segunda-feira, 30 de julho de 2012

Pós-jogo: Bahia 0x0 Corinthians

Esse é o tipo de jogo difícil de fazer algum comentário. O Corinthians foi no máximo razoável, apesar do Bahia ser um time bem fraquinho, grande candidato ao rebaixamento. Não tivemos nenhuma emoção, nenhum lance bonito, nenhuma chance de gol. Nada.

A verdade é que o jogo foi chato pra caramba.

Veja os melhores momentos (se é que eles existem) no vídeo:


domingo, 29 de julho de 2012

Pré-jogo: Bahia x Corinthians

Nosso adversário de hoje é o Bahia, lá em Salvador – time que vem embalado por uma vitória fora de casa contra o Palmeiras na rodada passada.

Ainda que o objetivo deles seja lutar contra o rebaixamento, nós conhecemos a mania que o Corinthians tem de perder ponto pra times da parte de baixo da tabela.

O jeito é torcer pra isso não acontecer hoje.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Pós-jogo: Corinthians 2x0 Cruzeiro

No pré-jogo de ontem eu expus alguns pontos que achava que o Corinthians devesse prestar atenção contra o Cruzeiro, em uma partida que eu considerava bastante perigosa. Se o jogo foi tão mole, o que será que aconteceu?

1 – O Cruzeiro, apesar de ser o 5º colocado no Brasileirão, forte candidato ao G4 e correr por fora pelo título, tem um time bastante limitado, especialmente no setor de criação. Na noite de ontem eles tiveram pouquíssimas chances de gol, o Cássio praticamente só assistiu o jogo no primeiro tempo, e nosso sistema defensivo, como de costume, anulou a equipe adversária com perfeição. Resultado: mais 3 pontos pro Timão.

2 – Embora o desempenho do Cruzeiro como visitante nesse campeonato seja ótimo, e até ontem eles tivessem vencido 3 jogos em 5 fora de casa, o time mineiro jogou contra a gente de uma forma extremamente violenta, vindo ao Pacaembu com o propósito único de bater nos jogadores corinthianos. Talvez, se eles estivessem mais preocupados em jogar bola do que em dar pancada, eles não teriam sofrido ontem a sua primeira derrota como visitante.

3 – Eles foram um dos poucos times que nos derrotaram em casa no Brasileirão passado, mas retrospecto não ganha jogo. E, cá entre nós: aquela bola que o Wallyson acertou no ano passado, nunca mais.

4 – O nosso time vem sendo muito instável, e realmente temos deficiências. Mas a verdade é: o Corinthians tem, no momento, o melhor time do Brasil, e está anos-luz à frente dos demais. Quando o time tá com a cabeça no lugar, entra em campo com foco (e não pensando em proposta de time do exterior), não tem pra ninguém.

Veja os gols no vídeo:

    

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Cruzeiro

No Campeonato Brasileiro não tem jogo mole, e hoje a pedreira é o Cruzeiro, no Pacaembu. Embora a gente jogue na nossa casa, temos que prestar atenção em algumas coisas:

1 – O Cruzeiro é o 5º colocado no Brasileirão, forte candidato ao G4 e corre por fora pelo título.

2 – O desempenho do Cruzeiro como visitante nesse campeonato é ótimo: em 5 jogos, venceram 3.

3 – Eles foram um dos poucos times que nos derrotaram em casa no Brasileirão passado. Inclusive, esse jogo foi a nossa primeira derrota no campeonato.

4 – O mais importante: nosso time vem sendo muito instável. Além das qualidades do adversário, mais preocupante são as nossas deficiências.

Por isso, embora a gente jogue completinho, sem nenhum desfalque, o jogo tá em aberto.
                   

domingo, 22 de julho de 2012

Pós-jogo: Corinthians 1x1 Portuguesa

Ontem perdemos uma bela chance de subir ainda mais na classificação. Apesar da presença maciça da fiel torcida (num horário horroroso: sábado, às 21 horas!), acabamos ficando apenas no empate com a Lusa: 1x1. 

