terça-feira, 30 de outubro de 2012

Gols Históricos – Elivélton contra o Palmeiras no Campeonato Paulista de 1995

Em 2 anos, o Corinthians disputou 3 finais contra o forte Palmeiras da Era Parmalat: o Paulistão e o Rio-São Paulo em 1993 e o Brasileirão em 1994 – e perdeu todas. Ninguém aguentava mais. No Paulista de 1995 teríamos uma nova chance, e após um empate por 1x1 na primeira partida da decisão, entramos em campo no dia 6 de agosto para a grande final. O Palmeiras saiu na frente, mas Marcelinho empatou o jogo e levou a disputa para a prorrogação, na qual jogaríamos pelo empate. E um golaço de Elivélton no último minuto, uma bomba de fora da área, decretou o título corinthiano, nosso 21º Paulistão, deixando o nosso rival para trás com 20. De quebra, foi a primeira vez na história que fomos campeões em cima do Palmeiras em uma final direta.

Veja o gol no vídeo:

  
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domingo, 28 de outubro de 2012

Pós-jogo: Corinthians 1x0 Vasco

Desde o ano passado, tivemos somente alegrias contra o Vasco. Na tarde de ontem não foi diferente. Com um golaço de Paolo Guerrero, o Timão bateu o clube carioca e conseguiu mais uma vitória no Brasileirão 2012.

Mais uma vez deixamos claro que temos um time que não está nem aí para os rivais. Por isso, nada de entregar o jogo pra prejudicar ninguém, seja atrapalhar o São Paulo na busca pelo G4, seja empurrar ainda mais o Palmeiras pra Série B. Pra quem tem Mundial pra jogar daqui a 45 dias, nada pode ser mais importante do que o NOSSO time.

Veja o gol no vídeo:

   

sábado, 27 de outubro de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Vasco

Corinthians x Vasco no Pacaembu, e as lembranças são automáticas: o gol de Paulinho, a defesa de Cássio no chute de Diego Souza, a classificação para a semifinal da Libertadores... mas hoje a história é outra.

Hoje veremos o time titular em campo depois de muito tempo, pois o Mundial está batendo em nossa porta e a equipe precisa estar em perfeitas condições.

Novamente há quem defenda a tese do "entrega", pois o Vasco ainda tem chances matemáticas de deixar o São Paulo de fora do G4. Mas, na boa, o Vasco tava com a vaga na mão, decaiu de forma vergonhosa, e a gente tem que fazer alguma coisa pra ajudar os caras? E mais: a nossa vaga na Liberta 2013 está assegurada desde o dia 4 de julho, então quem disse que importa quem mais vai se classificar?
 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Ídolos – Marcelinho Carioca, o "Pé de Anjo"

Marcelo Pereira Surcin, o Marcelinho Carioca  (ou apenas Marcelinho, como ele mesmo prefere) nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de fevereiro de 1971. Além de ser um dos grandes ídolos do Corinthians em todos os tempos e certamente o maior na história recente do clube, Marcelinho é também o maior vencedor de títulos pelo Timão: em 8 anos, ergueu 11 taças, 8 delas de primeira grandeza. Eterno dono da camisa 7 do Corinthians, é chamado carinhosamente pelos torcedores de "Pé de Anjo" (apelido pelo qual também é conhecido Basílio, outro ídolo imortal da galeria corinthiana), devido à perfeição de suas cobranças de falta – sua marca registrada.

Iniciou sua carreira entre os juvenis do Madureira, e logo se transferiu para o Flamengo, jogando no clube da Gávea até 1993, quando foi negociado com o Corinthians contra a sua vontade. Mal sabia ele que, em pouco tempo, seria idolatrado pela maior torcida da capital paulista.

