segunda-feira, 30 de abril de 2012

Títulos – Campeonato Paulista de 1977

Como explicar que um time bicampeão do mundo, campeão da América e com diversos títulos nacionais tenha como sua maior conquista um simples título paulista dentre os tantos de sua história? A resposta é fácil se esse título for o Paulista de 1977, vencido pelo Corinthians após um jejum que durou 23 anos – ou melhor, exatos 22 anos, oito meses e sete dias.

Após ser o campeão paulista do IV Centenário em 1954, imaginava-se que o Corinthians continuaria se mantendo como o maior time do país, mas não foi isso que aconteceu. O final da década de 50 apresentou a decadência corinthiana e a ascensão do Santos de Pelé, que se tornou o time a ser batido no estado de São Paulo. O tempo foi passando, a crise corinthiana foi aumentando, e entre a esperança de voltar a ser campeão e as várias decepções às quais a Fiel Torcida teve que se submeter, chegamos ao ano de 1977, quando finalmente, após tanta espera, o jejum seria quebrado.

De acordo com o seu regulamento, o longuíssimo Campeonato Paulista de 1977 seria disputado em três turnos, mais a final.

No primeiro turno, o qual valia a Taça Cidade de São Paulo, os 19 clubes participantes foram divididos em quatro grupos, mas apenas para efeito de pontuação, já que todos jogariam contra todos, em turno único. Os líderes de cada grupo após 18 rodadas se classificariam para o mata-mata que definiria o campeão daquele turno.

Nosso início não foi dos melhores. Após maus resultados, o técnico Duque foi demitido, e para o seu lugar contamos com o retorno de Oswaldo Brandão, treinador responsável pelo último título conquistado pelo Corinthians, o histórico Campeonato Paulista de 1954 (sem contar o título dividido do Rio-São Paulo de 1966, no qual Brandão também era o nosso comandante). E assim as coisas começaram a se encaixar, embora não tenhamos conseguido avançar para a fase final, pois ficamos em segundo lugar do Grupo B, logo atrás do Botafogo de Ribeirão Preto, equipe que inclusive seria a campeã do primeiro turno e tinha como maior destaque o futuro craque corinthiano Sócrates.

No segundo turno, que colocava em disputa a Taça Governador do Estado (não confundir com o torneio internacional de mesmo nome disputado também em 1977), o sistema seria o mesmo do primeiro, a única diferença sendo o reagrupamento das equipes.

Nessa etapa, não teve pra ninguém: o Timão liderou o Grupo C, fazendo a segunda melhor campanha geral, atrás apenas do Palmeiras, e foi com tudo para o mata-mata. Na semifinal, venceu o São Paulo por 2x1, na prorrogação, com gols de Geraldão e Luciano, e venceu também o Palmeiras na final, por 1x0, novamente com gol de Geraldão.

No terceiro turno, decisivo, os oito times com melhor campanha (os vencedores dos dois turnos anteriores e outras seis equipes com melhor desempenho nos dois turnos somados, excluindo-se os mata-matas) seriam divididos em dois grupos, novamente apenas para efeito de classificação, já que todos enfrentariam todos, em turno único. Após cada equipe cumprir seus sete jogos, os vencedores de cada grupo se classificariam para a grande final.

Sorteado no Grupo 2, ao lado de São Paulo, Guarani e Portuguesa, o Corinthians não teve vida fácil nessa etapa, e só conseguiu três pontos em seus primeiros quatro jogos, enquanto o rival São Paulo parecia encaminhar sua classificação para a final após somar oito pontos nas primeiras cinco partidas. Sabendo que o título só seria possível com a união e o empenho do grupo, o técnico Oswaldo Brandão reuniu o time após a derrota contra o Guarani, que foi a quarta partida do Timão nesse turno, e comunicou que quem não acreditava no título não precisaria nem ir treinar no dia seguinte. O time não era de craques, mas tinha guerreiros unidos pelo propósito de tirar o clube da fila, e assim o recado foi entendido por todos: era preciso acreditar e jogar com mais raça do que nunca.