E só empatamos com uma colaboradinha do juiz, que no lance que deu origem ao nosso gol, de falta, tinha visto toque no braço do jogador adversário em uma bola que ele matou no peito.

Veja os gols no vídeo:



sábado, 21 de julho de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Portuguesa

Tem gente que tem mania de chamar de clássico, porque tem gente que tem mania de dizer que a Portuguesa é time grande.

Na boa, não é. Embora a Lusa seja sim um time bastante tradicional e muito simpático, hoje é um simples jogo que vale 3 pontos, e a nossa preocupação pra hoje é arrancar de vez pro topo da tabela. 


Mas eu confesso: não engoli até agora a gente ter perdido a Taça Sócrates pra eles no amistoso do começo desse ano. Todo jogo contra a Portuguesa desse dia em diante eu sempre penso em revanche...

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Títulos – Taça Libertadores da América de 2012

Para entender a importância do título da Libertadores de 2012 para o Corinthians, é preciso que a gente volte no tempo e analise três aspectos da história do clube:

1 – A história geral do Corinthians: dessa forma, vamos nos lembrar que a busca pela Libertadores foi a terceira grande obsessão de nossa história. A primeira foi a tentativa da quebra do jejum de títulos, que já durava desde 1954, e foi alcançada apenas no Campeonato Paulista de 1977, quando já fazia 23 anos que o Corinthians não vencia nenhum campeonato; a segunda foi a busca pelo nosso primeiro título nacional e a tentativa de acabar com a fama de "clube regional", o que foi conseguido com o Campeonato Brasileiro de 1990; e a terceira foi essa Libertadores, título perseguido há anos em um campeonato no qual não tínhamos boas experiências – situação agravada pelas piadinhas que ouvíamos dos rivais, todos já com essa taça na sala de troféus.

2 – A história recente do Corinthians: assim, nos lembraremos que o time, após a catástrofe do rebaixamento em 2007, se reergueu e voltou a conquistar títulos cada vez mais importantes, passo a passo: a Série B em 2008, o Paulista e a Copa do Brasil em 2009, o Brasileiro em 2011 e a Libertadores em 2012 (posteriormente ainda venceríamos o Mundial em 2012 e a Recopa em 2013, encerrando um ciclo perfeito).

3 – A história do Corinthians em Libertadores: nas primeiras três décadas da Libertadores, para disputar o torneio era preciso ser campeão ou vice nacional. Por isso, até a década de 90, tivemos apenas uma participação no torneio, em 1977, com uma eliminação ainda na primeira fase. Quando começamos a ganhar Brasileirões e Copas do Brasil com frequência, disputar a Libertadores se tornou rotina. Porém, sempre passamos por eliminações doloridas, traumáticas e até vergonhosas: contra o Boca Juniors, da Argentina, em 1991, o Grêmio, em 1996, o Palmeiras em 1999 e 2000, o River Plate, da Argentina, em 2003 e 2006, o Flamengo, em 2010, e até mesmo o Tolima, da Colômbia, ainda na pré-Libertadores de 2011. Enquanto isso, nossos rivais foram conquistando o torneio, mas nada do título vir pro Parque São Jorge.

Pronto. Somados esses três aspectos, podemos entender a história do Corinthians nessa edição específica do torneio, 2012, com a conquista do título inédito.


Pode-se dizer que a vitória corinthiana na Libertadores de 2012 começou imediatamente após a nossa traumática eliminação na edição de 2011 do torneio. Isso porque apesar da derrota para o Tolima, o técnico Tite foi bancado pela Diretoria e mantido no cargo. Com a confiança no trabalho do treinador e um grupo fechado, os resultados logo viriam: no final daquele mesmo ano, conquistaríamos o Brasileirão e, consequentemente, a vaga para a Libertadores do ano seguinte. Pela primeira vez na história jogaríamos três Libertadores consecutivas.