Em 1994, seu primeiro ano no Corinthians, conquistou a Taça da Solidariedade (confronto amistoso contra o São Paulo) e a Copa Bandeirantes (torneio que valia vaga para a Copa do Brasil do ano seguinte, também vencida pelo Corinthians), inclusive marcando um gol no massacre corinthiano de 6x3 sobre o Santos na partida de ida da final, já mostrando ser um jogador com espírito de decisão.

A Copa do Brasil de 1995 foi o primeiro título de grande relevância conquistado por Marcelinho com a camisa do Corinthians, e o jogador foi fundamental no título – especialmente na final, contra o Grêmio, marcando gols na vitória por 2x1 em São Paulo e por 1x0 em Porto Alegre. Pouco mais de um mês depois, outro título: o Paulistão, em cima do Palmeiras, ocasião em que novamente Marcelinho marcou nos dois jogos da final.

No ano de 1996, o Corinthians conquistaria apenas o torneio internacional de caráter amistoso Ramón de Carranza, vencendo os clubes espanhóis Cádiz, na semifinal, e Betis, na final, ambos por 2x0 – e os dois gols da final foram marcados por Marcelinho. Porém, o maior feito do jogador no ano foi realizado no dia 1º de fevereiro, pelo Campeonato Paulista: Marcelinho fez um golaço contra o Santos em plena Vila Belmiro, o gol mais bonito de sua carreira e certamente um dos mais bonitos da história corinthiana, com direito a chapéu e chute de primeira, recebendo uma placa das mãos do Rei Pelé.

O jogador se despediria do Timão em 1997, com mais um título Paulista, pois havia sido negociado com o Valencia, da Espanha, por 7 milhões de dólares. Entretanto, não se adaptou ao exterior, e teve seu passe comprado pelo presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, que criou o "disque Marcelinho", número para o qual os torcedores de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos deveriam ligar e pagar a quantia de 3 reais. O clube que tivesse arrecadado mais dinheiro com as ligações teria o jogador, e é lógico que esse clube foi o Corinthians, com 62,5% dos telefonemas. Assim, Marcelinho voltou ao Parque São Jorge, pronto para viver a melhor fase de sua carreira.

Entre 1998 e 2001, o Corinthians tinha um time de craques que marcou época no futebol nacional, e Marcelinho era o comandante da equipe que conquistou nada menos do que dois Paulistas (1999 e 2001), dois Brasileiros (1998 e 1999) e o Mundial da FIFA, em 2000. Neste, o jogador pôde se sagrar campeão mesmo tendo perdido um pênalti na disputa contra o Vasco, na final.

Apesar dos diversos títulos conquistados no período, o jogador, assim como todo o elenco, acabou marcado por não ter conseguido conquistar a Libertadores, que na época já era uma obsessão no clube. Marcelinho, em especial, acabou sendo o grande carrasco da eliminação da edição de 2000 do torneio, pois teve seu chute defendido por Marcos na cobrança de pênaltis da semifinal contra o Palmeiras – o que custou nossa eliminação.

Após uma briga com Ricardinho, em 2001, Marcelinho deixa novamente o Corinthians, dispensado pelo então treinador Vanderlei Luxemburgo, que o acusou de divulgar para a imprensa problemas internos de relacionamento entre os atletas do clube. Jogaria por diversas equipes do futebol nacional e internacional, até voltar ao Timão novamente, em 2006. Porém, essa passagem não foi das mais felizes, e ele logo seria desligado do elenco, encerrando sua carreira pouco tempo depois. Formou-se em jornalismo e atuou em programas esportivos na televisão, mas logo voltou a jogar, pelo Santo André. Em uma partida contra o Corinthians, em pleno Pacaembu, recebeu uma emocionante homenagem da torcida tão apaixonada por seu ídolo. E não demoraria para voltar ao clube, pela quarta vez: foi contratado em 2010 para as comemorações do 100º aniversário do Corinthians, quando atuaria em uma série de partidas usando a camisa número 100, recebendo o título de "Senhor Centenário". Porém, o jogador acabou entrando em campo em apenas um jogo, um amistoso contra o Huracán, da Argentina, pois foi resolvido que ele trabalharia somente na parte de publicidade do clube.