Depois disso, os resultados começaram a aparecer: uma vitória contra o Botafogo fora de casa e outra contra a Portuguesa, ambas por 1x0, fizeram com que o Corinthians chegasse a sete pontos – na época, a vitória valia dois pontos – e pudesse decidir a vaga para a decisão exatamente na última rodada do grupo, contra o São Paulo, que havia perdido para o Santos e se mantinha com oito pontos. Ou seja: para ir à final, o Corinthians precisaria vencer o São Paulo. E com gols de Geraldão e Romeu, derrotamos a equipe do Morumbi por 2x1, chegando a nove pontos e conseguindo como que por um milagre a classificação para disputar a final.

Nosso adversário na decisão seria a Ponte Preta, fortíssima na época, que possuía em seu elenco jogadores de Seleção Brasileira e havia derrotado o Corinthians três vezes nos três turnos anteriores do campeonato. O confronto seria uma melhor de quatro pontos – lembrando que a vitória valia dois pontos na época –, sendo que o Timão entrava com um ponto extra na decisão devido à melhor campanha por ter mais vitórias do que a Ponte ao longo da campanha (26 a 23).

Disputada em 5 de outubro, a primeira partida da final foi vencida por 1x0 pelo Corinthians com o famoso "gol de cara" de Palhinha, lance em que a bola defendida pelo goleiro da Ponte voltou no rosto do atacante corinthiano e entrou no gol. No dia 9, quando foi jogada a partida de volta, 146.082 pessoas lotaram o Morumbi (no maior público não apenas da história do Corinthians e do estádio, mas do futebol paulista em todos os tempos) com a certeza de ver o Timão campeão, e o gol de Vaguinho no fim do primeiro tempo deu ainda mais esperança à Fiel Torcida. Mas sendo o Corinthians em campo, o sofrimento sempre dá as caras, e dessa vez não foi diferente: a Ponte virou o jogo no segundo tempo, e o resultado em 2x1 obrigou a realização de uma terceira partida, que seria disputada no dia 13.

Pra piorar, Palhinha, o jogador mais técnico do time, não tinha condições de jogo. E assim, outro acontecimento fortaleceu ainda mais o grupo: Oswaldo Brandão, ao perguntar para o jogador se ele tinha condições de jogo, ouviu que não seria possível, pois a dor dele era muito grande. Brandão respondeu então que a dor que ele próprio sentia naquele momento era muito maior: seu filho Márcio, com câncer, se encontrava em estado terminal. Isso comoveu e uniu ainda mais a equipe, e a promessa foi feita: o time ganharia aquele título, em homenagem a Brandão e seu filho.

A partida decisiva foi tensa desde o início. Ainda no primeiro tempo, houve a expulsão do atacante ponte-pretano Rui Rei por ofensa ao disciplinador árbitro Dulcídio Wanderley Boschilia (o que, como de costume, gerou reclamações de favorecimento ao Corinthians que persistem até os dias de hoje). O 0x0 teimava no placar, e em caso de igualdade, teríamos prorrogação, na qual o Corinthians jogaria pelo empate. A pressão corinthiana era total, até que veio o gol que libertou uma nação de seu sofrimento: em uma falta na ponta direita, Zé Maria levantou a bola na área; Basílio tocou de cabeça, e a sobra foi de Vaguinho, que soltou uma bomba de pé esquerdo; a bola explodiu na trave e voltou para Wladimir, que cabeceou em cima do zagueiro Oscar; e ela veio pra Basílio, que encheu o pé direito e estufou as redes. Corinthians 1x0. Gol de Basílio. Gol do título. Gol da libertação.

A festa do 16º título paulista do Corinthians durou a madrugada inteira – e na verdade dura até hoje. O gol de Basílio, sem dúvida o mais importante dos mais de 10.000 já marcados na história do Corinthians, acabou com uma maldição de 23 anos e fez com que os corinthianos, depois de tanto tempo, pudessem soltar o grito de campeão mais uma vez. Até mesmo a maldição de Pelé – que, de acordo com o folclore do futebol, teria afirmado que o Corinthians jamais seria campeão enquanto ele jogasse –, pôde ser quebrada: ele havia se aposentado 12 dias antes...

Essa história é contada no DVD 23 Anos em 7 Segundos, lançado pela Fox em 2009. No filme, além de depoimentos de jornalistas e torcedores, vemos a história contada pelos próprios jogadores, os heróis da conquista, como Zé Maria, Geraldão e Vaguinho, além, obviamente, de Basílio, o "Pé-de-Anjo", autor do gol da redenção.