Entramos no torneio já na fase de grupos. De acordo com o regulamento, 32 equipes seriam divididas em oito grupos, com os dois melhores de cada grupo avançando para as oitavas de final. Nossa estreia, pelo Grupo 6, foi contra o fraco Deportivo Táchira, na Venezuela - por coincidência (ou não), mesmo adversário e mesmo local da estreia do campeão do ano anterior, o Santos. Todos esperavam uma estreia tensa, mas não foi isso que aconteceu. O time estava tranquilo e vinha jogando muito bem, mas mesmo assim tomou um susto: sofreu um gol ridículo, num chute de Chicão que bateu no adversário e entrou. No entanto, o Corinthians manteve a calma e foi pra cima, acabando por ser recompensado no último lance da partida, quando, após uma cobrança de falta perfeita de Alex, Ralf empatou de cabeça e evitou a derrota. Parecia um sinal: não perderíamos nem aquela e nem nenhuma outra partida na competição.

Depois, seguiram-se uma vitória tranquila contra o Nacional do Paraguai em casa (2x0), um empate no México contra o Cruz Azul (0x0), uma vitória contra o mesmo Cruz Azul em casa (1x0), vitória essa que valeu a primeira colocação no grupo e fez com que o time dependesse apenas de si para se classificar, mais uma vitória contra o Nacional, dessa vez por 3x1, em uma partida que, embora tenha sido jogada com mando do adversário, teve esmagadora torcida corinthiana no estádio, e o encerramento da nossa participação na fase de grupos em grande estilo: goleada de 6x0 no Táchira, jogando no Pacaembu.

Com apenas dois gols sofridos e sendo o único clube invicto da primeira fase, tínhamos a segunda melhor campanha da competição, atrás apenas do Fluminense.

Só que três dias antes da partida de ida das oitavas de final, um baque: fomos eliminados pela Ponte Preta no Paulistão por 3x2, em pleno Pacaembu, com duas falhas gigantescas do goleiro Júlio César. Como há males que vem para bem, essa eliminação serviu pra duas coisas: acender o alerta no Parque São Jorge, mostrando que o foco na Libertadores deveria ser total, e transformar o goleiro Cássio em titular – o que acabou com a desconfiança no setor que já acontecia há tempos.

Enfrentaríamos nas oitavas o Emelec, do Equador, time frágil, mas que havia eliminado Flamengo e Olímpia na fase de grupos e vinha empolgado. Seguramos o empate em 0x0 fora de casa e decidimos no Pacaembu, vencendo por 3x0, gols de Fábio Santos, Paulinho e Alex. Assim, encaramos o fantasma das oitavas de final, que não conseguíamos ultrapassar desde 2000.

Nas quartas o caminho dificultou: teríamos pela frente o Vasco, campeão da Copa do Brasil e vice campeão brasileiro de 2011, que estava com a nossa equipe atravessada na garganta por ter disputado com a gente (e perdido) o título do Brasileirão rodada a rodada no ano anterior. Após um jogo enlameado no "caldeirão" de São Januário, no Rio, que acabou em 0x0, decidiríamos em São Paulo. E até agora nenhum corinthiano conseguiu entender qual foi o lance capital naquele jogo: o emocionante gol de de cabeça de Paulinho após escanteio cobrado por Alex, aos 43 do segundo tempo (que nos deu a vitória por 1x0 e a classificação para a semifinal), ou o gol perdido pelo vascaíno Diego Souza, que arrancou sozinho do meio de campo após Alessandro entregar a bola de bandeja para o adversário e, cara a cara com Cássio, nos sete segundos mais dramáticos do Corinthians na competição, permitiu a defesa do goleiro – lembrando que isso aconteceu quando a partida ainda estava 0x0, ou seja, o gol obrigaria o Corinthians a marcar dois, devido ao critério de gols fora de casa. Mas esse lance deixou claro: nada faria o Corinthians perder o título. Parecíamos, finalmente, predestinados à vitória na competição.