De temperamento difícil, Marcelinho estava frequentemente envolvido em problemas. Ao longo de sua permanência no Corinthians, brigou com diversos colegas, como Rincón, Ricardinho, Henrique e Edílson, além do técnico Luxemburgo. Jogador polêmico, era considerado violento e maldoso por seus adversários, embora sempre se dissesse um "atleta de Cristo". Talvez por esses aspectos tenha tido poucas chances na Seleção Brasileira, embora fosse um dos grandes jogadores de sua geração. Mas, apesar dos problemas, será sempre idolatrado pela fiel torcida, que demonstrava seu carinho aos gritos de "Uh, Marcelinho!"

Ele é o 12º jogador que mais vezes vestiu a camisa do Timão, tendo atuado em 433 partidas, e o 5º maior artilheiro da história do clube, com 206 gols. Hoje em dia, atua na equipe de Beach Soccer do Corinthians. Como prêmios individuais, Marcelinho ganhou a Bola de Ouro da revista Placar em 1999 e a Bola de Prata em 1994 e 1999 pelo Corinthians e em 2003 pelo Vasco da Gama.

Pelo Corinthians:

Jogos:
433

Gols:
206

Títulos:
Mundial de Clubes da FIFA: 2000
Campeonato Brasileiro: 1998 e 1999
Copa do Brasil: 1995
Campeonato Paulista: 1995, 1997, 1999 e 2001
Troféu Ramon de Carranza: 1996
Copa Bandeirantes: 1994
Taça da Solidariedade: 1994

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Corinthianos Famosos – Paul Di'Anno

Não são apenas os músicos brasileiros que nutrem uma paixão pelo Timão. Paul Di'Anno, primeiro vocalista do Iron Maiden e hoje em carreira solo, é mais um do bando de loucos, embora tenha nascido na Inglaterra mais precisamente em Chingford, Essex, no dia 17 de maio de 1958. Di'Anno tem inclusive a carteirinha de Fiel Torcedor da Gaviões da Fiel.

A situação é explicada com suas próprias palavras: "Sou corinthiano há quinze anos e estou muito contente. Gosto do time porque a torcida lembra minhas origens. Existe um clube semelhante na região em que eu cresci, no lado oeste da Inglaterra. O Corinthians tem muito a ver com o lugar."

        
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Corinthianos Famosos – Toquinho

Antonio Pecci Filho, mais conhecido como Toquinho, nasceu em São Paulo, em 6 de julho de 1946. Compositor de primeira linha da música brasileira e exímio violonista, Toquinho é também um corinthiano apaixonado. No filme 23 anos em 7 segundos, que narra o fim do jejum corinthiano, o compositor relata como foi a emoção de saber, no meio de um show, que o Corinthians acabava de ser campeão paulista em 1977.

Toquinho escreveu uma canção, intitulada "Corinthians do Meu Coração", em homenagem ao clube pelo qual é tão apaixonado. Veja a letra a seguir:

Corinthians do Meu Coração

És grande no esporte bretão,
O passado ilumina tua história.
Ciente de tua missão:
Vitória, vitória, vitória.

Corinthians do meu coração,
Tu és religião de janeiro a janeiro.
Ser corinthiano é ir além
De ser ou não ser o primeiro.
Ser corinthiano é ser também
Um pouco mais brasileiro.

Tens a tradição
De um clube tantas vezes campeão.
Pelos teus rivais, temido;
Pela tua FIEL, querido.

Ser corinthiano é ir além
De ser ou não ser o primeiro.
Ser corinthiano é ser também
Um pouco mais brasileiro.