Time-base: Tobias (Jairo); Zé Maria, Moisés (Darci), Zé Eduardo (Ademir) e Wladimir (Claudio Mineiro); Ruço, Basílio (Lance) e Luciano (Adãozinho); Vaguinho, Palhinha (Geraldão) e Romeu (Edu). Técnico: Oswaldo Brandão.

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domingo, 29 de abril de 2012

Títulos e taças

A seguir, uma lista com todos os títulos e taças do Corinthians:

• Mundiais

Mundial de Clubes da FIFA: 2 (2000 e 2012)

• Continentais

Copa Libertadores da América: 1 (2012)
Recopa Sul-Americana: 1 (2013)

• Nacionais

Campeonato Brasileiro: 6 (1990, 1998, 1999, 2005, 2011 e 2015)
Copa do Brasil: 3 (1995, 2002 e 2009)
Supercopa do Brasil: 1 (1991)
Campeonato Brasileiro – Série B: 1 (2008)

• Interestaduais

Torneio Rio-São Paulo: 5 (1950, 1953, 1954, 1966 e 2002)

• Estaduais

Campeonato Paulista: 28 (1914, 1916, 1922, 1923, 1924, 1928, 1929, 1930, 1937, 1938, 1939, 1941, 1951, 1952, 1954, 1977, 1979, 1982, 1983, 1988, 1995, 1997, 1999, 2001, 2003, 20092013 e 2017)

Torneios e copas:

• Internacionais

Pequena Taça do Mundo: 1 (1953)
Torneio Internacional Charles Miller: 1 (1955)
Copa do Atlântico de Clubes: 1 (1956)
Copa Cidade de Turim: 1 (1966)
Troféu Apollo V: 1 (1969)
Torneio Costa do Sol: 1 (1969)
Copa São Paulo: 1 (1975)
Torneio Feira de Hidalgo: 1 (1981)
Copa das Nações: 1 (1985)
Torneio Internacional de Verão Cidade de Santos: 1 (1986)
Torneio Internacional de Verão de São Paulo: 1 (1987)
Troféu Ramón de Carranza: 1 (1996)

• Nacionais

Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo: 2 (1930 e 1941)
Torneio Quinela de Ouro: 1 (1942)
Torneio Brasília: 1 (1958)
Pentagonal do Recife: 1 (1965)
Triangular Otávio Lage: 1 (1967)
Torneio do Povo: 1 (1971)
Taça Cidade de Porto Alegre: 1 (1983)

• Estaduais

Torneio Início: 9 (1919, 1920, 1921, 1929, 1936, 1938, 1941, 1944 e 1955)
Taça Cidade de São Paulo: 1 (1922)
Taça Competência: 3 (1922, 1923 e 1924)
Taça Ballor: 3 (1923, 1924 e 1928)
Taça Augusto Henrique Mündell Júnior (Festival do São Paulo Futebol Clube): 1 (1938)
Taça Fasanello: 1 (1938)
Taça Cidade de São Paulo: 5 (1942, 1943, 1947, 1948 e 1952)
Taça Tibiriçá (Torneio das Missões): 1 (1953)
Taça Prefeitura Municipal de São Paulo: 1 (1953)
Taça Charles Miller: 2 (1954 e 1958)
Torneio de Classificação do Campeonato Paulista: 1 (1957)
Taça Estado de São Paulo: 1 (1962)
Taça Piratininga: 1 (1962)
Torneio Laudo Natel: 1 (1973)
Copa Bandeirantes: 1 (1994)

Taças e troféus:

• Internacionais

Troféu Barracas: 1 (1929)
Taça Città di Firenze: 1 (1929)
Taça ao Empório Toscano: 1 (1929)
Taça Sudan Ovais: 1 (1929)
Taça Professor Caputto: 1 (1929)
Troféu All Stars: 1 (1930)
Troféu Boca Juniors: 1 (1935)
Copa dos Campeões: 1 (1986)