Chegamos à semi, igualando nossa melhor campanha na competição, em 2000. E, como naquele ano, novamente teríamos um rival paulista, o Santos, que como o Palmeiras em 2000 era o vencedor da edição anterior da Libertadores. Mas algum corinthiano tomou conhecimento do "alçapão" da Vila Belmiro? Com um golaço de Emerson, trouxemos a vitória por 1x0 para casa e jogaríamos pelo empate na partida de volta, no Pacaembu, onde nem mesmo o gol de Neymar abalou nossa confiança na classificação para a final. Logo no início do segundo tempo, o sempre decisivo Danilo empatou o jogo, e seguramos o empate em 1x1 para conquistarmos a vaga para a final inédita.

Só que nosso adversário na decisão seria o temido Boca Juniors, da Argentina. Tínhamos enfrentado uma equipe com um título de Libertadores (o Vasco) e uma com três (o Santos); agora, teríamos pela frente um time com seis títulos. Pior: a primeira partida seria no inferno da Bombonera. Mas quem disse que o Corinthians sentiu? OK, o jogo foi tenso, e sem dúvida nossa pior atuação em todo o torneio. Sim, eles tinham Riquelme. E é verdade, saímos atrás no placar. Mas aos 40 minutos do segundo tempo, o iluminado Romarinho, contratação recente corinthiana que tinha acabado de entrar em campo, recebeu um passe magistral de Emerson e teve a frieza de dar uma cavadinha para encobrir o goleiro e fazer um golaço. O garoto, que tinha marcado dois gols na vitória por 2x1 contra o Palmeiras, de virada, apenas três dias antes, estava estreando na Libertadores, e aquele foi o primeiro toque dele na bola não só naquela partida, mas na história da competição. Só que ainda deu tempo de a Fiel Torcida suar frio no último lance do jogo: uma bola na nossa trave, que ainda sobrou limpa para Cvitanich desperdiçar incrivelmente o rebote com o gol aberto, o que manteve o resultado em 1x1. É como já foi dito: nada faria o Corinthians perder aquele título.

Como em toda a fase de mata-mata, a partida de volta seria no Pacaembu. Dessa vez, o gol marcado fora de casa não serviria de critério de desempate, por isso sabíamos que qualquer vitória do Boca daria o título a eles e que qualquer empate levaria a disputa para a prorrogação (e, persistindo o empate, teríamos pênaltis). Ou seja: pra ser campeão, só ganhando o jogo (afinal, alguém queria pênaltis?). Assim, acordamos no dia 4 de julho sabendo que se fôssemos campeões, seria de forma invicta. Mas também sabíamos que dava pra acontecer a catástrofe do vice invicto, caso perdêssemos nos pênaltis. Ou pior: chegar invicto à final e perder exatamente o último jogo.

No dia da partida, o Brasil parou. Não se falava em outra coisa. Milhões de corinthianos torcendo pelo título inédito eram igualados por milhões de torcedores rivais secadores: os "anti". Naquelas coisas que só o Corinthians consegue, a audiência da partida na televisão seria maior do que a alcançada pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

E o jogo começou.

Como em um roteiro de filme, a gente sabia que iria dar tudo certo no final. O Boca foi um mero coadjuvante no Pacaembu lotado por quase 40 mil fiéis. E embora o primeiro tempo tenha acabado em 0x0, os 45 minutos que se seguiram foram perfeitos.

Emerson abriu o placar logo aos oito minutos, em um golaço, com direito a "Fala muito!" do Tite para o Riquelme e passe de calcanhar do Danilo. Se dava pra pensar em alguma coisa naquele momento, o pensamento era um só: "campeão!". O Boca simplesmente não iria virar. E não virou. E nem mesmo empatou. Emerson, usando sua malandragem e a famosa catimba típica dos argentinos, além de infernizar a zaga adversária (com direito a xingamento e até a mordida no dedo do zagueiro Caruzzo), ainda fez o segundo, aos 27, roubando a bola numa bobeada de Schiavi.