 
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Corinthianos Famosos – Adoniran Barbosa

O mundo da música também é repleto de corinthianos ilustres, desde os tempos de Adoniran Barbosa, nascido em Valinhos, no dia 6 de agosto de 1910. O artista, eternizado como um dos maiores nomes da história do samba, era fascinado pelo Corinthians. Ele chegou a fazer o papel do negro Charutinho, no programa de rádio “Histórias das Malocas", personagem que era o típico corinthiano morador da periferia: humilde e apaixonado pelo Timão.

Adoniran também escreveu o samba "Coríntia (Meu amor é o Timão)", canção na qual demonstra todo o seu sentimento pelo clube. Veja a letra a seguir:

Coríntia (Meu amor é o Timão)

Como é bom ser alvinegro
Ontem, hoje e amanhã
Respirar sua mistura
Do Tietê e Tatuapé
Lá no alto a Velha Penha
Tem Anchieta e Bandeirante
Tem São Jorge lá na lua
Vem suando a paz em dia
Onde mora um gigante
Tem igreja e tem biquinha

Coríntia, Coríntia, meu amor é o Timão
Coríntia, cada minuto dentro do meu coração
Coríntia, Coríntia, meu amor é o Timão
Coríntia, cada minuto dentro do meu coração

Belém, Vila Maria e Mooca
E São Paulo em extensão
Mogi, Guarulhos e Itaquera
Tudo vibra Coringão
É o Coríntia de nós todos
É Paulista, é campeão.

  
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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Pós-jogo: Corinthians 1x1 Bahia

Pro nosso orgulho, os jogadores do Corinthians deixaram bem claro que não estão nem aí pros rivais e enfrentaram o Bahia como homens. Isso quer dizer que o papinho de "entregar o jogo", com a intenção de prejudicar o Palmeiras, foi ignorado sem dó pela equipe.

Dizer que a exibição foi uma maravilha seria exagero. O empate em 1x1, sendo que nosso gol foi de pênalti, mostra isso muito bem. Só não podemos nos esquecer de duas coisas: 1 – o de sempre: jogamos com time misto e não temos nenhuma pretensão no campeonato; 2 – mesmo o Bahia sendo um time que luta pra não cair, eles fazem uma campanha muito boa no returno (chegaram a ser a segunda melhor equipe dessa etapa do campeonato) e times desesperados sempre fazem boas partidas, porque não têm nada a perder, e vêm com tudo pra cima de qualquer adversário.

O importante é que jogamos tão bem (ou tão mal) como em qualquer outra partida na qual não tínhamos interesse, o que nos deixa bastante aliviados. Afinal, podemos confiar na equipe e sabemos que, valendo ou não alguma coisa e atrapalhando ou não nossos rivais, nossa camisa vai ser defendida em TODAS as partidas.

Veja os gols no vídeo:

        

sábado, 20 de outubro de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Bahia

Na partida de hoje, há quem defenda a tese do "entrega". Já que não temos nada a conquistar nesse Brasileirão, muitos querem que o time perca pro Bahia de propósito só pra prejudicar o Palmeiras.

Particularmente, acho essa ideia um absurdo. Em primeiro lugar, o Palmeiras tem tudo pra cair de qualquer forma, independentemente do resultado da nossa partida de hoje. Mas mesmo que essa fosse a última rodada e a nossa derrota levasse nosso rival direto pra segundona, eu jamais pensaria em torcer contra meu time. Afinal, se criticamos tanto os "Anti" que se preocupam mais com o Corinthians do que com seus próprios times, a gente vai agir da mesma forma agora? Claro que não!

O pensamento de hoje é o mesmo que em qualquer outra partida, seja amistoso ou campeonato estadual, nacional ou internacional: vencer, sempre. Não importa se vale título ou se vai definir o futuro de um rival nosso. Importa unicamente que, com Corinthians em campo, entramos pra vencer. Sempre.
   

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pós-jogo: Cruzeiro 2x0 Corinthians

Existem partidas em que o torcedor deve entender que a derrota não é o fim do mundo. Enfrentar o Cruzeiro em Minas é um desses casos: mesmo sabendo que eles não estão jogando droga nenhuma nesse campeonato, eles são favoritos. Se estivéssemos com o time titular, creio que o favoritismo estaria do nosso lado, mesmo fora de casa. Ontem, com 12 desfalques, não.