• Nacionais

Taça o Mais Querido do Brasil: 1 (1955)
Troféu Osmar Santos (primeiro turno do Campeonato Brasileiro): 3 (2005, 2011 e 2015)
Troféu João Saldanha (segundo turno do Campeonato Brasileiro): 2 (2014 e 2015)

• Interestaduais

Char de la Victoire: 1 (1928)
Taça Vada: 1 (1928)
Taça Apea: 1 (1930)
Taça Aliança da Bahia: 1 (1936)
Taça Prefeitura de Salvador: 1 (1936)
Taça Linha Circular: 1 (1938)

• Estaduais

Taça Beneficência Espanhola: 2 (1915 e 1916)
Taça Cronistas Esportivos: 1 (1916)
Taça oferecida pelo Dr. Alcântara Machado: 1 (1916)
Taça oferecida pelo Sr. Celino Ambrósio: 1 (1917)
Taça Challenge: 3 (1919, 1920 e 1921)
Taça Amílcar: 1 (1919)
Taça União Brasil: 1 (1919)
Taça 47: 1 (1919)
Taça Neco: 1 (1920)
Taça Doutor Arnaldo Vieira de Carvalho: 1 (1920)
Taça Prefeitura Municipal de Guaratinguetá: 1 (1920)
Taça Ida: 1 (1921)
Taça Antarctica: 1 (1921)
Taça ao Preço Fixo: 1 (1921)
Taça Cabral-Coutinho: 1 (1922)
Taça Cântara Portugália: 1 (1922)
Troféu Doutor Otávio Egídio: 1 (1922)
Taça Joalheria Castro: 1 (1925)
Taça Guido Giacominelli: 1 (1925)
Taça Studebaker: 1 (1925)
Taça Agência Ford: 1 (1925)
Taça Juvenal Plastídio Filho: 1 (1925)
Taça Lacta: 1 (1926)
Taça Centenário do Uruguai: 1 (1926)
Taça Guaraná Espumante: 1 (1926)
Taça Francisco Rei: 1 (1926)
Taça Apea: 1 (1926)
Taça De Callis: 1 (1926)
Taça Elixir de Cabo Verde Composto: 1 (1926)
Taça Adamastor: 1 (1926)
Taça Fábrica de Gelo Vila Mathias: 1 (1927)
Taça Sarmento Beires: 1 (1927)
Taça Ribeiro de Barros: 1 (1927)
Taça Tipografia Carvalho: 1 (1927)
Taça O Comerciário: 1 (1927)
Taça Ministro do Chile: 2 (1928 e 1931)
Taça Benedito Montenegro: 1 (1929)
Taça Almirante Sousa e Silva: 1 (1929)
Troféu Washington Luís: 1 (1930)
Troféu Liga Paulista: 1 (1939)
Taça Capitão Sylvio de Magalhães Padillha: 1 (1941)
Taça Duque de Caxias: 1 (1941)
Taça Manoel Domingos Corrêa: 1 (1941)
Troféu Bandeirante: 1 (1952)
Taça Roberto Gomes Pedrosa: 1 (1955)
Troféu Lourenço Fló Júnior: 1 (1962)
Taça Governador do Estado: 1 (1977)
Taça Cidade de São Paulo: 1 (1978)
Taça da Solidariedade: 1 (1994)

Títulos honoríficos:

Galo da Várzea: 2 (1910 e 1913)
Campeão do Centenário Brasileiro: 1 (1922)
Tri-tricampeão paulista: (1922-1923-1924, 1928-1929-1930 e 1937-1938-1939)
Campeão dos Campeões: 1 (1930)
Campeão Honorário do Brasil - Torneio Rio-São Paulo: 1 (1950)
Fita Azul do Futebol Brasileiro: 1 (1952)
Campeão Internacional dos Invictos: 1 (1954)
Campeão do Centenário da Cidade de São Paulo: 1 (1954)
Campeão Paulista do Século XX
Taça dos Invictos: 5 (1956, 1957, 1988, 1990 e 2009)
Troféu Samsung Fair Play (Libertadores da América): 1 (2012)
Troféu Samsung Fair Play (Campeonato Paulista): 1 (2013)
Troféu Torcida Sustentável (Campeonato Paulista): 1 (2013)
Clássico Alvinegro - 100 Anos (Corinthians vs. Santos): 1 (2013)
Clube mais Transparente do Ano - Ranking Pluri: 2 (2012, 2013)
Tríplice Coroa Internacional: 1 (2013)
         

sábado, 28 de abril de 2012

Ídolos – Roberto Rivellino, o "Reizinho do Parque"