Dessa vez não teve sofrimento e nem gol no finalzinho. Ainda tínhamos 20 minutos de bola rolando. Foi um presente para a Fiel Torcida: depois de tanta espera, de tanta tristeza, tivemos a chance de simplesmente curtir o time fazendo história, enquanto a ficha caia pra cada um de nós. A maldição tinha acabado.

O dia 4 de julho, data da Independência dos Estados Unidos, se tornou também a data da Libertação de uma nação, a Nação Corinthiana, e da sua população de 30 milhões de loucos apaixonados. Com uma das melhores defesas da história da competição – quatro gols sofridos em 14 jogos, média de 0,28 por partida –, o título inédito, e invicto, também credenciava a equipe para o bi mundial em dezembro e para outro título inédito no ano seguinte, o da Recopa Sul-Americana.


Time-base: Cássio (Júlio César); Alessandro (Edenílson), Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo (Douglas) e Alex; Jorge Henrique (Willian) (Romarinho) e Emerson (Liédson) (Élton). Técnico: Tite.

Os campeões:

1 - Júlio Cesar
2 - Alessandro
3 - Chicão
4 - Leandro Castán
5 - Ralf
6 - Fábio Santos
7 - Willian
8 - Paulinho
9 - Liédson
10 - Adriano / Marquinhos
11 - Emerson
12 - Alex
13 - Paulo André / Willian Arão
14 - Cachito Ramírez
15 - Douglas
16 - Ramón
17 - Gilsinho
18 - Welder
19 - Élton
20 - Danilo
21 - Edenílson / Romarinho
22 - Danilo Fernandes
23 - Jorge Henrique
24 - Cássio
25 - Wallace

Técnico - Tite

Observações: 

• Cássio, Leandro Castán, Paulinho e Emerson, além do técnico Tite, foram eleitos pela Conmebol para a seleção do campeonato. 
• Emerson foi eleito o melhor jogador da final.
• O Corinthians ganhou o Troféu Fair Play da Conmebol como a equipe mais disciplinada do torneio.

Para ver uma lista com todos os títulos da história do Corinthians, clique aqui.

Para acessar os posts sobre outros títulos da história do Corinthians, clique aqui.
                       

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Pós-jogo: Flamengo 0x3 Corinthians

Ontem o Corinthians conseguiu um ótimo resultado contra o Flamengo no Engenhão: uma goleada por 3x0. Todos golaços, que inclusive tiveram colaboração dos próprios jogadores do Flamengo (com destaque para a bizarríssima assistência perfeita de calcanhar do Renato Abreu pro Douglas no segundo gol). Não é a toa que no fim do jogo teve olé e a própria torcida do Flamengo gritou junto... 

E olha que ainda perdemos um pênalti!



Mas isso não importa. O importante é que trouxemos mais 3 pontinhos na bagagem, e jogando MUITA BOLA. Se o hexa é quase impossível pela diferença de pontos que temos para o líder (14 pontos), pelo menos podemos ter a esperança fazer um ótimo campeonato, mesmo sem título.
Veja os gols no vídeo:




quarta-feira, 18 de julho de 2012

Pré-jogo: Flamengo x Corinthians

Já chegamos na metade do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, e hoje faremos com o Flamengo, no Rio, a partida entre os clubes de maior torcida do Brasil.

É verdade, o clube carioca não atravessa um momento tão maravilhoso assim (é apenas o 9º colocado no Brasileirão, com 15 pontos – sem contar a eliminação na Libertadores ainda na fase de grupos e as duas eliminações contra o Vasco nas semifinais dos dois turnos do Carioca). Mas o Flamengo é um dos poucos times que ainda levam vantagem contra o Corinthians no retrospecto geral, e a gente não vence eles no Rio desde 2005.