Fora isso, a gente sabe que a empolgação dos adversários quando jogam contra a gente é sempre maior. Todo mundo sempre quer tirar uma casquinha do Timão, especialmente agora, que somos campeões da América.

Ontem não teve jeito. O time mineiro devolveu os 2x0 que tínhamos aplicado neles no primeiro turno. Nós não jogamos grande coisa, é verdade, e ainda saímos prejudicados porque tivemos jogadores servindo suas seleções, suspensos, poupados ou barrados pelo departamento médico. Mas pelo menos o Zizao estreou, finalmente.

Veja os gols no vídeo:

           

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Pré-jogo: Cruzeiro x Corinthians

O interesse do Corinthians no Campeonato Brasileiro de 2012 já acabou, mas o Campeonato em si ainda não. Faltam 8 rodadas, nas quais não teremos muito o que falar por aqui. Basicamente, o discurso será em relação a treinar o time para o Mundial.

Assim, vamos ver o jogo de hoje e o desempenho contra o Cruzeiro, fora de casa, pra ver em que pé estamos.
  

domingo, 14 de outubro de 2012

Pós-jogo: Portuguesa 1x1 Corinthians

Missão cumprida no Campeonato Brasileiro. Agora, a cabeça é só no Mundial.

Com o pontinho conquistado contra a Lusa na partida de ontem e a nova matemática de Tite (que chegou à conclusão que nesse campeonato ninguém vai cair com 43 pontos), fechamos nossa mente para o torneio a ser disputado em dezembro.

Veja os gols no vídeo:

 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Pré-jogo: Portuguesa x Corinthians

É bom que a gente vá se acostumando a chamar essa partida de clássico. Pelo que tudo indica, no ano que vem só vai ter clássico paulista pelo Brasileirão contra São Paulo, Santos e Portuguesa...

De qualquer forma, a partida de amanhã tem sua importância por dois motivos: primeiro, porque será disputada no Canindé  o que não ocorre desde 1999; segundo, porque uma vitória nos coloca na tal zona de conforto buscada por Tite. Estamos com 42 pontos, e o treinador calcula que com 45 não se é rebaixado. Se alcançarmos essa marca, ainda restam 8 partidas que servirão exclusivamente de preparação para o Japão. 
  

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Pós-jogo: Corinthians 3x2 Flamengo

Tentaram meter a mão na gente – primeiro com um gol do Flamengo onde 4 jogadores estavam impedidos (incluindo o autor do gol), depois com um pênalti absurdo em cima do Edenílson não marcado pelo juiz – mas não teve jeito. Viramos 3x1, com direito a dancinha de deboche do Emerson Sheik após o terceiro gol, e de nada serviu o segundo gol do clube carioca (de Liédson, que deu mais uma demonstração de seu grande caráter ao não comemorar contra seu ex-clube). Final de jogo: Corinthians 3x2 Flamengo.

Pra quem se interessa pelo retrospecto geral, um dado interessante: com a vitória de ontem, o Corinthians volta a ter vantagem contra o Flamengo ao longo da história: agora são 48 vitórias nossas contra 47 dos caras. Desde nossa última derrota para o Flamengo, na partida de ida das oitavas de final da Libertadores 2010, foram 5 vitórias corinthianas e 2 empates.

Veja os gols no vídeo:

       

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Flamengo

Hoje à noite teremos mais um Clássico das Multidões no Pacaembu, onde Corinthians e Flamengo se enfrentam sem grandes pretensões no campeonato. Cientes de que o meio da tabela será o lugar de ambos ao fim do torneio, cada equipe entra em campo com uma motivação particular. Para o Corinthians, a mesma desde o início de julho: lapidar o time para a disputa do Mundial. Para o Flamengo, uma menos nobre: se vingar da derrota vergonhosa sofrida contra a gente no primeiro turno, quando foram espancados por 3x0.
   