Nascido em 1º de janeiro de 1946, Roberto Rivellino é sem dúvida o maior jogador da história do Corinthians. A exemplo de Luizinho, outro genial ídolo alvinegro, Rivellino se destacou no time de aspirantes, fazendo com que a torcida chegasse mais cedo ao Pacaembu para vê-lo jogar antes das partidas do time profissional. O "Maloca", apelido pelo qual era conhecido por seus colegas, foi promovido para o time principal em 1965. E assim começou a trajetória de um dos maiores jogadores da história do futebol mundial.

Canhoto, jogava no meio de campo, como armador da equipe. Extremamente habilidoso e capaz de aplicar dribles perfeitos como o "elástico", herança de sua passagem pelo futebol de salão, Rivellino teve uma ascenção meteórica. Com apresentações geniais, em pouco tempo já era titular e camisa 10, conquistando o coração da torcida do clube do Parque São Jorge, que o apelidou de "Reizinho do Parque" em alusão ao Rei Pelé.

Nessa época as convocações para a Seleção Brasileira já eram constantes, e o "Bigode" fez parte do time tricampeão do mundo em 1970, no México. Titular absoluto e um dos mais importantes jogadores da maior Seleção de todos os tempos, Rivellino ficou conhecido pela imprensa mexicana como "Patada Atômica", devido à violência de seu chute de perna esquerda. Ele disputaria também as copas de 74 e 78, herdando a camisa 10 de Pelé, e sendo o maior destaque das campanhas brasileiras.

Mas o período não era dos mais fáceis na história do Corinthians. O clube já vivia um jejum de mais de 10 anos sem títulos de primeira grandeza, e a esperança do torcedor de que Rivellino seria o responsável por tirar o time da fila era enorme. Porém o jogador não conseguiria conquistar o tão desejado título no Corinthians. A situação ficou insustentável após a derrota para o maior rival Palmeiras na final do Paulistão de 1974, por 1x0. Acusado injustamente pela própria torcida de não se impor em campo, acabou sendo o maior responsabilizado pela derrota, e foi negociado com o Fluminense em um dos momentos mais lamentáveis da históra do Corinthians. Assim como diversos ídolos alvinegros, Rivellino saiu pela porta dos fundos do clube, tendo conquistado apenas alguns torneios de menor importância e um Rio-São Paulo em 1966 dividido com Botafogo, Santos e Vasco, apesar de ser o 11º maior artilheiro da história do Corinthians, com 144 gols.

No Rio de Janeiro seria ídolo da "Máquina Tricolor", e novamente provaria seu valor, jogando de forma primorosa e conquistando diversos títulos. Posteriormente Riva jogaria também no Al-Hilal da Arábia Saudita, onde encerrou sua carreira em 1981, aos 35 anos. Nos anos 80 faria parte da Seleção Brasileira de Masters.

Respeitado internacionalmente, Rivellino é o maior ídolo de ninguém menos que Diego Armando Maradona, e recebeu diversos prêmios individuais, como a Bola de Prata da revista Placar em 1971, as eleições para o All-Star Team da Copa do Mundo de 1970 e para a Seleção da América do Sul de todos os tempos, além do FIFA 100, em 2004, reconhecimento como um dos 100 maiores jogadores de todos os tempos.

Pelo Corinthians:

Jogos:
474

Vitórias:
238

Empates:
136

Derrotas:
100

Gols:
144

Títulos:
Torneio Rio-São Paulo: 1966
Pentagonal do Recife: 1965
Copa Cidade de Turim (ITA): 1966, 1969
Triangular de Goiânia: 1967
Taça Piratininga: 1968
Torneio da Costa do Sol (ESP): 1969
Troféu Apolo V (EUA): 1969
Torneio do Povo: 1971
Torneio Laudo Natel: 1973

Para ver uma lista dos principais ídolos da história do Corinthians, clique aqui.

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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ídolos

A seguir, uma lista dos principais ídolos da história do Corinthians:

Alessandro (lateral-direito)
Amílcar (atacante)
Baltazar (atacante)
Basílio (meio-campista)
Biro-Biro (meio-campista)
Brandão (meio-campista)
Cabeção (goleiro)
Carbone (meio-campista)
Casagrande (atacante)
Cássio (goleiro)
Cláudio (atacante)
Danilo (meio-campista)
Del Debbio (zagueiro)
Dinei (atacante)
Dino (meio-campista)
Dino Sani (meio-campista)
Dida (goleiro)
Domingos da Guia (zagueiro)
Edílson (atacante)
Emerson Sheik (atacante)
Gamarra (zagueiro)
Gylmar (goleiro)
Grané (lateral-direito)
Idário (lateral-direito)
Luizão (atacante)
Luizinho (meio-campista)
Marcelinho Carioca (meio-campista)
Márcio Bittencourt (meio-campista)
Neco (atacante)
Neto (meio-campista)
Oreco (lateral-esquerdo)
Palhinha (atacante)
Paulinho (meio-campista)
Rafael (atacante)
Ralf (meio-campista)
Rato (meio-campista)
Rincón (meio-campista)
Rivellino (meio-campista)
Roberto Belangero (meio-campista)
Ronaldo (atacante)
Ronaldo (goleiro)
Servílio (atacante)
Sylvinho (lateral-esquerdo)
Sócrates (meio-campista)
Teleco (atacante)
Tévez (atacante)
Tupãzinho (meio-campista)
Tuffy (goleiro)
Vaguinho (atacante)
Vampeta (meio-campista)
Viola (atacante)
Wílson Mano (meio-campista)
Wladimir (lateral-esquerdo)
Zé Elias (meio-campista)
Zé Maria (lateral-direito)
Zenon (meio-campista)
         

Posts históricos


A partir dessa semana a gente vai colocar aqui no blog alguns posts históricos sobre o Corinthians. Como foi explicado no post inaugural, a intenção desse blog não é só trazer notícias do Timão, mas também relembrar os momentos mais marcantes da nossa história. Por isso, serão homenageados os maiores ídolos, os principais títulos, os grandes técnicos, os melhores momentos, e até mesmo os momentos difíceis que tivemos, daqueles que por mais que a gente tente esquecer também fazem parte da nossa história.

Pedidos e sugestões são muito bem-vindos, fiquem à vontade!

domingo, 22 de abril de 2012

Pós-jogo: Corinthians 2x3 Ponte Preta

Parece brincadeira. ANTES FOSSE.

O Corinthians perdeu em casa para a Ponte Preta por 3x2 e está fora do Paulistão 2012. Sim, aquele time meia-boca que perdeu em Campinas para os nossos reservas conseguiu eliminar nossa equipe titular em pleno Pacaembu. E o pior: merecidamente. Ninguém esperava, mas os caras jogaram muita bola, se defenderam de forma brilhante e ainda se aproveitaram do fato de o Julio Cesar ter feito hoje a pior partida de toda a sua carreira. Resultado: estamos fora.

Nem dá pra culpar só o Julio. Ele teve falhas que realmente decidiram a partida, mas quase todo o time não jogou bem. Se a gente não tivesse errado tantos passes, se o ataque não tivesse perdido tantos gols, dava no mínimo pra empatar e tentar a sorte nos pênaltis. 

Nosso consolo é que o Palmeiras também perdeu hoje. Não digo isso pela rivalidade, porque ao contrário dos patéticos anti-Corinthians pouco me importa se rival tá se dando bem ou mal. Só que é muito bom não ser o único grande que passou vergonha hoje. Nossos eternos inimigos de estimação também deram mole e foram eliminados pelo Guarani. Ou seja, a gente poderia ter novamente uma semifinal contra o Palmeiras no derby da capital, mas vamos ter que nos conformar em assistir o derby de Campinas. Fazer o quê?

O jogo de hoje foi triste por diversas razões. Primeiro, pelo resultado em si, porque é claro que nenhum corinthiano gosta de ver o Timão perder. Segundo, obviamente, pela eliminação, que é sempre doída. Mas o pior motivo de todos é um só: o adversário. Com todo o respeito à Ponte, é um time que NUNCA ganhou nada em 112 anos derrotando um time ultra-vitorioso. É o 8º da primeira fase eliminando o 1º. É a zebra ganhando do favorito. Não dá.

Tem outro agravante: a última vez que um time considerado pequeno eliminou o Corinthians no Paulistão foi em 1989, quando o São José (?!?) nos venceu e chegou à final, que seria vencida pelo São Paulo. De lá pra cá, ganhamos 6 títulos, caímos algumas vezes na fase de grupos, e quando perdemos no mata-mata foi para Palmeiras, São Paulo ou Santos. Os GRANDES.

Por isso, fiel torcida, vamos abrir o olho. O Emelec é mais ou menos desse nível da Ponte. Eu posso ser otimista e dizer "melhor perder hoje do que na Libertadores", mas prefiro ficar esperto e pensar "se perdeu hoje, por que não também na Libertadores?". É hora de ficarmos espertos.

Veja os gols no vídeo:


sábado, 21 de abril de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Ponte Preta

Após 19 rodadas de pouca (ou nenhuma) emoção, finalmente o Campeonato Paulista 2012 chega ao ponto que interessa: o mata-mata. Agora não tem segunda chance - os confrontos são eliminatórios, e em jogo único. Vacilou, está fora.

O Timão entra em campo nesse domingo contra a Ponte Preta na condição de franco favorito, e nem o mais pessimista torcedor corinthiano espera um resultado que não seja a vitória. A diferença técnica entre as duas equipes é gritante, como já ficou provado na primeira fase, quando o Corinthians venceu a Ponte em Campinas e com o time reserva. Amanhã, no Pacaembu lotado e com o time principal, será que dá pra perder? Espero, e realmente acho, que não.

Enfrentar a Ponte Preta é sempre saboroso para a fiel torcida. As recordações da final de 77, com o gol do Basílio e a quebra do jejum são inevitáveis, e também vêm à nossa mente o Paulistão de 79, no qual vencemos novamente o time campineiro na decisão. Só que essa Ponte Preta atual nem de longe lembra aquele time do final dos anos 70, fortíssimo, com diversos jogadores de Seleção Brasileira. Hoje a Ponte é um time bastante frágil, que dificilmente vai criar problemas para nós.

A tendência é que o Corinthians se classifique, e tudo indica que a gente não vai ser o único grande a avançar para as semifinais, já que não existe no atual momento nenhum time do interior com muito a oferecer. O Bragantino já foi atropelado hoje pelo São Paulo, e tanto o Corinthians como os rivais Palmeiras e Santos devem fazer o mesmo contra Guarani e Mogi Mirim, respectivamente. Talvez o confronto mais difícil seja o do Palmeiras - pode até acontecer do Guarani de Campinas eliminar o Guarani da capital, quem sabe? - mas o que todo mundo espera é que nas semifinais a gente veja os clássicos e finalmente aconteçam partidas interessantes de verdade, coisa que não teve no campeonato inteiro até agora.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Definidos os confrontos das oitavas de final da Libertadores 2012

Foram definidos na noite de ontem os confrontos das oitavas de final da Taça Santander Libertadores 2012. Após a vitória sobre o Deportivo Táchira, sabíamos que o Corinthians seria o segundo ou terceiro melhor da fase de grupos, mas faltava o jogo do Nacional de Medellín pra definir isso. Ontem o time colombiano foi derrotado pela Universidad de Chile, e o Corinthians, único invicto na competição, pôde se manter na segunda posição geral, o que fará com que nosso adversário seja o segundo pior segundo colocado, ou o décimo quinto melhor time da primeira fase. E esse time é o Emelec, do Equador.

Podia ser pior. Podia ter sido o Inter (ninguém quer uma disputa caseira nessa fase do torneio). Podia ter sido o Bolívar, com a altitude de 3660 metros de La Paz. Mas esses são problemas de Fluminense e Santos.

A gente até que deu sorte. Mas não tanto quanto parece. Embora seja muito frágil tecnicamente e não possua nenhuma tradição, o Emelec se classificou heroicamente para essa fase da Liberta operando um milagre na última rodada. Eliminou o Flamengo no último minuto e deixou pra trás o também tradicional Olímpia, conseguindo a segunda vaga do grupo atrás do Lanús, mesmo sendo considerado o time mais fraco da chave. Por isso, os caras estão empolgados. Vão vir pra cima com tudo. E o primeiro jogo é na casa deles.

Então, vamos com calma, seguindo a filosofia de "dar um passo de cada vez" do professor Tite. De Libertadores nós já estamos calejados, e qualquer empolgação exagerada pode custar caro.

Os outros confrontos das oitavas serão Fluminense x Internacional, Santos x Bolívar-BOL, Universidad de Chile-CHI x Deportivo Quito-ECU, Libertad-PAR x Cruz Azul-MEX, Vélez Sarsfield-ARG x Nacional de Medellín-COL, Lanús-ARG x Vasco e Unión Española-CHI x Boca Juniors-ARG.

Caso o Corinthians avance, enfrentará nas quartas de final o vencedor do confronto entre Lanús e Vasco.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Pós-jogo: Corinthians 6x0 Deportivo Táchira-VEN

Com a goleada por 6x0 sobre o Deportivo Táchira, o Corinthians se garantiu na primeira colocação do Grupo 6 da Taça Santander Libertadores 2012.

Em uma noite inspirada, o Corinthians teve o domínio da partida desde o início, e abriu o placar logo aos 17 minutos, com Danilo. Paulinho ampliou aos 26, e a partida que já era tranquila ficou ainda mais fácil com a expulsão de Rouga.

No segundo tempo a goleada foi inevitável. Os gols de Emerson, Jorge Henrique, Liédson e Douglas definiram o placar: 6x0.

Agora o Timão espera os resultados das partidas de hoje para definir seu adversário nas oitavas de final. Como o Fluminense venceu ontem, o Corinthians se classificará obrigatoriamente como o 2º ou 3º melhor time da primeira fase, e terá como adversário nas oitavas o Emelec, do Equador, o Bolívar, da Bolívia, ou o Internacional de Porto Alegre.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Deportivo Táchira-VEN


Hoje à noite o Corinthians entra em campo pela última rodada da fase de grupos da Taça Santander Libertadores 2012, no Pacaembu, contra o Deportivo Táchira da Venezuela - o lanterna do grupo.

Embora já esteja classificado para as oitavas de final do torneio, o jogo de hoje é de grande importância por dois motivos. Primeiro, para que o Timão garanta a primeira posição do grupo, o que acontece em caso de vitória corinthiana ou empate, ou até mesmo em caso de derrota, caso o Cruz Azul não vença o Nacional do Paraguai no outro jogo do grupo. Segundo, para tentar uma boa colocação na classificação geral. Com a derrota de ontem sofrida pelo Vélez Sarsfield, o Corinthians só depende de si para ser um dos três melhores da primeira fase, e pode até mesmo ser o melhor, caso Fluminense e Nacional de Medellín não vençam suas partidas.

É importante lembrar que os confrontos das oitavas são definidos a partir do ranking da primeira fase, onde o 1º colocado enfrenta o 16º, o 2º enfrenta o 15º, e assim por diante. Portanto, quanto melhor a colocação geral do Timão, maiores as chances de enfrentarmos um time mais frágil na próxima fase. E assim, finalmente conseguir vencer um confronto no mata-mata da Libertadores - o que não aconteceu ainda desde a virada do milênio.

domingo, 15 de abril de 2012

Definidos os confrontos das quartas de final do Paulistão 2012


Com os resultados da 19ª rodada do Paulistão Chevrolet 2012, foram definidos os confrontos das quartas de final do torneio. O Corinthians, com a vitória por 2x1 sobre a Ponte Preta e a derrota do São Paulo contra o Linense, assegurou a primeira colocação da primeira fase com 46 pontos, e enfrentará novamente a Ponte Preta nas quartas de final.

Os outros confrontos das quartas de final serão São Paulo x Bragantino, Santos x Mogi Mirim e Guarani x Palmeiras. A disputa é realizada em jogo único, com mando de campo do time com melhor campanha, e em caso de empate não existe vantagem, sendo decidida nos pênaltis.

Caso o Corinthians avance, enfrentará na semifinal o vencedor do confronto entre Guarani e Palmeiras.

Post inaugural


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