Assim, qualquer pontinho trazido pra São Paulo é um belo resultado. Será que dá?
 

domingo, 15 de julho de 2012

Pós-jogo: Corinthians 2x1 Náutico

Sim, ganhamos nossa segunda partida nesse Brasileirão, e estamos fora da zona de rebaixamento pela primeira vez desde que o campeonato começou. 


Com dois gols de Danilo, conquistamos os 3 pontinhos que nos colocam na ainda incômoda 14º posição. Mas, acreditem: teve sufoco. Até contra o Náutico, em casa, a gente leva susto...


Veja os gols no vídeo:



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Pós-jogo: Corinthians 1x3 Botafogo

Parece que esse estágio de ressaca pós-título de Libertadores ainda está gerando grandes efeitos no Parque São Jorge. Não só na equipe, que ontem, com o time titular, tomou de 3x1 do Botafogo em pleno Pacaembu, mas até nesse que vos fala (afinal, até me esqueci de fazer o pré-jogo...).

Não adianta: todo time que consegue uma grande façanha tem queda de rendimento na sequência. É natural. Porém, se jogador entrar em campo com a cabeça em contrato na Europa ou no Oriente Médio, fica complicado. A gente até entende que o foco no Brasileirão não vai ser o mesmo que vimos na Libertadores, mas tomar 3 gols de uma equipe mediana em 90 minutos, sendo que tomou só 4 na Libertadores inteira, em 1300 minutos, é inadmissível.

Pior: fazer os heróis de 77 irem até o Pacaembu pra entregar a faixa de campeão e deixar o Botafogo meter 3 carimbos nela? Podiam ter deixado Basílio, Wladimir, Zé Maria e os demais de fora disso.

Veja os gols no vídeo:



terça-feira, 10 de julho de 2012

Pós-jogo: Sport 1x1 Corinthians

Jogo confuso: quando o Sport era melhor e merecia um gol, no primeiro tempo, eles pararam nas grandes defesas do Julio Cesar, melhor jogador em campo. No segundo tempo, Liédson abriu o placar e a gente tava trazendo 3 pontos pra casa. Mas de repente, aos 43 do segundo tempo, o Sport (que não vinha fazendo mais nada) achou uma jogada e fez o gol de empate. E com a bola passando no meio das pernas do Julio. Existe justiça no futebol?

Ainda estamos na Z4, e temos que acordar. A partir da próxima rodada, voltando o time titular, temos tudo para conseguir isso. Pelo menos, é o que esperamos.

Veja os gols no vídeo:



domingo, 8 de julho de 2012

Pré-jogo: Sport x Corinthians

Ainda de ressaca pelo título da Libertadores, o Corinthians volta hoje a entrar em campo pelo Brasileirão. Mas o Tite já avisou: ninguém que jogou na quarta-feira tem o mínimo de condição de atuar na partida de hoje. Assim, o time que pega o Sport, lá em Recife, é totalmente reserva.

Mas isso vai acontecer hoje pela última vez. A partir dessa quarta-feira, quando faremos o jogo contra o Botafogo que foi adiado, vamos sempre com o time titular correr atrás do prejuízo no Brasileirão, buscando duas coisas: começar nossa reabilitação no torneio e deixar o time nas melhores condições possíveis para o Mundial no Japão, em 2012.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Pós-jogo: Corinthians 2x0 Boca Juniors-ARG

Com o apoio de quase 40 mil fiéis no Pacaembu, o Corinthians venceu o Boca Juniors por 2x0 e (finalmente!) se sagrou campeão, e invicto, da Taça Libertadores da América. Destaque para Emerson, que além de fazer os 2 gols teve uma atuação perfeita, atuando com a raça de sempre e infernizando a defesa adversária (e se estranhando o jogo todo com o zagueiro Caruzzo, que teve até sua mão mordida pelo atacante corinthiano). 

Mas, como o próprio jogador afirmou, não teve herói do título. Nem ele, nem Danilo, que deu um lindo passe de calcanhar no primeiro gol, nem ninguém. O destaque é, e tem que ser, para o grupo. Para o coletivo.

A emoção é indescritível, e não há muito a se dizer. Todos viram o jogo, e sabem exatamente do que estamos falando. Só sei de uma coisa: o Corinthians só ia ganhar a Libertadores no dia de São Nunca? Feliz dia de São Nunca, Fiel!

Veja os gols no vídeo:



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Boca Juniors-ARG

Já é a terceira vez, em quase 102 anos, que esperamos pelo "jogo mais importante da história do Corinthians".

Em 1977, num jejum que já durava 23 anos, voltar a ser campeão era a palavra de ordem. A final do Paulista contra a Ponte Preta, no dia 13 de outubro de 1977, era encarada como o maior jogo do clube até então, nos seus 67 anos de história.

O mesmo aconteceu em 1990, quando as piadinhas de "time regional" incomodavam qualquer corinthiano, que até aquele momento não sabia o que era comemorar um título nacional. A final do Brasileiro daquele ano, contra o São Paulo, no dia 16 de dezembro, trouxe de novo o peso de ser a "maior partida" nos 80 anos do clube.

Hoje estamos na liderança de conquistas em São Paulo (com 26 títulos paulistas), somos um dos maiores vencedores nacionais (com 8 títulos – 5 Brasileirões e 3 Copas do Brasil), e temos até um Mundial da FIFA, conquistado em 2000. O estádio tá ficando pronto, a torcida só cresce, mas a Libertadores não veio. Ainda.

Assim, esse 4 de julho de 2012 já é o novo dia do "jogo mais importante da história do Corinthians". Se perdermos, será a maior catástrofe dos nossos quase 102 anos, comparável apenas ao rebaixamento em 2007. Em compensação, caso o título venha, será simplesmente histórico.

A verdade é que a gente está SIM preparado. Já seguramos o Vasco, o "Trem bala da Colina", atual vice campeão brasileiro. Já passamos pelo "alçapão" da Vila Belmiro, contra o Santos, o atual campeão da Libertadores. Já seguramos o Boca no "inferno da Bombonera". Nosso time, além de invicto, sofreu apenas 4 gols em 13 jogos, e tem uma das melhores defesas de todos os tempos no torneio. Esse grupo é capaz de feitos incríveis. E pra coroar tudo isso, precisamos hoje de uma vitória simples em casa ou, na pior das hipóteses, arrancar um empate e decidir nos pênaltis.

Detalhe: "simples vitória" não quer dizer "vitória simples". "Simples vitória" significa uma vitória por qualquer placar, até mesmo um a zero, já que meio a zero não é possível. "Vitória simples", contra o Boca Juniors de um craque como Riquelme, simplesmente não existe.

O interessante é notar como o título parece próximo e distante ao mesmo tempo. Próximo porque jamais chegamos tão longe, porque nossa vantagem é boa, e porque sabemos que DÁ PRA VENCER. Distante porque o tempo teima em não passar, e porque o medo de uma derrota em casa se faz presente o tempo todo.

Como controlar os nervos sabendo que chegamos até aqui invictos, mas qualquer derrota hoje nos tiraria o título? E tendo a consciência de que, pasmem, é possível ser vice-campeão invicto, caso a disputa vá para os pênaltis e a gente perca?

Não dá pra ficar calmo nem pensando em vitória – seja ela nos pênaltis, na prorrogação ou no tempo regular, por 1x0 com gol nos acréscimos ou por 10x0. Não dá.

Dentro de algumas horas saberemos o resultado do "jogo mais importante da história do Corinthians". E que ele termine com a bandeira do nosso time no ponto mais alto da América.