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Técnicos – Nelsinho Baptista

Nelson Baptista Júnior, mais conhecido como Nelsinho Baptista, nasceu em Campinas no dia 22 de julho de 1950. Iniciou sua carreira no futebol como lateral-direito, e tornou-se técnico logo após sua aposentadoria como jogador. Treinou vários clubes menores, obtendo destaque ao realizar uma excelente campanha com o Novorizontino, time pelo qual foi vice-campeão do Paulistão de 1990, perdendo para o Bragantino na conhecida "final caipira" do estadual. A incrível façanha chamou a atenção do Corinthians, e o treinador foi contratado para o comando do clube do Parque São Jorge no Brasileirão daquele ano.

Naqueles tempos o Corinthians ainda não tinha em sua Sala de Troféus nenhum título nacional e sofria com a fama de "regional": era o maior vencedor do Campeonato Paulista e já havia conquistado diversos Torneios Rio-São Paulo, mas não conseguia vencer o Brasileirão. Esse foi o grande desafio de Nelsinho logo após sua chegada no clube: quebrar o jejum de títulos nacionais. O treinador sabia que tinha nas mãos um elenco bastante limitado, com mais vontade do que técnica, mas sabia também que podia confiar em seus jogadores. Seu grande mérito foi conseguir fechar o grupo e colocar na cabeça de cada um que era sim possível ser campeão naquele ano.

Segundo Ronaldo, goleiro naquela conquista e ídolo eterno da história corinthiana, Nelsinho foi o maior responsável pela campanha campeã, especialmente por trabalhar tão bem o aspecto psicológico dos atletas. Na semana que antecedeu a decisão do Campeonato Brasileiro de 1990 contra o São Paulo, em meio à desconfiança geral, o treinador sempre afirmou que acreditava no título e que todos colocariam seus nomes na história do Corinthians. No dia do primeiro jogo da final, conforme conta Ronaldo, Nelsinho quebrou o silêncio do vestiário com um murro na porta e gritou, acordando a todos: “É hoje! Vocês vão mostrar tudo isso que está guardado aí! O time dos caras é melhor do que o nosso, mas eu quero ver ganhar de vocês! Eles não conseguem de jeito nenhum!”.

Nelsinho foi fundamental também na conquista de mudanças na estrutura do clube. Em tempos que nossa diretoria era uma várzea, chegando ao ponto de proibir treinos em dois períodos para economizar com o almoço dos jogadores, o treinador batalhou para que o time tivesse condições ideais de trabalho. O resultado disso tudo foi o primeiro título brasileiro do Timão, em uma campanha inesquecível.

No início do ano seguinte, Nelsinho conquistou mais uma taça: a Supercopa do Brasil de 1991, confronto em jogo único entre os campeões nacionais do ano anterior (Corinthians, campeão do Campeonato Brasileiro, e Flamengo, campeão da Copa do Brasil), jogo do qual saímos vitoriosos por 1x0. O treinador deixou o Corinthians logo em seguida, mas retornaria pouco tempo depois. Em 1993, disputou mais uma final pelo Timão, a do Campeonato Paulista, mas foi derrotado pelo forte Palmeiras da Parmalat. Em seguida, deixou novamente o comando do clube e passou por diversas outras equipes do Brasil e do exterior.

Nelsinho ainda treinaria o Corinthians em outras 2 ocasiões: de 1996 a 1997, quando foi novamente campeão (no Paulistão de 1997), e em 2007 – mas nessa não foi feliz. Contratado para livrar o time do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, comandou o time na reta final do torneio. Só que ao contrário do que havia acontecido em 1990, Nelsinho tinha nas mãos um time apático, com jogadores que não tinham o mínimo de comprometimento com a camisa corinthiana. Resultado: 17ª colocação e rebaixamento para a Série B, no momento mais triste de nossa história.

O treinador também foi algoz do Corinthians em mais de uma ocasião. Em 1998, como técnico do São Paulo, derrotou seu ex-clube na final do Paulistão. Repetiria a façanha 10 anos depois, na Copa do Brasil de 2008, quando treinava o Sport. Apesar da vitória corinthiana por 3x1 no jogo de ida da decisão, o Sport conseguiu reverter o resultado no Recife, vencendo o Corinthians por 2x0 e ficando com a taça.

Nelsinho é o 5º técnico com maior número de partidas pelo Corinthians: 192. Atualmente, é treinador no Japão, e chegou inclusive a disputar o Mundial de Clubes da FIFA como campeão do país-sede.

Pelo Corinthians:

Jogos:
192 

Vitórias:
84 

Empates:
66 

Derrotas:
42 

Títulos:
Campeonato Brasileiro: 1990
Supercopa do Brasil: 1991
Campeonato Paulista: 1997


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domingo, 7 de outubro de 2012

Pós-jogo: Náutico 2x1 Corinthians

Pois é, não deu. O Náutico nos derrotou, por 2x1.

Incrivelmente, o gol da vitória dos caras foi contra, dado de presente pelo Ralf, que costuma ter desempenhos impecáveis com a camisa do Timão. Mas ele tem crédito: tinha acabado de salvar uma bola em cima da linha, e já é sem dúvida um dos maiores volantes de nossa história.

Veja os gols no vídeo:

       

sábado, 6 de outubro de 2012

Pré-jogo: Náutico x Corinthians

Jogar no nordeste é sempre complicado, mesmo contra times que atravessam maus momentos no campeonato. A torcida dos clubes de lá, sempre fanática, coloca a maior pressão; faz um calor infernal, não importando a época do ano; e não raro as equipes se postam de maneira defensiva, mesmo jogando em casa.

Hoje, nosso adversário é o Náutico, que como mandante da partida deve ter todos esses elementos a seu favor. Cabe ao Corinthians, time experiente e vencedor, segurar a bronca e trazer um resultado positivo pra São Paulo.
 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Gols Históricos – Wilson Mano contra o São Paulo no Campeonato Brasileiro de 1990

Disputando a segunda final de Brasileirão em sua história, o Corinthians tinha pela frente o forte time do São Paulo, que por ter tido melhor campanha na primeira fase jogava por dois empates na decisão. Na primeira partida, em 13 de dezembro de 1990, cabia ao Timão reverter a vantagem para poder jogar pelo empate no jogo de volta, e foi isso que tratamos de fazer logo aos 4 minutos de jogo: Neto cobrou uma falta pela esquerda, e a bola sobrou pra Wilson Mano, que deslocou o goleiro Zetti para abrir o placar.

Conforme a declaração de Neto no filme 4x Timão – A conquista do tetra, quando saiu o gol ele pensou, educadamente: "Fudeu, somo campeão nessa porra...". E ele estava certo: o gol abriu caminho para o título que viria 3 dias depois, em nova vitória por 1x0 sobre o São Paulo.

Veja o gol no vídeo:

  
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Pós-jogo: Corinthians 3x0 Sport

Ver o Corinthians de Tite golear não é muito comum. Nos acostumamos a ser uma equipe sólida, mas de resultados. O time das goleadas de 1x0.

Só que nesse domingo, embora não tenhamos jogado tão bem assim, o resultado foi bastante convincente: 3x0 no frágil Sport, que tem tudo pra jogar Série B no ano que vem.

Com atuações elogiadas de Paulinho e Romarinho, autores dos gols (Romarinho fez 2) e também do centroavante Guerrero, o Corinthians vai demonstrando sua força e união na busca do voo mais alto de sua história, o bi-campeonato Mundial de Clubes da FIFA. E nosso time parece cada vez mais afinado para a disputa da competição, em dezembro.

Veja os gols no vídeo: