quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Títulos – Mundial de Clubes da FIFA de 2012


Em 2000, o Corinthians foi campeão do primeiro Mundial de Clubes organizado pela FIFA. Como todos nós sabemos, o torneio foi disputado no Brasil, e o Corinthians obteve sua vaga como representante do país-sede, pois era o campeão brasileiro na época. Apesar da grande glória da conquista e por mais que o Corinthians não tenha a menor culpa em relação aos critérios adotados pela FIFA na organização do torneio, muitos consideram que seja um título "com asterisco", pois pela primeira (e até hoje única) vez um time foi coroado campeão mundial sem ter antes conquistado um título continental. Há, inclusive, quem diga que "para ser campeão do mundo é preciso atravessá-lo".

Pois bem. O Corinthians esperou pacientemente a sua chance de conquistar a América e voltar a disputar o Mundial, o que ocorreu no dia 4 de julho de 2012, quando conseguimos o título inédito da tão sonhada Taça Libertadores. Com isso, foi garantindo o direito do clube de disputar o Mundial e tentar colocar o seu nome no topo do mundo novamente – só que do outro lado do planeta, no Japão. Dessa vez, buscando um título incontestável.

Antes do embarque para o Mundial, todos já tinham a certeza de que a torcida invadiria o Japão. Na noite da despedida, em 3 de dezembro, cerca de 15 mil torcedores tomaram o aeroporto de Guarulhos para dar adeus à equipe e desejar sorte aos guerreiros corinthianos. O número de torcedores que embarcaria ao Japão também seria assustador: pela primeira vez a Fifa precisou abrir lotes extras de ingressos, tamanha era a procura por parte dos torcedores do Timão. Assim como já havíamos feito no Rio de Janeiro em 1976 e em 2000, em Buenos Aires em julho de 2012 e em tantas outras ocasiões ao longo de nossa história, uma nova invasão estava pra acontecer no Japão. Aos gritos de "Vai, Corinthians!", as cidades de Toyota e Yokohama foram tomadas por bandos de loucos, milhares de torcedores apaixonados.

De acordo com o regulamento do torneio, o campeão sul-americano e o europeu se classificavam automaticamente para as semifinais, cada um em um lado da chave, enquanto os demais participantes se enfrentavam nas fases preliminares. Assim, chegamos ao Mundial sabendo que enfrentaríamos o Sanfrecce Hiroshima, do Japão (campeão japonês de 2012 e representante do país-sede), o Auckland City, da Nova Zelândia (campeão da Liga dos Campeões da OFC de 2011-12), ou o Al-Ahly, do Egito (campeão da Liga dos Campeões da CAF de 2012), nas semifinais, e que caso avançássemos às finais, enfrentaríamos o Ulsan Hyundai, da Coreia do Sul (campeão da Liga dos Campeões da AFC de 2012), o temido Monterrey, do México (campeão da Liga dos Campeões da Concacaf de 2011-12), ou o poderoso Chelsea, da Inglaterra (campeão da Liga dos Campeões da Uefa de 2011-12). Mas o duelo que todos projetavam na finalíssima era mesmo Corinthians x Chelsea. Com isso, milhares de camisas do time inglês foram compradas pelos "anti" ao longo do semestre. E, como sempre, tanta torcida contra nosso time só nos daria ainda mais força.

Estreamos no torneio em 12/12/12, contra o Al-Ahly, a equipe mais tradicional e vencedora do continente africano, que tinha como motivação honrar seus torcedores mortos na Tragédia de Port Said (em fevereiro de 2012, jogadores e torcedores do Al-Ahly foram atacados pela torcida do Al-Masry em uma partida do campeonato local, com um saldo de 73 mortos e mil feridos). Mesmo assim, o time egípcio era muito limitado tecnicamente, e logo fizemos 1x0, com um gol de cabeça de Guerrero. Mal sabíamos que o predestinado atacante peruano, que quase foi cortado do Mundial por contusão, seria o herói daquela partida e também da final... Como se esperava, o estádio da cidade de Toyota estava tomado pelos torcedores do Corinthians, e os jogadores se sentiram em pleno Pacaembu. Só que o nosso desempenho foi de um nível bem abaixo do esperado. A equipe africana cresceu no jogo e passamos o maior sufoco, especialmente no segundo tempo, e avançamos para a final com essa vitória magra, esperando por uma atuação melhor contra o Chelsea, que no dia seguinte se classificaria para a decisão derrotando o Monterrey por 3x1 de modo mais que convincente.

Na finalíssima, dia 16, o Brasil acordou cedo em pleno domingo para assistir o jogo mais importante da história do Timão. O palco era o estádio de Yokohama, onde 10 anos antes a Seleção Brasileira havia se sagrado pentacampeã do mundo. Só que, dessa vez, a arquibancada não era verde e amarela, e sim preta e branca. Poucos eram os torcedores do Chelsea, mesmo tendo o reforço de alguns japoneses simpatizantes do futebol europeu, e a Fiel Torcida, mais uma vez, transformou o estádio japonês em uma filial do Pacaembu. Eram 30 mil torcedores corinthianos que atravessaram o mundo para torcer para seu time. Nunca havia se visto nada igual na história do torneio.

A equipe inglesa quis botar pressão, mas desde os primeiros minutos o Timão mostrou que estava em campo pra vencer. Com a marcação adiantada, o Corinthians sufocava cada tentativa de saída de bola do Chelsea, que não conseguia entrar no jogo. Mesmo assim, a primeira chance clara de gol foi deles, quando Cahill chutou à queima-roupa e Cássio fez uma defesa excepcional, caindo exatamente em cima da bola. Era um sinal: nenhuma bola iria passar por ele naquela decisão. O gigante goleiro corinthiano ainda faria defesas espetaculares no primeiro tempo, especialmente em um chute de Moses, no qual teve que saltar de mão trocada e espalmar a bola para escanteio.

Na segunda etapa o Corinthians voltou ainda melhor e deu um nó tático nos adversários. Nosso gol era questão de tempo, e ele veio em uma jogada pelo lado direito. Em um lindo toque, Paulinho chama Jorge Henrique, que devolve de cabeça; Paulinho, puxando a marcação e abrindo a zaga, faz a bola sobrar pra Danilo, que traz para o pé direito e chuta na saída do goleiro Cech. A bola explode na zaga e sobra limpa para Guerrero, que estufa as redes, colocando a bola no fundo do gol por cima de três zagueiros dos Blues. Gol de Guerrero, que entrou em campo no sacrifício e provou que tinha o sobrenome certo para jogar no Corinthians.

Depois foi só administrar a vitória – não sem antes passar por alguns sufocos: um chute à queima-roupa de Fernando Torres (defendido com os pés por Cássio, que seria eleito o melhor da partida e do torneio), um gol impedido do atacante espanhol (felizmente bem anulado pelo árbitro) e, no último lance da partida, um chute na trave de Mata. Tudo sofrido, como a gente gosta, até o apito final.

E o mundo, de novo, era do Corinthians.


A incômoda condição de campeão mundial como representante do país-sede se transformou na honra de ser o único clube do mundo campeão em casa e no Japão – se bem que o Japão tomado pelos corinthianos também virou nossa casa... Além disso, nossa vitória acabou com uma sequência de cinco anos consecutivos de títulos mundiais dos clubes europeus e nos tornou, junto com o Barcelona, a única equipe bi-campeã do mundo em torneios reconhecidos pela Fifa. Isso sem contar o mais importante: ganhamos jogando melhor, como time grande que somos, e não adotando uma postura covarde, como os sul-americanos costumam fazer quando enfrentam os europeus no Mundial. Taticamente, anulamos o Chelsea, em uma partida na qual Tite, que foi eleito o melhor treinador da competição, provou, mais uma vez, ser um dos maiores técnicos do mundo. O ciclo com o treinador foi impressionante: campeão brasileiro de 2011 com a melhor defesa, campeão da Libertadores 2012 com a melhor defesa e campeão mundial sem sofrer gols.

Tantas glórias em um espaço tão curto de tempo nos faz lembrar a frase de Andrés Sánchez logo após nosso rebaixamento, em 2007: "Aproveitem para rir de nós agora, porque depois não terão mais motivos". Sábias palavras. Após o título da Série B em 2008, faturamos o Paulistão e a Copa do Brasil em 2009, o Brasileirão em 2011 e a Libertadores e o Mundial em 2012.

Corinthians campeão do mundo. Dessa vez, sem asterisco.


Time-base: Cássio; Alessandro, Chicão, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Jorge Henrique (Douglas); Emerson e Guerrero. Técnico: Tite.

Os campeões:

1 - Júlio César
2 - Alessandro
3 - Chicão
4 - Wallace
5 - Ralf
6 - Fábio Santos
7 - Juan Martínez
8 - Paulinho
9 - Paolo Guerrero
10 - Douglas
11 - Emerson
12 - Cássio
13 - Paulo André
15 - Ânderson Polga
17 - Willian Arão
20 - Danilo
21 - Edenílson
22 - Danilo Fernandes
23 - Jorge Henrique
26 - Guilherme Andrade
28 - Felipe
29 - Giovanni
31 - Romarinho
Técnico - Tite

Observações:
Cássio ganhou a Bola de Ouro e Guerrero ganhou a Bola de Bronze, prêmios da FIFA para os melhores jogadores do torneio.
Cássio foi eleito o melhor jogador da final, ganhando um carro da Toyota como prêmio.
Tite foi eleito o melhor técnico da competição.

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Pós-jogo: Corinthians 1x0 Chelsea-ENG

Em uma noite inesquecível (ou manhã, para a maioria dos corinthianos que ficaram no Brasil), o Corinthians bateu o Chelsea por 1x0 em Yokohama e se sagrou bicampeão do mundo, com todos os méritos. Guerrero foi o herói da partida ao marcar o gol da vitória, mas devem ser destacadas as atuações de todos os jogadores, verdadeiros guerreiros ao longo dos 90 minutos.

Foi um jogaço. Desde os primeiros lances o Timão partiu pra cima, jogando de igual pra igual. Nada de complexo de vira-latas! O Coringão deixou bem claro que não adotaria a postura covarde utilizada pelas demais equipes brasileiras contra os europeus no Mundial, que consiste em se colocar como um time pequeno e inferior, jogando fechado à espera de um milagre. Com o Corinthians, jamais! Deu orgulho demais ver o Corinthians mostrar ao mundo que ninguém é campeão invicto da Libertadores à toa.

O Chelsea teve algumas chances claríssimas de gol, é verdade, e só não marcou porque o Cássio estava em uma noite iluminada e fechou a meta corinthiana. Porém, taticamente, o Timão engoliu os campeões europeus. Eles tiveram um pouco mais posse de bola do que a gente (54 a 46%), mas não conseguiam fazer nada com ela, pois o Corinthians avançou a marcação. Era só os ingleses pegarem na bola que a gente abafava e desarmava. O jeito para eles era apostar nos lançamentos para Fernando Torres, que realmente levaram um certo perigo. Mas a gente tinha Cássio. O camisa 12 corinthiano operou verdadeiros milagres, incluindo diversos chutes à queima roupa, e fez uma linda defesa de mão trocada em um chute de Moses. Não tinha jeito. O jogo era nosso.

As chances ofensivas do Timão foram se tornando cada vez mais frequentes, e tamanho domínio corinthiano não poderia passar em branco. Aos 24 do segundo tempo, em uma ligeira troca de passes, Jorge Henrique ajeitou de cabeça pra Paulinho, que levou a marcação consigo e rolou a bola para Danilo; ele bateu pro gol, mas a bola espirrou na defesa, sobrando na cabeça de Guerrero, que fez o gol do título.

Depois foi só segurar o resultado, não sem antes tomar mais diversos sufocos. O Chelsea inclusive chegou a marcar um gol, mas Torres estava impedido, e os milhares de Corinthianos que atravessaram o mundo para acompanhar o time do coração foram recompensados com mais uma taça, levantada pelo capitão Alessandro com os olhos cheios de lágrimas.

Além do título, o Corinthians recebeu diversos prêmios individuais: Cássio foi eleito o melhor jogador em campo na final, levando pra casa um carro da Toyota como prêmio, e também recebeu a Bola de Ouro como o melhor jogador do Mundial; Guerrero, autor dos dois gols corinthianos no torneio, recebeu a Bola de Bronze; e Tite foi escolhido como o melhor técnico da competição. Fora isso, ao longo de todo o ano de 2013 o Corinthians terá a honra de estampar sua camisa com um distintivo especial da FIFA reservado à atual equipe campeã do mundo.

Veja o gol do título no vídeo:

 

sábado, 15 de dezembro de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Chelsea-ENG

Fiel Torcida, falta apenas um dia para a partida pela qual a gente está esperando desde 4 de julho, o tal do Corinthians x Chelsea de que tanto se fala. Na verdade, há quem espere essa partida desde bem antes, o dia 19 de maio, quando a equipe inglesa venceu a Champions League, e nós ainda estávamos nas quartas de final da Libertadores contra o Vasco...

Quanto maior a importância da partida, mais difícil é escrever algo a respeito, pois o nervosismo toma conta da gente. O que dá pra dizer todo mundo já sabe: o Chelsea atropelou o Monterrey na semifinal, jogando umas 200 vezes melhor do que a gente, e tá botando pânico geral. Havia quem dissesse que os ingleses não eram de nada, mas depois de quinta-feira o discurso mudou. Os caras são bons, MUITO BONS, e temos que admitir: são os favoritos. A gente pode ser campeão, mas não vai ser nada fácil.

Eu poderia argumentar apelando pra história dos Mundiais da FIFA de 2005 e 2006. Em ambas as edições, os times brasileiros (São Paulo e Internacional, respectivamente) tiveram um desempenho pífio na semifinal contra adversários ridículos (3x2 no Al Ittihad, da Arábia Saudita, e 2x1 no Al Ahly, do Egito, respectivamente) e viram as equipes europeias (Liverpool e Barcelona, respectivamente) aplicarem goleadas implacáveis em seus adversários (3x0 no Deportivo Saprissa, da Costa Rica, e 4x0 no America, do México, respectivamente). Cheios de marra, os europeus foram pra final achando que iam atropelar, e todo mundo sabe o que aconteceu: título brasileiro. Será que a história vai se repetir?

Prefiro argumentar recorrendo à história do próprio Corinthians, que é o que nos interessa. Uma equipe que jamais decepciona o torcedor, especialmente quando tem a massa ao seu lado. Foi assim em 1976, na invasão do Maracanã; em 1990, pintando o Morumbi de preto e branco; em 2000, invadindo o Maracanã outra vez; na Libertadores deste ano, calando 50 mil bocas na Bombonera; e em diversas outras ocasiões ao longo desses 102 anos. Assim é o Corinthians: quando a massa toma conta, não tem pra ninguém.

Temos motivos de sobra pra acreditar sim na conquista desse Mundial, afinal, os estádios japoneses já viraram filiais do Pacaembu. Mas quero pensar diferente. Quero pensar que nada vai mudar, com título ou sem título. Não que a conquista não seja importante, é claro que é, mas desde quando algo muda pra nós com algum título? Alguma coisa mudou com a conquista da Libertadores? Seu sentimento mudou? Sua paixão pelo time aumentou? Seu interesse cresceu? Espero que não. Pra mim, pelo menos, não mudou nada.

É por isso que quero aproveitar esse espaço não pra almejar o título mundial ou fazer projeções sobre a partida, e sim pra destacar o sentimento corinthiano  o que, na boa, é muito maior do que qualquer taça. Se pudermos ganhar, maravilha. Comemore como um louco, afinal, é o que somos, e não é todo dia que se conquista o mundo. Mas, se tivermos que perder (sai, zica!), certamente será como homens, então, cabeça erguida.

Independentemente do resultado, AQUI É CORINTHIANS. O resto é detalhe. Até mesmo título mundial.
       

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Pós-jogo: Corinthians 1x0 Al Ahly-EGY

Fiel Torcida, estamos na final!

Evitamos uma mazembada, apesar de termos jogado MAL PRA CARAMBA, e vencemos o Al Ahly por 1x0, o que bastou pra nos levar à decisão da Copa do Mundo de Clubes da FIFA contra Chelsea ou Monterrey (o adversário será definido amanhã).

Nossa exibição, convenhamos, foi péssima. Só dá pra ressaltar o lindíssimo toque do Douglas pro Guerrero no lance do gol e a estrela do atacante peruano, que por pouco não ficou de fora do Mundial e hoje marcou o gol da vitória. De resto, só críticas.

Como já esperado, o Corinthians começou pressionando e marcando a saída de bola do time egípcio. Só que o nervosismo de todos os jogadores corinthianos ficou evidente desde os primeiros lances. Nada dava certo, a criação estava deficiente, a zaga rebatia mal (o Chicão chegou ao absurdo de "ajeitar" a bola pro atacante adversário bater de frente pro gol) e quem mais deveria aparecer (leia-se Paulinho e Emerson) tava sumido em campo. A conclusão é uma só: a gente só não perdeu por que o time deles é ruim pra caramba. E mesmo sendo ruim, conseguiu dominar o jogo no segundo tempo, tendo mais posse de bola e até chegando a gol com mais perigo – ou você também não gelou no lance em que o Cássio saiu e o atacante deles chutou na rede pelo lado de fora?

É INACEITÁVEL que um time que esteja ganhando só de 1x0 se comporte de forma tão passiva. Parecia que o jogo já estava ganho e que o time estava poupando energia pra final, só que ainda faltavam 60 minutos pro jogo acabar! Tá certo que é tradição os clubes brasileiros estrearem mal no torneio e tomarem sustos (quem não se lembra do São Paulo contra o Al Ittihad em 2005 e do Internacional contra o próprio Al Ahly em 2006, sem falar de Inter x Mazembe em 2010?), mas o Corinthians passou de qualquer limite.

Se jogarmos assim no domingo, é vice na certa – independentemente de enfrentarmos Chelsea ou Monterrey. O que nos resta é torcer pra que toda a equipe reflita sobre o desempenho horroroso de hoje e faça questão de jogar como campeões no domingo. Quem sabe a gente engrena bem na hora H e traz essa taça?

Veja o gol no vídeo:

         

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Al Ahly-EGY

Amanhã, dia 12 de dezembro, o Corinthians finalmente entrará em campo no Mundial de clubes da FIFA. A ansiedade que nos acompanha desde o dia 4 de julho vai embora às 8:30, na estreia do Timão no Japão, contra o Al Ahly, do Egito. Em compensação, a emoção não para de crescer, então escrever qualquer coisa aqui vai ser bastante complicado.

Quem assistiu à partida entre o Al Ahly e o Sanfrecce Hiroshima viu que nosso adversário, TEORICAMENTE, não é dos mais assustadores. Destaco o "teoricamente" porque Tolimas, Mazembes e Asas de Arapiraca existem.

Independentemente disso, o Al Ahly merece sim o nosso respeito, e todo cuidado com eles é benvindo. Ainda que o futebol africano não se compare ao sul-americano ou ao europeu nem em tradição e nem em qualidade, a equipe egípcia é a maior força do continente – já venceram a Liga dos Campeões da CAF 7 vezes e disputam o Mundial da FIFA pela 4º vez (ficaram em 3º lugar em 2006 e em 6º lugar em 2005 e 2008). Além disso, jogam com a motivação de honrar os mortos da Tragédia de Port Said (pra quem não se lembra, em fevereiro desse ano jogadores e torcedores do Al Ahly foram atacados pela torcida do Al Masry em uma partida do campeonato local, com um saldo de 73 mortos e mil feridos). Conclusão: eles possuem experiência e motivação. Mas, mesmo assim, se a gente perder pra eles vai ser zebra? VAI.

O fato é que o Corinthians é infinitamente superior em todos os quesitos. Nem sempre o melhor vence, mas sabemos da qualidade de nossa equipe e do que somos capazes nos momentos decisivos. Experências também temos de sobra, motivação nunca nos faltou e a chance de ser bi no Japão e finalmente conquistar um Mundial sem a incômoda condição de representante do país sede não tem preço.

Temos tudo pra conseguir.
  

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Gols Históricos – Ricardinho contra o Santos no Campeonato Paulista de 2001

Nas semifinais do Paulistão de 2001 o Corinthians teve como adversário o Santos, que fez melhor campanha que a nossa na primeira fase e, por isso, jogava por 2 empates. O primeiro jogo acabou em 1x1, mesmo resultado que persistia no placar da partida de volta, em 13 de maio, e nos tiraria da final contra o Botafogo de Ribeirão Preto. Isso até os 47 do segundo tempo: faltando 10 segundos para o fim do jogo, Gil fez bela jogada pela esquerda e e partiu para cima do zagueiro André Luis, que caiu sentado após tomar um drible incrível. O ponta corinthiano cruzou rasteiro e Marcelinho fez um corta-luz, deixando a bola sobrar limpa para Ricardinho marcar o golaço da classificação.

Veja o gol no vídeo:

  
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Pós-jogo: São Paulo 3x1 Corinthians

Ao descobrir que a última partida do Corinthians antes do Mundial seria um clássico contra o São Paulo, duas preocupações vieram à cabeça do torcedor corinthiano:

1 – O Corinthians poderia vencer o clássico e ir para o Japão com o famoso "excesso de confiança".

2 – O Corinthians poderia perder o clássico e ir para o Japão com a famosa "moral baixa".

Perdemos o clássico. Pior, perdemos pro time reserva do nosso maior freguês. Ainda pior, perdemos jogando MUITO MAL. Tomamos uma virada, DE NOVO, como havia acontecido contra eles no 1º turno. Não seguramos o aspecto emocional, DE NOVO – e os maiores exemplos disso foram a infantil expulsão de Jorge Henrique e a infeliz falha de Wallace no terceiro gol tricolor. Ok, teve o nosso gol mal anulado (quem é o time do apito amigo, mesmo?), que se tivesse sido validado poderia mudar a história do jogo, mas nada tira o mérito da equipe do São Paulo, que fez uma excelente partida, e nem apaga os erros do Corinthians, que foram diversos.

Só não devemos e nem podemos nos desesperar. Se o seu pensamento é "um time que perde pros reservas do São Paulo não tem nenhuma chance no Mundial", lembre-se que seu pensamento, no primeiro semestre, era de que "um time que perde pra Ponte Preta não tem nenhuma chance na Libertadores" – e deu no que deu.

Temos que pensar que a partida de ontem, assim como todo o Brasileirão, não importa. Desde o dia 4 de julho de 2012, quando finalmente conquistamos a América, sabíamos que seriam longos 5 meses até a estreia no Mundial, e que nada que acontecesse nesse meio tempo faria grande diferença. Seria ótimo ter ganho o clássico, mas perdemos; seria ótimo ter terminado como o melhor time do returno, mas fomos o 4º melhor; seria ótimo ter conseguido uma posição melhor na tabela, mas fechamos o campeonato na 6º colocação. Só que o que importa é: o Brasileiro seria usado pra treinar o time, entrosar as novas peças, testar novas formações, e tudo isso foi feito, com muita qualidade. Estamos SIM prontos pra embarcar e podemos SIM trazer o bi.

Mais: essa derrota para o São Paulo tem tudo pra ser um "efeito Ponte Preta", o famoso "males que vêm para o bem". Nada como perder um jogo que não vale nada às vésperas de uma decisão, assim todo mundo baixa a bola, reflete a respeito de seus erros e não embarca pro Japão achando que é o bam-bam-bam. Como o próprio Tite disse, essa derrota fez o Corinthians "vencer nossa primeira partida no Mundial".

Ainda sobre o Brasileirão:

• fechamos o campeonato em 6º lugar. Em 38 jogos, foram 15 vitórias, 12 empates e 11 derrotas, marcamos 51 gols e sofremos 39. Pra um time que passou metade do campeonato com a cabeça na Libertadores e a outra metade pensando no Mundial, tá ótimo;

• fomos o 4º melhor time do returno, e quase conseguimos a façanha de vencer o Troféu João Saldanha, que ficou exatamente com o São Paulo, graças aos 3 pontos conquistados ontem sobre a gente;

• após as saídas de Alex e Leandro Castan em julho, não perdemos nenhum jogador para o Mundial, nem por contusão e nem por transferência. Vamos completos pro Japão.

Pra encerrar, um tema que não pode passar em branco: durante o vergonhoso "olé" que ouvimos ontem no Pacaembu, a torcida tricolor cantou um patético "o freguês voltou" pra gente. Além dessa música ser nossa, cantada CONTRA ELES, fica a dúvida: em qual universo paralelo o Corinthians é freguês do São Paulo?

Vamos aos números:

• No confronto geral são 312 jogos, com 115 vitórias do Corinthians, 100 vitórias do São Paulo e 97 empates. Isso quer dizer que se o São Paulo iniciasse uma improvável sequência de vitórias contra a gente em 2013, contando 3 jogos por ano garantidos entre os 2 clubes (1 no Paulistão, que é em turno único, e 2 no Brasileirão, que é disputado em turno e returno), só tiraria a diferença em 2018! Quem é o freguês, mesmo?

• No Brasileirão em particular, vencemos 22 partidas e perdemos 13, além de 19 empates. Marcamos 60 gols e sofremos 49. Quem é o freguês, mesmo?

• Vencemos o São Paulo em 6 finais: no Brasileiro de 1990, no Rio-São Paulo de 2002 e nos Paulistas de 1982, 1983, 1997 (última partida do quadrangular final) e 2003, além da partida decisiva do Paulista de 1938, que era em pontos corridos. Eles venceram apenas 3, nos Paulistões de 1987, 1991 e 1998, além da partida decisiva do Paulista de 1957, que era em pontos corridos. Quem é o freguês, mesmo?

• Em outras etapas do mata-mata a freguesia é ainda maior: eliminamos o São Paulo 5 vezes (nas semifinais do Paulistões de 1999 e 2009, na semifinal do segundo turno do Paulista de 1977, na semifinal da Copa do Brasil de 2002 e na semifinal do Brasileirão de 1999), e fomos eliminados em apenas 2 ocasiões (na semifinal do Paulista de 2000 e na semifinal da Copa Conmebol de 1994). Quem é o freguês, mesmo?

Mas vamos tentar entender o lado dos caras: só apoiam o time quando vencem algum título – mas não vencem nada desde 2008. De lá pra cá viram o Corinthians vencer tudo o que disputou (Paulista, Copa do Brasil, Brasileiro e Libertadores), e enquanto estão se preparando para a final de um torneio que ninguém dá a menor importância (a Copa Sul-americana), vão assistir pela TV o Corinthians disputar o bi Mundial no Japão. É natural que comemorem tanto uma vitória contra nós, mas cantar a NOSSA música e mentir nos chamando de fregueses indica 3 coisas: que eles não conhecem a história do próprio time, que vivem em função da gente e que não têm o mínimo de originalidade. Patético.

Veja os gols no vídeo:

   

domingo, 2 de dezembro de 2012

Pré-jogo: São Paulo x Corinthians

Finalmente chegou a última rodada do Brasileirão 2012, torneio que a gente acompanhou, verdade seja dita, torcendo pra que acabasse o mais rápido possível pra chegar logo o Mundial.

Encerramos nossa participação com um clássico contra o São Paulo, o que tem tudo pra ser uma disputa limpa. A gente embarca pro Japão dentro de alguns dias, e eles têm a final da Sul-americana pela frente. Logo, ninguém vai querer se arrebentar.

Mas a partida tem um incentivo para os Corinthianos: o Troféu João Saldanha, oferecido ao melhor time do segundo turno. Uma vitória do Corinthians somada a empate ou derrota do Fluminense nos dá a taça.