola chegava nele, por acaso?).

Se a vitória tivesse vindo, estaríamos neste momento comemorando nossa entrada no G4. Com o empate, temos que amargar a 8ª posição.

Veja os gols no vídeo:

       

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Pós-jogo: Criciúma 0x2 Corinthians

Campeonato Brasileiro 2013 – 11ª rodada

Na tarde de ontem, vencemos o frágil Criciúma por 2x0 fora de casa e pela primeira vez conseguimos 2 vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro deste ano.

Os 2 gols foram marcados ainda na 1ª etapa: o 1º foi de Renato Augusto (QUE TEM QUE SER TITULAR), um golaço de fora da área após um lindo corte em seu marcador, e o 2º foi de Guerrero, após pênalti sofrido por Edenílson.

Já estamos no G8, e o próximo passo é o G4. Quarta-feira tem o Santos na Vila Belmiro, e a gente tem que vencer pra embalar.

Veja os gols no vídeo:

         

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Pós-jogo: Corinthians 2x0 Grêmio

Campeonato Brasileiro 2013 – 10ª rodada

Após 3 rodadas sem vencer no Brasileirão e 3 partidas consecutivas sem marcar gols no Pacaembu, o Timão voltou a se encontrar em campo na noite de ontem e venceu o Grêmio por 2x0.

Ok, no primeiro gol Emerson estava impedido, mas foi uma questão de centímetros – tanto que nem a zaga do Grêmio reclamou. O importante é que somamos mais 3 pontos e nos aproximamos do G4. Já ocupamos a 8ª posição.

Veja os gols no vídeo: